Mudanças no FGTS beneficiam construtoras de imóveis populares

2 outubro, 2009

O aumento do limite para o financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida deve beneficiar empresas como Rossi e Cyrela.

O aumento do limite para o financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida aprovado pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve beneficiar as construtoras voltadas para atender as classes sociais mais baixas do país, segundo avaliação do banco britânico Barclays. Para os analistas, entre as companhias que mais serão beneficiadas estão a Rossi, Cyrela e Brookfield.

O conselho do FGTS, que é a principal fonte de financiamento do pacote governamental, elevou o valor dos imóveis que podem se enquadrar no programa em cidades com mais de 250 mil habitantes de 80 mil reais para 100 mil reais. Para as cidades com mais de um milhão de habitantes, o limite de financiamento passou de 80 mil reais para 130 mil reais. Antes, apenas moradores do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro poderiam ter acesso a um financiamento, no âmbito do programa, de 130 mil reais.

A partir desse aumento, de acordo com o Barcalys, é esperado uma valorização dos terrenos, uma vez que as construtoras vão poder vender com preços mais elevados sem abrir mão dos subsídios do governo.

Os analistas do banco apontam, ainda, que o programa deve beneficiar, além das empresas, os próprios moradores de baixa renda, principalmente, das regiões distantes dos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro.

A mudança será implementada pela Caixa Econômica Federal, mas ainda não se sabe quando.

Fonte: Exame/Negócios


Programa Minha Casa, Minha Vida já contratou 22 mil moradias

3 agosto, 2009

35% desse total foram para pessoas com renda de até 3 salários mínimos. Governo quer fazer 1 milhão de casas para quem ganha até 10 mínimos.

A Caixa Econômica Federal recebeu 920 propostas para financiamento de habitações pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que totalizam pedidos de construção de 182,5 mil moradias. Os números se referem a pedidos feitos até o último dia 23. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), desse total já foram contratadas mais de 22 mil habitações, no valor de R$ 1,4 bilhão.

Dessas 22 mil unidades, cerca de 35% ou 7.751 moradias, são financiamentos para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), principal alvo do programa que tenta reduzir o déficit habitacional no país, que é de mais de 7 milhões de moradias, segundo avaliação da CBIC. A meta do programa Minha Casa, Minha Vida é construir pelo menos 400 mil habitações para famílias nessa faixa de renda.

Dos financiamentos já aprovados pela Caixa, 9.597 moradias (43,4%) atendem a famílias que têm renda entre três e seis salários mínimos (entre R$ 1.395 e R$ 2.790). Essa é a faixa de renda com maior montante financeiro já aprovado pelo banco, cerca de R$ 624 milhões. O objetivo do governo também é financiar até 400 mil habitações para quem recebe até seis salários mínimos.

A Caixa também já acordou o financiamento de outras 4.745 moradias para quem recebe entre seis e dez salários mínimos (de R$ 2.790 a R$ 4.650). Isso representa pouco mais de 21,4% das 22 mil unidades contratadas até o último dia 23.

Os 920 pedidos de financiamento entregues para a Caixa até agora, se aprovados, somam mais de R$ 11,3 bilhões. Ao todo, o programa prevê financiamento de até R$ 34 bilhões subsidiados pelos cofres públicos para construir até 1 milhão de habitações. Contando o montante de financiamento sem subsídio público, o programa pode chegar até a R$ 60 bilhões.

Problemas

O vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse que a execução do programa está dentro das expectativas do mercado e explicou que é mais difícil financiar moradias para a faixa de renda entre zero e três salários mínimos por questões burocráticas e de falta de informações do mercado.

“Nessa faixa de renda, dependemos de aprovação de técnicos da Caixa, de projetos das prefeituras e ainda de informações de mercado que não temos. Tem prefeituras, por exemplo, que não têm nem um CAD [programa de computador que faz projetos de engenharia] e precisamos fazer os projetos à mão, na prancheta. E não estou falando de prefeituras pequenas, de interior”, afirmou.

Mas os problemas não estão só na esfera pública quando o assunto é habitação para pessoas de baixa renda. Há problemas no setor de construção também, segundo Martins. “Outro exemplo é a questão de mercado. Nós precisamos, por exemplo, unificar os custos sociais das obras. Em Santa Catarina, por exemplo, há 18 Sinduscons [Sindicatos da Indústria da Construção] e cada um deles tem um custo, por obra, nessa questão. Custos de quanto se paga de cesta básica, ou vale alimentação, do equipamento de segurança. Então, estamos pedindo que esses sindicatos se reúnam e definam preços básicos para toda sua região de abrangência. Com isso, fica mais fácil de calcular o custo da habitação”, explica o vice-presidente da CBIC.

