Imóveis: espera por 1 e 2 quartos é dobro em relação ao de 3

4 outubro, 2009

Um número cada vez maior de estudantes, executivos, solteiros e recém-separados disputa os poucos apartamentos de um ou dois dormitórios disponíveis na região metropolitana de São Paulo. A situação reflete uma mudança do perfil sócio demográfico do brasileiro e também a pequena oferta de lançamentos nos últimos anos por parte das construtoras.

A busca por imóveis deste tipo provoca fila nas imobiliárias, que criaram equipes de “busca” para ampliar as oportunidades. De acordo com a gerente da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, a demanda inflou os preços dos aluguéis, que chegam até a R$ 2 mil em regiões nobres, e falta de opção é tão grande que as pessoas acabam alugando apartamentos que não atendam todas as necessidades.

“A espera por um apartamento de um dormitório que atenda a certas exigências pode levar até quatro meses, enquanto para um de três dormitórios é no máximo de um mês e meio, isso quando a disponibilidade não é na hora. Temos uma equipe de 11 house hunters batendo de prédio em prédio para ver se tem apartamento (de um e dois dormitórios) para alugar”, afirmou Roseli.

Segundo levantamento do Secovi-SP, o preço do metro quadrado para o aluguel de apartamentos de um dormitório, em boas condições, pode variar de R$ 10,25 na zona leste a R$ 22,63 na zona sul da capital paulista. Isto quer dizer que o valor a ser pago pelo inquilino pode ser entre R$ 460 e R$ 1.131 (50 metros quadrados, tamanho médio para este tipo de imóvel). Já o aluguel de um imóvel de três quartos, duas vezes maior (100 metros quadrados, também tamanho médio para esta configuração), custa entre R$ 716 e R$ 2.160, nas mesmas regiões.

“Tentamos fazer com que a pessoa alugue um de dois ou três dormitórios, o que acaba sendo um melhor negócio”, apontou Roseli. Esta foi a saída encontrada pela educadora patrimonial Caroline Abrão, que se mudou de Curitiba para São Paulo há três meses e mora provisoriamente com a irmã e o cunhado. Sem muitas opções viáveis para morar sozinha, ela procura pessoas com o mesmo problema, que queiram dividir um apartamento maior.

“Apartamento de um quarto não é uma boa opção agora. Está saindo o preço de um (imóvel) de dois quartos. Os de valor mais razoável são minúsculos, muito acabados ou em péssima localização. Por isso minha opção de dividir com mais pessoas, por conta da relação custo e benefício na locação de um apartamento de dois ou três quartos”, relatou.

Oferta e demanda
Nos últimos cinco anos a oferta de apartamentos novos pequenos diminuiu, principalmente em bairros mais próximos ao centro da cidade. Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), no ano passado foram 1.540 lançamentos de apartamentos com um quarto (2,5% do total), frente a 12.391 novos imóveis de quatro quartos (20%), na região metropolitana de São Paulo.

Em julho, o número de unidades de um dormitório disponíveis na cidade era de 669 e de dois dormitórios de 1.617, conforme levantamento do Secovi-SP. Já os imóveis vagos de três quartos somavam 4.387 e os de quatro quartos atingiam 5.800. De acordo com Cyro Naufel, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, a produção dos apartamentos menores é mais cara para o construtor.

“O apartamento de dois dormitórios pode virar de um, aumentando a sala. O de um dormitório é mais restrito. Os dois pedem no mínimo uma vaga de garagem, no mínimo um banheiro, que tem custo mais elevado de construção. Para um dormitório, é preciso construir as mesmas coisas para menos metros quadrados. Por exemplo, para um quarto há em média uma vaga (de garagem) a cada 40 metros quadrados, enquanto para dois a média é a cada 60 metros quadrados”, explicou.

Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, também há empecilhos da prefeitura para construções próximos ao centro. “O plano diretor dificultou o adensamento da cidade e favorece a cidade espalhada. Não pode construir em um lugar já concentrado. Entre 2002 e 2004, 80% dos lançamentos da região metropolitana era em São Paulo, hoje é só 50%. As empresas estão fugindo da capital, o que é muito ruim, porque existe a demanda. Essas pessoas trabalham próximo ao centro e precisam morar perto. Esta é uma falha da cidade”, disse.

A queda da oferta de imóveis pequenos coincidiu com o aumento da demanda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a porcentagem de solteiros na região metropolitana aumentou de 7,3%, em 1997, para 11,6%, em 2007.

