Em fevereiro, compradores de imóveis usados de bairros como Brasilândia, Campo Limpo e Cangaíba, localizados na zona E, foram os que mais conseguiram desconto sobre o valor original de venda. Segundo dados divulgados na última quarta-feira (8) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), nessa região, o desconto médio chegou a 8,97%.
Esse percentual de abatimento foi 19,29% menor que a média registrada em janeiro, quando o desconto nessa região chegou a 11,11%. Não foi só na zona E que o abatimento médio obtido em negociações de imóveis foi menor. Segundo o Creci-SP, em todas as outras regiões houve um recuo deste percentual, sendo que na zona B, onde se localiza bairros como Aclimação, Alto da Lapa e Bela Vista, o desconto em fevereiro foi 54,03% menor que o registrado em janeiro.
Na zona D, que engloba bairros como da Freguesia do Ó, Glicério e Imirim, a média do desconto sobre o valor original chegou a 5,7% em fevereiro, índice 38,58% menor que o do mês anterior. Nos bairros da zona A, como Pacaembu, Perdizes e Vila Nova Conceição, o valor de compra chegou a ser 6,38% menor do que o preço original.
Os bairros da zona C, como Aeroporto, Água Branca e Bosque da Saúde foram os únicos onde o desconto subiu em relação a janeiro, com média de 7,52%, um crescimento de 20,34% sobre percentual registrado no mês anterior.
O metro quadrado mais caro
Foi na região da zona A onde o metro quadrado ficou mais caro, segundo o levantamento. Nos bairros de maior procura, como os Jardins, os apartamentos de alto padrão construídos há mais de 8 anos foram vendidos, em média, por R$ 4.666,67.
Apartamentos de padrão médio, construídos há mais de 15 anos, nessa mesma região, foram vendidos, em média, por R$ 2.936,51 o metro quadrado, uma queda de 8,31% frente a janeiro, quando esse valor era de R$ 3.202,55.
A zona D foi a região onde o metro quadrado mais caiu de valor. Lá, apartamentos padrão médio com sete anos de construção saem por R$ 2.857,14. O valor é 24,20% menor do que o registrado no mês anterior, quando o custo era de R$ 3.769,23.
Os favoritos
Ainda de acordo com pesquisa divulgada pelo Creci-SP, os imóveis com valores de até R$ 180 mil foram os preferidos dos paulistanos (60,19%) em fevereiro.
No geral, o maior percentual de vendas foi registrado na zona C, com 32,73% do total. Em seguida, estão as zonas A, com 20,35%, D (19,13%), B (14,20%) e E (13,59%).
Já em em relação ao tipo de imóvel, os mais vendidos foram os de dois dormitórios, seguidos pelos de três quartos. Os menos apreciados foram aqueles com um dormitório ou que possuíam apenas dois cômodos.
Fonte: Infomoney
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