Venda de imóveis usados em SP teve desconto de até 8,97% em fevereiro

9 abril, 2009

Em fevereiro, compradores de imóveis usados de bairros como Brasilândia, Campo Limpo e Cangaíba, localizados na zona E, foram os que mais conseguiram desconto sobre o valor original de venda. Segundo dados divulgados na última quarta-feira (8) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), nessa região, o desconto médio chegou a 8,97%.

Esse percentual de abatimento foi 19,29% menor que a média registrada em janeiro, quando o desconto nessa região chegou a 11,11%. Não foi só na zona E que o abatimento médio obtido em negociações de imóveis foi menor. Segundo o Creci-SP, em todas as outras regiões houve um recuo deste percentual, sendo que na zona B, onde se localiza bairros como Aclimação, Alto da Lapa e Bela Vista, o desconto em fevereiro foi 54,03% menor que o registrado em janeiro.

Na zona D, que engloba bairros como da Freguesia do Ó, Glicério e Imirim, a média do desconto sobre o valor original chegou a 5,7% em fevereiro, índice 38,58% menor que o do mês anterior. Nos bairros da zona A, como Pacaembu, Perdizes e Vila Nova Conceição, o valor de compra chegou a ser 6,38% menor do que o preço original.

Os bairros da zona C, como Aeroporto, Água Branca e Bosque da Saúde foram os únicos onde o desconto subiu em relação a janeiro, com média de 7,52%, um crescimento de 20,34% sobre percentual registrado no mês anterior.

O metro quadrado mais caro

Foi na região da zona A onde o metro quadrado ficou mais caro, segundo o levantamento. Nos bairros de maior procura, como os Jardins, os apartamentos de alto padrão construídos há mais de 8 anos foram vendidos, em média, por R$ 4.666,67.

Apartamentos de padrão médio, construídos há mais de 15 anos, nessa mesma região, foram vendidos, em média, por R$ 2.936,51 o metro quadrado, uma queda de 8,31% frente a janeiro, quando esse valor era de R$ 3.202,55.

A zona D foi a região onde o metro quadrado mais caiu de valor. Lá, apartamentos padrão médio com sete anos de construção saem por R$ 2.857,14. O valor é 24,20% menor do que o registrado no mês anterior, quando o custo era de R$ 3.769,23.

Os favoritos

Ainda de acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP, os imóveis com valores de até R$ 180 mil foram os preferidos dos paulistanos (60,19%) em fevereiro.

No geral, o maior percentual de vendas foi registrado na zona C, com 32,73% do total. Em seguida, estão as zonas A, com 20,35%, D (19,13%), B (14,20%) e E (13,59%).

Já em em relação ao tipo de imóvel, os mais vendidos foram os de dois dormitórios, seguidos pelos de três quartos. Os menos apreciados foram aqueles com um dormitório ou que possuíam apenas dois cômodos.

Fonte: Infomoney


Venda de imóveis usados cresce 140% em fevereiro e mercado se reaquece

9 abril, 2009

As vendas de imóveis usados na cidade São Paulo aumentaram 140,29% em fevereiro na comparação com janeiro, “recolocando o mercado da capital nos níveis em que se encontrava antes da crise econômico-financeira global em setembro de 2008″, afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP). Segundo ele, ainda não é o caso de “acharmos que os problemas acabaram e que voltamos à normalidade, mas pode ser um indício de que o possível efeito psicológico da crise, que deixou todo mundo receoso de fazer negócio e se endividar, estaria se diluindo por conta da percepção de sua real dimensão e das medidas que estão sendo tomadas para combatê-la”, explicou.

O crescimento em fevereiro foi detectado pela pesquisa que o CRECI-SP fez com 463 imobiliárias da capital, que informaram ter vendido 163 casas e apartamentos. Esse número fez com que o índice de vendas da capital evoluísse de 0,1465 em janeiro para 0,3521 em fevereiro, alta de 140,29%. Em agosto, antes da eclosão da crise, haviam sido vendidas 173 unidades e, em julho, 225. Em setembro, quando a crise eclodiu nos Estados Unidos, a pesquisa CRECI-SP contabilizou no universo das imobiliárias consultadas, a venda de 196 imóveis na capital.

Os efeitos da retração econômica que seria global ainda não haviam sido sentidos no Brasil, o que começou a ocorrer parcialmente em outubro – nesse primeiro momento de susto com a situação da economia, as vendas de usados baixaram para 103 unidades. Houve um respiro em novembro, com a negociação de 160 unidades, mas aí a crise chegou de fato ao mercado – as vendas despencaram para 73 unidades em dezembro e para 63 em janeiro último.