“O número de lares com uma pessoa aumentou nos últimos três anos, assim como mudou o comportamento da sociedade. Agora a pessoa que procura esse imóvel casa com mais idade, com isso tem a tendência de sair da casa dos pais e morar sozinho antes, e a mulher, mais independente também sai para morar sozinha. Houve um aumento dos casais jovens sem filhos, que atrasam a vinda do primeiro filho e preferem ter uma localização melhor”, afirmou Naufel.

Crestana aponta também a melhora da situação econômica do País e incentivos do governo, como o programa Minha Casa Minha Vida, que ajudaram na ampliação do nicho de mercado. “Nos últimos três ou quatro anos, parte da população tem chegado na idade de consumir imóvel, estão começando a ter empregos, ser consumidores. No mesmo período, surge um plano do governo facilitando a compra de imóveis mais baratos”, afirmou.

Regiões
A situação mais crítica é para quem quer morar próximo ao centro, na zona sul ou na zona oeste da capital paulista. Na Lello Imóveis, as regiões da Mooca e Tatuapé concentram 30% dos candidatos a inquilinos em espera, enquanto 22% está em Moema e na Vila Mariana. Nos Jardins há 14% do total de interessados, mesmo percentual da região de Santana. Em Perdizes, são 12% do total e no Grande ABC, 8%.

“Algumas regiões são mais marcadas por estudantes, como Higienópolis, Perdizes, Jardins. Em Moema tem muitos executivos que fazem ponte aérea no final de semana. Mooca e Tatuapé também têm procura por aquele jovem que quer morar sozinho, próximo de metrô, assim como na zona norte. Estar perto de transporte fácil é uma característica que este público busca”, disse Roseli.

Tendo em vista este mercado, algumas construtoras já apostam em uma virada de tendência no mercado, embora os lançamentos de alto padrão ainda dominem a cena. “Do meio do ano passado para cá, começamos a desenvolver produtos novos buscando esse publico”, afirmou Naufel, da Lopes. Segundo Fabio Romano, diretor de incorporação da Yuny, a falta de espaço exige um planejamento mais versátil e prático.

“Começamos a criar estes apartamentos menores, tipo estúdio, com arquitetura de barco, que tem espaço pequeno, em que você puxa um armário e vira uma mesa, por exemplo, para estes jovens que estão começando a carreira. O próprio investidor busca esse tipo de imóvel. Estamos pensando em uma mistura de prédio residencial e comercial na mesma torre”, afirmou Romano.

Fonte: Terra / Peter Fussy direto de São Paulo


Comercialização de imóveis usados cresce

23 setembro, 2009

SÃO PAULO – As vendas de imóveis residenciais usados em São Paulo cresceram 18,4% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento da Lello, empresa de administração imobiliária.

Os imóveis com valores entre R$ 150 mil e R$ 300 mil foram os mais procurados – 64,3% do total comercializado pela administradora nos sete primeiros meses do ano. As demais unidades, com preço acima de R$ 300 mil, responderam por 25,6%. Dez por cento das vendas foram de lotes de até R$ 150 mil, no litoral. Apartamentos representaram 61,7% dos imóveis vendidos, enquanto casas responderam por 25,2% e terrenos, por 13,1%. A procura foi aquecida em todas as regiões do centro expandido de São Paulo, com destaque para Tatuapé, Mooca e Santana. “Observamos que muitas pessoas compraram imóveis como opção de investimento, uma vez que houve queda da rentabilidade dos fundos de renda fixa, além da turbulência do mercado de capitais”, observa Roseli Hernandes, gerente Locação e Vendas da Lello.

Fonte: DCI – Diário, Comércio, Indústria & Serviços


Classi Imóveis – Venda de imóveis

1 agosto, 2009

Pesquisa do Creci Em maio foram vendidos 1095 casas e apartamentos, em 37 cidades pesquisadas no Estado.

Depois de ter registrado ligeira queda de 5,12% em abril, o mercado de imóveis usados no Estado de São Paulo reagiu em maio. Segundo pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) com 1.599 imobiliárias de 37 cidades, foram vendidos 1.095 casas e apartamentos, 7,6% a mais que em abril. O índice estadual de vendas evoluiu de 0,6364 para 0,6848.

As vendas cresceram no período em três das quatro regiões do Estado em que a pesquisa é dividida – Capital (+11,52%), Litoral (+ 27,59%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 94,83%). No Interior, houve queda de 30,11%. Venderam-se mais casas (52,51%) que apartamentos (47,49%).