Segundo Martins, outro motivo para o programa estar menos acelerado na faixa de renda até três salários mínimos é a greve dos funcionários da Caixa, que terminou em junho. “Justamente as áreas técnicas que analisavam essas propostas estavam em greve e com pouca atividade desde o lançamento do programa, em 13 de abril, e isso atrasou um pouco o andamento desses financiamentos”, reclamou.

O programa

O programa Minha Casa, Minha Vida foi lançado pelo governo no dia 25 de março deste ano, mas a operacionalização começou em 13 de abril. O objetivo do governo é construir até um milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos.

Desse total, 400 mil moradias são para famílias com renda entre zero e três salários mínimos, outras 400 mil para famílias com renda de até seis salários mínimos e mais 200 mil habitações para quem tem renda entre seis e dez salários mínimos.

Para a menor faixa salarial, o governo pretende desembolsar até R$ 16 bilhões para subsidiar a construção das moradias e manter um fundo garantidor que preserve as negociações das inadimplências.

Fonte: G1


Polícia prende golpistas do “Minha Casa Minha Vida” no DF

27 julho, 2009

Seis golpistas que enganavam moradores de Planaltina e da Estrutural, cidades satélites de Brasília (DF), prometendo acelerar o recebimento das casas financiadas pelo Programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, foram presos no fim da manhã de ontem (24) por policiais da DEF/DF (Delegacia de Defraudações e Falsificações). Eles foram flagrados cobrando R$ 10 para fazer o cadastro das pessoas interessadas em participar do programa do governo federal.

Para dar credibilidade ao golpe, diziam conhecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ter influência sobre os dirigentes da Caixa Econômica Federal (CEF), banco que financia as moradias.

O crime ocorreu na sede da Organização Não Governamental (ONG) Vida Viva, em Planaltina — uma das entidades denunciadas pelo Correio. Todos os acusados foram levados para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e vão responder por estelionato e formação de quadrilha.

Quando os policiais chegaram à ONG Vida Viva, por volta das 11h de ontem, cerca de 30 pessoas aguardavam na fila para fazer as inscrições no cadastro do programa. Os responsáveis pelo trabalho eram o presidente da organização, Hélio Rosas dos Passos, 38 anos, a mulher dele, Naide Antônio Chamone, 46, o irmão dela, Geraldo Chamone Filho, 48, e a atendente Tatiane Santos Queiroz, 24. O presidente da Prefeitura Regional Comunitária da Estrutural (Preces), Ismael de Oliveira, 37, e o vice-presidente, Paulo Batista dos Santos, 37, também estavam na sede da Vida Viva em Planaltina ajudando a convencer os cidadãos e a cadastrá-los.

Eles diziam ser representantes da Caixa e que tinham amizade com o presidente Lula para ludibriar mais facilmente as vítimas. A quadrilha usava o sonho das pessoas de ter a casa própria para cobrar pelas inscrições e as mensalidades”, afirma o titular da DEF, delegado Márcio Araújo Salgado. As duas entidades não foram fechadas pela polícia, mas os representantes foram detidos em flagrante.

Credibilidade

O delegado conta que na Estrutural o golpe era aplicado pelos funcionários da Preces. Eles cobravam R$ 10 e até dividiam o pagamento (1)das pessoas que não tinham condições de dar a quantia de uma única vez”, relata. Para a população de Planaltina, os golpistas ofereciam casas na região da Nova Colina, em Sobradinho. E para os moradores da Estrutural, as moradias ficariam na região da Cana do Reino, próxima a Vicente Pires.

A promessa era que os imóveis seriam entregues até o fim de 2009. As duas entidades trabalhavam em parceria para dar mais credibilidade ao movimento, que, de tão organizado, promovia palestras e reuniões com a população carente. De acordo com Salgado, pelo menos 5 mil pessoas caíram no golpe da casa própria. No momento, a DEF investiga cinco entidades que supostamente têm função assistencialista para atender a demanda por moradia da população de baixa renda. Uma delas é o Instituto Geração Brasília, presidido pelo Marco Lima, ex-deputado distrital. Na última quarta-feira, o Correio denunciou que a ONG cobrava indevidamente pelo cadastro no programa do governo federal. Segundo o delegado Márcio Salgado, outros golpistas estavam prontos para agir no Vale do Amanhecer, mas a operação policial inibiu a ação.

Defesa

De acordo com o titular da delegacia, desde o lançamento do Minha Casa, Minha Vida (leia Tira-dúvidas), os estelionatários estão em atividade em várias regiões do Distrito Federal. “São pessoas que dizem ser representantes do programa, mas que não têm nenhuma ligação com isso”, conta Salgado, alertando que os interessados devem ligar para o serviço de atendimento da Caixa para buscar informações sobre o programa e como se registrar nele.