Velocidade

Na área de novos empreendimentos, outro termômetro a ser considerado é o da CHL, que afirma estar com resultados positivos, tanto que a empresa – parte do Grupo PDG Realty -, lançou dois empreendimentos 90% de cujas unidades foram comercializados em 48 horas. Os residenciais, situados no Humaitá e em Botafogo, somam R$ 40 milhões em volume geral de vendas e serão entregues em 2010.

Fonte: DCI


Empresário espanhol compra controle da Abyara

18 fevereiro, 2009

Os controladores da Abyara Planejamento Imobiliário venderam o controle da companhia para o empresário espanhol do ramo imobiliário Enrique Bañuelos e para a Agra Empreendimentos Imobiliários, segundo uma fonte do mercado que pediu anonimato. O negócio foi fechado hoje (18), com venda de 62% de participação. Do total adquirido, a Veremonte Participações, empresa de Bañuelos ficará com 70%, e a Agra, com os demais 30%. O pagamento será feito em dinheiro em até cinco anos, de acordo com a fonte. Será feito também aporte de capital no valor de R$ 100 milhões na Abyara para que a empresa possa concluir seus projetos.

banuelos

A venda abrangeu a participação que era detida pelos fundadores da Abyara, Celso Minoru Tokuda, Arnaldo Curiati e Emilio Westermann, e pelo Morgan Stanley Real Estate Fund. Os fundadores deixarão a companhia. Do lado dos vendedores, o mediador foi o Morgan Stanley. O Bradesco BBI foi o mediador da operação para a Agra, segundo a fonte. O espanhol teria negociado sozinho.

Conforme a fonte, a negociação com Bañuelos foi condicionada à reestruturação das dívidas da companhia com sete bancos, entre eles, UBS, Bradesco e HSBC. A reestruturação já foi concluída. Os bancos teriam concordado com o alongamento da dívida, com carência de três anos para pagamento.

Parte da dívida da Abyara com os bancos será paga por meio do banco de terrenos da companhia, exceto as áreas destinadas a projetos em andamento. O endividamento total da Abyara em 30 de setembro de 2008 era de R$ 444,809 milhões. A dívida líquida estava em R$ 387,744 milhões.

No fim de novembro de 2008, em reunião com analistas e investidores, o diretor-presidente da Abyara, Celso Minoru, afirmou que estaria disposto a vender parte da empresa para a companhia ganhar musculatura. “Estou disposto a buscar o que é melhor para a empresa e para os clientes. Neste momento, estamos buscando uma equação para a empresa”, disse Minoru.

Na ocasião, o executivo contou que a Abyara estava conversando com investidores estrangeiros e negociando com bancos o alongamento de dívidas que vencem em 2009. Parte das dívidas da companhia foi contraída como empréstimo-ponte para o follow-on, ou seja, a nova oferta de ações que a companhia considerava fazer desde meados de 2007. No ano passado, a empresa desistiu de realizar nova oferta de ações e vendeu 51% da corretora para a Brasil Brokers.

No fim do terceiro trimestre, o banco de terrenos da Abyara correspondia ao Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 5,09 bilhões. A venda de terrenos é uma das medidas adotadas pela companhia desde meados do ano passado dentro da estratégia de buscar disciplina financeira.

Fonte: Gazeta do Povo


Abyara confirma conversações com espanhol Bañuelos

16 fevereiro, 2009

Após rumores no setor da construção civil, que motivaram a emissão de um fato relevante à Companhia de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara Planejamento Imobiliário confirmou a existência de conversações com o empresário Enrique Bañuelos de Castro, que podem mudar o futuro da empresa. Todas as apostas são de que a venda da companhia será oficialmente confirmada a qualquer momento.

No documento divulgado ao mercado, a Abyara coloca que “os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações . e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro”, além de ressaltar que “poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia”, conforme o documento.

As informações reveladas por fontes do mercado dão conta de que o investidor espanhol estaria disposto a desembolsar R$ 60 milhões, e que lhe dariam o controle da Abyara.

No final do ano passado, a Abyara chegou a anunciar ajustes, por conta da turbulência econômica, que incluíram a demissão de funcionários e a venda de ativos, como terrenos, o que acelerou os comentários sobre a negociação da corporação.

Fonte: DCI