A pesquisa Creci-SP também mostra que as vendas à vista predominaram sobre as outras formas de pagamento em três das quatro regiões do Estado. Na Capital, responderam por 51,04% dos contratos assinados nas imobiliárias pesquisadas. No Litoral, somaram 61,84% do total das vendas e, nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, representaram 52,17%. No Interior, os financiamentos da CEF foram responsáveis por 49,43% das vendas efetivadas nas imobiliárias pesquisadas.

“O resultado do período, por si só, não indica reversão ou definição de tendência futura, porque ainda não sabemos como fecharão os números de junho e de julho, sendo julho um mês especialmente difícil por causa das férias, quando a atividade imobiliária costuma se reduzir”, afirmou o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto. Mas ele se mantém otimista diante dos sinais gerais que indicam estar a economia deixando a crise financeira para trás.

Fonte: Gazeta de Piracicaba


Lista de espera: imóveis usados que valem como (ou mais que) os novos

13 julho, 2009

Charme, história e localização levam casas e apartamentos a virar estrelas disputadíssimas em São Paulo

Há imóveis em São Paulo que se transformaram numa espécie de bilhete premiado. São tão disputados pelos paulistanos que dificilmente caem nas mãos de corretores. Nunca recebem placas indicativas de aluguel ou venda, pois quando sai um morador já há outro de tocaia para entrar com o caminhão de mudança. Não importa se é casa ou apartamento. Tudo depende do bairro e das características que fazem desse imóvel único. Levar a assinatura de um arquiteto que fez história na cidade pode ser uma delas. Às vezes, basta ser charmoso, elegante e ter localização privilegiada – o que em São Paulo não é pouco. Em alguns desses imóveis, há até lista de espera de compradores e locatários.

De frente para o Parque do Ibirapuera, na zona sul, na Avenida República do Líbano, o Edifício São Carlos, de apenas cinco andares, construído há 54 anos, reina entre espigões novos e luxuosos da Vila Nova Conceição. As paredes externas do edifício neoclássico foram tomadas por trepadeiras, deixando a construção ainda mais charmosa e integrada à região arborizada. Os apartamentos – são dez unidades – têm 120 metros quadrados distribuídos em sala, cozinha, área de serviço e dois dormitórios. “A minha lista de interessados desse mês, que passei para a imobiliária, tem 60 nomes”, diz o zelador Adeilton Rolim, de 34 anos. “Não há apartamento vago. A espera chega a dois anos.”

Para tristeza de muitos paulistanos que tocam o interfone pedindo informação, no prédio nunca há unidades disponíveis para venda, só para locação, que gira em torno dos R$ 3.400. O prédio já teve moradores conhecidos, caso do costureiro Clodovil Hernandes, que deu mais fama ao endereço.

Quanto mais famoso o antigo proprietário mais atraente fica o imóvel. Na torre residencial do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, há uma semana foi colocada à venda a unidade que pertenceu a Francisco Antônio Paulo Matarazzo Sobrinho, mais conhecido como Ciccillo Matarazzo, que, entre outros incentivos à arte, fundou o Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Bienal. Com cerca de 500 m², está à venda por R$ 1,2 milhão, abaixo do preço, por causa do mau estado de conservação. Em apartamentos assim, sempre tem gente de olho.

Um bom exemplo é a dona de casa Maria Aparecida Rego, que por cinco anos esperou o apartamento do espólio do conde Silvio Penteado, na Avenida São Luís, no centro, ser liberado para a venda. Casada com um juiz, morava num apartamento menor, de cerca de 200 m² na região. O do conde tem 400 m² a mais.

“Soube do apartamento por um casal de amigos, residentes do Edifício Silvio Penteado. Para ajudar, o manobrista do meu prédio saiu e foi trabalhar lá de zelador”, explica Aparecida, que conseguiu a garantia de ser a primeira a ver e a fazer a proposta de compra do imóvel. “Já teve gente que bateu na minha porta oferecendo o dobro do que eu paguei. Mas eu não quero vender.”

O Edifício Macaé, na Rio de Janeiro – rua em Higienópolis que ficou ainda mais procurada desde que o ex-presidente Fernando Henrique se mudou para um de seus prédios – está entre as torres cobiçadas. Com 600 m², o Macaé já foi o maior da região. “Hoje não é mais; porém, tem características únicas, como a fachada de mármore e uma vista para a região residencial do bairro”, diz Roberto Capuano, dono de uma imobiliária que leva seu nome, há 50 anos no mercado.