O advogado Gustavo Azevedo, que defende quatro dos seis presos ontem (Hélio, Naide, Ismael e Paulo), alega que o trabalho associativo de seus clientes está assegurado pela Constituição de 1988 e que as provas apresentadas pela polícia são incompletas.

O direito de criar associações está previsto em lei. Eles trabalham em prol da organização popular e para atender pessoas que não têm moradia. Toda contribuição (financeira) que é dada às associações é voluntária e legal, argumenta Azevedo.

As ONGs cobravam R$ 10 para que as pessoas se associassem a elas. O problema é que os cidadãos eram informados que esse dinheiro garantia o cadastro no Minha Casa, Minha Vida. Em alguns casos, os golpistas dividiam o pagamento da quantia dessa taxa para quem não tinha todo o dinheiro na hora. Na Prefeitura Regional Comunitária da Estrutural (Preces), por exemplo, os interessados podiam pagar R$ 3 de entrada, mas deveriam assinar um termo se comprometendo a quitar os R$ 7 restantes.

Fonte: MidiaMax News


Lentidão preocupa governo

17 julho, 2009

Casa Própria // Programa habitacional completa 100 dias com apenas 1,8% da meta estabelecida e assusta defensores da candidatura de Dilma.

Reduzir o déficit habitacional, estimular a economia e fortalecer a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência. Esses três objetivos traçados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lançar o Programa Minha Casa, Minha Vida estão longe de ser alcançados.
É o que revela um levantamento apresentado na reunião ministerial da última segunda-feira pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. Ao fazer um balanço dos 100 dias iniciais do programa, Maria Fernanda disse que, até 10 de julho, foi “contratada” a construção, em todo o país, de 18.687 moradias. Ou seja, 1,8% da meta de 1 milhão de casas populares fixada pelo governo.

Apesar do baixo percentual, Lula determinou a auxiliares que mantenham o discurso de otimismo em público. A ideia é repetir a estratégia usada nos embates sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No caso, alegar que os números são baixos porque o projeto estáem fase inicial e prometer um “canteiro de obras” a partir do próximo ano. “O programa já é uma realidade. Temos resultados a mostrar”, diz o ex-deputado Moreira Franco, vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa. Ele ressalta o fato de o banco já ter recebido propostas de construção de 145 mil unidades habitacionais.

Se todas forem aprovadas e realizadas, garantirão o cumprimento de 14,5% da meta oficial. “A análise que a Caixa faz dos projetos tem de ser criteriosa, para que não haja problemas depois. Isso é da tradição do banco”, acrescenta Franco. Nos bastidores do Planalto, há preocupação com a morosidade do processo burocrático e a falta de sintonia entre a instituição financeira e o Ministério das Cidades, pasta envolvida diretamente no Minha Casa, Minha Vida. Principal parceiro empresarial do governo no programa, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ecoa o otimismo palaciano.

“Começamos bem. Em dois meses, estará tudo nos eixos”, afirma o presidente da CBIC, Paulo Simão,para quem 700 mil moradias estarão em construção ou concluídas em julho de 2010, três meses antes da disputa presidencial. É nisso que apostam Lula e Dilma. “Precisamos deslanchar. Se não houver um entrosamento entre empresários e governos, não haverá avanço”, destaca Simão.

Ruído – Para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, o tal entrosamento não existe. Chamado de “chato” por assessores palacianos, Ziulkoski diz que a maioria das prefeituras não está preparada para cumprir as exigências feitas pelo governo federal em troca da liberação de recursos. Dos 575 municípios com mais de 100 mil habitantes do país, por exemplo, 420 estariam em dívida com a União e, consequentemente, não teriam condições de receber repasses federais. Haveria um grande risco, portanto, de a bondade idealizada no Planalto não chegar à ponta.

“O governo faz o mais fácil, que é liberar o dinheiro, e os prefeitos têm de se desdobrar na execução, arrumar terrenos, obter licenças. Faremos o que for possível para executar o programa. Agora, não aceito injustiça. Não venham dizer depois que as prefeituras não conseguiram construir as casas”, declara Ziulkoski. De acordo com a Caixa, só 776 dos 5.564 municípios brasileiros aderiram ao programa. “Existem dificuldades no Brasil inteiro”, afirma o secretário de Habitação do Distrito Federal, Paulo Roriz. Como outros representantes estaduais, ele ressalta a dificuldade para conseguir áreas nas quais serão construídas as unidades habitacionais.