Assim que um morador do prédio mencionou recentemente a intenção de se desfazer do imóvel, surgiu um comprador que ofereceu os exatos R$ 5 milhões pedidos. Na hora de assinar o contrato, o proprietário subiu o preço em R$ 1 milhão. Perdeu o negócio e diz que não vende por menos.

Outro sucesso de público é o Parque das Hortênsias, edifício localizado na Avenida Angélica, em Higienópolis. “Atendo cerca de 20 pessoas por dia que procuram apartamento”, diz o porteiro Sebastião José Lima. Com grande recuo ajardinado e imponente arquitetura da década de 1950, o prédio tem unidades de 89 m² e 150 m², de dois e três dormitórios. “O projeto é de João Artacho Jurado, arquiteto que no passado foi considerado cafona, e hoje faz sucesso”, diz Capuano.

Dinheiro no bolso, paciência, persistência e sorte são as virtudes necessárias para conseguir um imóvel desejado. O gaúcho Humberto Ellwanger, de 35 anos, sócio do Thai Gardens – filial brasileira de uma rede espanhola de restaurantes tailandeses -, há três anos tenta comprar um apartamento no Edifício Três Marias, na Avenida Paulista. Sabendo que a disputa é grande, deixou nome em duas listas – uma de aluguel, outra de compra. Em 2007, conseguiu fechar contrato de locação. “Meu nome continua na lista de futuros compradores. Vale a pena. Tenho metrô, cinema e restaurantes na porta.”

A secretária Sandra de Faria, de 53 anos, quando conseguiu uma unidade no prédio, fechou contrato no hospital. “Estava internada com pneumonia. Se não assinasse, perderia o negócio.” Apesar da construção ser de 1962, o Três Marias passou por restauração completa. Encanamento, hidráulica e até o piso da garagem são novos. Na cobertura, a casa do zelador deu lugar a um projeto não acabado de academia e sauna. No terraço, dois fornos de pizza e duas churrasqueiras comunitárias foram instalados.

Para conseguir uma das 16 casas coloridas da charmosa Vila Angela, na Barra Funda, zona oeste, é preciso ser amigo ou parente de morador. “Quando cheguei, há 13 anos, o pedaço era horrível”, diz a atriz Carlota Joaquina, de 44 anos, que acabou trazendo amigos – artistas plásticos e atores, que deram charme às casas de operários da Indústria Matarazzo. “Quando alguém muda, no dia seguinte já tem conhecido morando. E isso só acontece quando alguém resolve sair do País.”

Fonte: Estadão


Lopes diz que São Paulo terá 28 lançamentos

22 junho, 2009

A Lopes Consultoria Imobiliária também aponta a tendência de incremento no segmento de imóveis corporativos. Segundo dados levantados pela Inteligência de Mercado da Lopes, devem ser disponibilizados ao mercado 28 novos lançamentos, somente em São Paulo, destes, 24 serão comercializados, resultando em mais 5 mil unidades na região.

Para se ter uma idéia, nos últimos três anos foram lançados em São Paulo 33 empreendimentos, com valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 2 bilhões, somando pouco mais de 5, 6 mil conjuntos, o equivalente ao que está para chegar ao mercado.

De acordo com Cyro Naufel, diretor de Atendimento da Lopes, a consultoria está “observando uma procura muito grande”, por esse tipo de imóvel. Ele atribui o avanço à rentabilidade menor de alguns investimentos, “fazendo com que as pessoas destinem parte dos recursos ao mercado imobiliário”, colocou, calculando que, nos empreendimentos, cerca de 60% do que é comercializado são para investidores que estão diversificando a atuação. Além disso, os imóveis corporativos têm hoje uma baixa taxa de estoque, aproximadamente 10%, do que há disponível no mercado. O preço médio – R$ 6 mil o metro quadrado – é mais atrativo do que o dos residenciais.

Fonte: DCI


Despejo de imóveis sobe 22% em março em São Paulo

29 abril, 2009

As ações de despejo por falta de pagamento subiram 22% de fevereiro para março de 2009 no Fórum da Capital. As ações, que incluem a denúncia vazia, tiveram alta 6%. Embora com pouco volume de registros no período, as consignatórias dispararam 290%. A alta das renovatórias de aluguel foi de 43,24%.

Hubert Gebara, diretor da empresa do Grupo Hubertda – responsável pela pesquisa – , acredita que os inquilinos podem estar sentindo os efeitos da crise e, por isso, atrasam os aluguéis. Ele não descarta também a hipótese de uma demanda reprimida das ações de despejo em razão da interrupção de prazo até 8 de janeiro no Fórum e do pequeno número de dias úteis em fevereiro.

A alta das ações de despejo por falta de pagamento em fevereiro já havia sido de 32,14% em relação a janeiro.

Fonte: Invertia


Investidor busca alternativa à bolsa em São Paulo

29 dezembro, 2008

cuidados-na-hora-de-comprar-um-imovel-na-planta-38-31-thumb-170A instabilidade do mercado de capitais já está atraindo grandes investidores ao mercado imobiliário em São Paulo. A Lello, empresa líder em administração de imóveis no Estado, registrou aumento de 40% no número de consultas feitas por pessoas desejando comprar imóveis e disponibilizá-los no mercado de locação. “Historicamente o imóvel representa, no Brasil, alternativa segura para investidores. Nos últimos anos, entretanto, houve intensa migração de investimentos para o mercado de capitais, que está passando por um momento de muita volatilidade. Alguns grandes investidores já passaram a buscar alternativas menos arriscadas”, afirma a gerente de Locação e Vendas da Lello, Roseli Hernandes.

A maioria dos investidores busca unidades com valores entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, especialmente casas e galpões para locação comercial. Segundo Roseli, além de ter rentabilidade mensal com o recebimento do aluguel, os investidores estão apostando na valorização do patrimônio no médio e longo prazos. Hoje o rendimento de um imóvel alugado gira em torno de 0,7% de seu valor de venda, superior à caderneta de poupança e alguns fundos de renda fixa.

No entanto, ela alerta que para ter retorno competitivo no mercado imobiliário é preciso, antes de tudo, comprar bem, observando a vocação de cada região e do imóvel desejado, potencial de rentabilidade e condições de conservação da unidade, dentre outros quesitos. “Uma opção interessante é adquirir imóveis já alugados, evitando o risco de ter que arcar com despesas como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), condomínio e conta de água enquanto a nova locação não for fechada”, diz Roseli.

Fonte: InvestNews / JB Online


Valor de condomínio em São Paulo pode variar até 77% entre bairros

25 dezembro, 2008
daniela

Daniela Mangione, que paga mais de R$ 700 de condomínio na Vila Madalena, avalia os prós e os contras da taxa

Uma pesquisa realizada em São Paulo apontou que o valor médio do condomínio pago pelos moradores de prédios na capital paulista pode variar até 77,4%. O levantamento, divulgado neste mês, foi realizado pela Lello foi feita junto a uma base de 1,1 mil empreendimentos em diversos bairros da capital paulista. A cota média da cidade é de R$ 561,07.

No estudo, a administradora dividiu a cidade em oito regiões. Os prédios da região da Mooca têm o valor médio de condomínio mais baixo, de R$ 418,78. Já na área dos Jardins a cota média é de R$ 742,99.

O segundo condomínio mais caro fica na região do Morumbi, com valor médio de R$ 705,21 na cota mensal paga pelos moradores. Em seguida vêm os empreendimentos residenciais de Moema, com valor médio de R$ 656,10.

Na região de Perdizes o condomínio fica em torno de R$ 555,57, e no Tatuapé, R$ 490,32. Já na área de Santana o valor médio pago por quem mora em apartamentos é de R$ 474,71, e na Vila Mariana, que têm o segundo condomínio mais baixo de São Paulo, o custo mensal é de R$ 444,90.

“Jardins e Morumbi são regiões em que há muitos empreendimentos com poucos apartamentos e muitos serviços, o que demanda maior número de funcionários e mais gastos com manutenção.”, diz Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios.

A administradora também levantou os valores médios do condomínio no Grande ABC, que ficou em R$ 533,38, e no Guarujá, que é de R$ 474,70.

Custo x benefício

Quem paga a cada mês as faturas costuma refletir sobre o custo x benefício do gasto. A empresária Daniela Mangione Sampaio Ferraz, de 35 anos, vive há 13 na Vila Madalena, na Zona Oeste, até chegou a pensar em se mudar para uma casa para fugir dos R$ 707 reais mensais de condomínio. “É um pouco caro para um prédio que tem mais ou menos 30 anos e nenhuma área útil”, afirma.

Apesar de reconhecer que o bairro onde vive tem empreendimentos com condomínios mais caros, Daniela não abre mão de continuar na região. Já o dentista Mário Henderson de Oliveira, de 41 anos, fugiu de um condomínio de pouco menos de R$ 1 mil na Alameda Jaú, nos Jardins. “Estava inviável: fui para um prédio novo, na Lapa, com toda estrutura de piscina, academia e pago metade”, explica.

Fonte: G1


Lei reduz em 30% índice de inadimplência nos condomínios em São Paulo

23 dezembro, 2008

bascolcondominiozenEm São Paulo, uma lei está ajudando a diminuir a inadimplência nos condomínios. Quem atrasa o pagamento corre o risco de ter a dívida protestada.

Em um condomínio da capital paulista, oito moradores não pagavam. A conta não fechava. “A situação do condomínio chegou a ficar em R$ 5 mil no negativo. Tivemos que dividir, ratear (a dívida), entre todos os condôminos e emitir boletos adicionais para todos e falar: ‘tem que pagar a dívida porque é uma dívida do condomínio’ “, contou o síndico do local, Rubens Júnior.

Aí veio a lei estadual que permite ao condomínio protestar as dívidas. Assim que a lei começou a valer, o síndico espalhou a notícia nos elevadores e mandou uma carta para todos os moradores avisando que os inadimplentes iam ficar com o nome sujo. O resultado apareceu logo.

Antes mesmo que o condomínio procurasse um cartório para fazer o protesto das dívidas, os devedores começaram a pagar. Foi possível então instalar uma cerca elétrica e montar uma sala de ginástica no local. “(Foi possível fazer) pintura nova para fim de ano, para as festas. Decoração de Natal que é a primeira vez que nós estamos fazendo. Graças ao bom resultado e benefício da lei nova”, afirmou Júnior.

Com a lei, o número de ações na Justiça para cobrar os inadimplentes vem caindo mês a mês. Na cidade de São Paulo, entre julho e novembro, a queda passou de 30%. O Sindicato da Habitação reconhece que a lei é dura, mas acha que ela não acaba com a possibilidade de negociação entre o morador inadimplente e o condomínio. “O nosso interesse não é protestar. O nosso interesse é deixar o condomínio viável, pagando todas as suas contas pontualmente”, disse Hubert Gebara, presidente do Secovi.

Em outro condomínio da cidade, o número de devedores caiu pela metade. O dinheiro que entrou ajudou na instalação das câmeras de segurança e, ano que vem, tem mais. “A gente vai fazer benfeitorias nas áreas comuns, no salão de festas, salão de jogos, no espaço de criança. A gente vai tentar decorar e deixar a coisa aqui bonita”, disse o síndico Fernando Zito.

Fonte: G1


Google Maps traz rotas de transporte público em São Paulo e Belo Horizonte

11 dezembro, 2008

São Paulo – Google Transporte Público vai oferecer rotas de ônibus, metrô e trem em São Paulo e de ônibus e metrô em Belo Horizonte.

A versão brasileira do serviço de localização Google Maps incluirá rotas de transporte público das cidades de São Paulo e Belo Horizonte, anunciou o Google Brasil nesta quarta-feira (11/12).

A ferramenta, chamada Google Transporte Público, foi desenvolvida junto à SPTrans, à BHTrans e à  Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) em uma parceria que não envolve trocas financeiras.

A novidade estará disponível  gradualmente para todos os usuários do Google Maps até a próxima semana. Nesta quinta, apenas 1% dos usuários do serviço de mapas no Brasil terá acesso ao Transporte Público.

Em São Paulo, o novo serviço oferecerá rotas envolvendo ônibus, metrô e trem, enquanto Belo Horizonte contará apenas com ônibus e metrô.

Quando o usuário fizer uma busca no Google Maps, o serviço oferecerá, além das tradicionais rotas a pé ou de carros, a opção de consultar três caminhos utilizando o transporte público na cidade.

As três rotas são baseadas, segundo Marcelo Quintela, gerente de produtos do Google Brasil, nos caminhos mais curtos a partir de dados da SPTrans ou da BHTrans e podem misturar tanto três do metrô como linhas de ônibus.

O Google Transporte Público está disponível agora nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte e, até junho de 2009, deverá atingir as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista.

Não há qualquer previsão oficial do lançamento da ferramenta em outras cidades além das capitais paulista e mineira.

Tanto a SPTrans como a BHTrans já oferecem em seus sites ferramentas semelhantes em que usuários podem consultar itinerários usando transporte público.

O Google Transporte Público é a segunda ferramenta de mapas criada totalmente no escritório mineiro do Google. Em outubro de 2007, o buscador lançou a versão local do Google Maps.

Fonte: IDG Now!