Até 10 de julho, estava acertada a construção de 22 casas no DF, enquanto a meta é de 16.538. As unidades já contratadas foram todas solicitadas por pessoas físicas e estão orçadas em R$ 1,6 milhão (média de R$ 72 mil cada uma). Além disso, a Caixa analisa propostas envolvendo mais 605 moradias, distribuídas em quatro empreendimentos empresariais. O quadro não é muito diferente em São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, governado pelo presidenciável José Serra (PSDB), só foram contratadas 696 unidades, o número maisbaixo registrado na região Sudeste. “Eu vejo o Minha Casa, Minha Vida como programa importante, mas ainda muito desafiador. Não vai ser fácil atingir esse milhão que o presidente deseja”, diz o prefeito de Vitória, José Coser (PT), presidente da Frente Nacional de Prefeitos.

Promessa

Pelo roteiro traçado no Planalto, o Minha Casa, Minha Vida resultará na construção de 400 mil moradias para famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos, 400 mil para famílias com renda mensal entre 3 e 6 salários mínimos e 200 mil para a faixa de 6 a 10 salários mínimos. No DF, as metas são de, respectivamente, 6.615, 6.615 e 3.308.

Fonte: Diário de Pernambuco


A Minha Casa, Minha Vida recebeu 581 propostas de empreendimentos habitacionais

8 julho, 2009

BRASÍLIA – O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida já contratou 97 empreendimentos, que serão responsáveis pela construção de 10.168 unidades habitacionais em diversas regiões do país. Até 29 de junho, o total de propostas apresentadas por empreendedores foi de 581. Caso sejam aprovadas, elas devem resultar na construção de 100.865 unidades.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (3) pela secretária de Habitação, Inês Magalhães, durante a reunião do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (Fnhis). Segundo ela, das unidades previstas nos 581 empreendimentos apresentados até agora, 42.292 serão destinadas aos beneficiados com renda de zero a três salários mínimos. As habitações estão distribuídas entre 164 empreendimentos.

“Já para a fatia entre três e seis mínimos são 33.040 unidades divididas entre 260 empreendimentos, e para a fatia entre seis e dez mínimos, são 25.533 unidades previstas, divididas em 157 empreendimentos”, informou Inês Magalhães.

Dos empreendimentos contratados, 47 serão realizados na Região Sudeste, com a construção de 4.189 unidades habitacionais; 26 na Região Sul, com 1.963 moradias; 13 na Região Nordeste, com 2.122 unidades; nove empreendimentos na Região Centro-Oeste, gerando 1.862 habitações; e dois na Região Norte, com 32 unidades previstas.

A Caixa informou, por meio de sua assessoria, que não há como fazer uma previsão sobre o prazo de entrega das habitações dos empreendimentos contratados.

Fonte: Ultimo Segundo


Minha Casa, Minha Vida já tem 384 mil cadastrados

1 julho, 2009

A um mês para o fim do prazo de cadastramento, o programa Minha Casa, Minha Vida registra 384 mil inscrições em toda a Bahia. Até esta terça-feira, 30, 366 mil pessoas haviam feito o cadastro no governo do Estado, enquanto 18 mil pessoas preencheram o cadastro da prefeitura de Salvador. Pelo menos outros 17 municípios também estão com o cadastro aberto até o dia 30 de julho.

As inscrições para o programa podem ser feitas por famílias com renda mensal de até três salários mínimos. “Estamos utilizando este cadastro como um cadastro único que definirá a demanda por habitação em todo o estado da Bahia“, explica a superintendente de habitação do Estado, Liana Viveiros.

O governo do Estado está levantando áreas na capital e interior para atenderem ao programa. São áreas remanescentes da Urbis em diversas regiões, como Cajazeiras, Pau da Lima e no Subúrbio ferroviário. Liana Viveiros diz que o Estado já encaminhou à Caixa um projeto de construção de unidades no bairro de Fazenda Grande. “Este projeto está em análise e outros devem ser encaminhados no decorrer do mês de julho”, afirmou.

A prefeitura de Salvador também selecionou 14 terrenos para a construção de unidades do programa. O diretor de Habitação da prefeitura, Carlos Felipe Leão, informa que algumas destas áreas estão em fase de elaboração de projetos. “Tudo isso deve ser submetido à aprovação do prefeito antes de ser encaminhado à Caixa”, informa.

A Caixa informa que, na Bahia, 48 imóveis já foram financiados através do programa Minha Casa, Minha Vida, outros 4,8 mil imóveis estão em fase de análise para a concessão de créditos para o programa. Têm direito ao crédito famílias de até dez salários mínimos que desejam comprar imóveis novos, terrenos e construção ou em construção no valor de até R$ 100 mil.

O superintendente regional de habitação da Caixa, Adelson Prata informa que a procura das construtoras interessadas em participar do Minha Casa, Minha Vida tem sido intensa desde o seu lançamento. São empresas que já participavam do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) ou que não trabalhavam com este segmento.

“A demora está na concessão de licenças e no cumprimento da burocracia até a execução dos projetos. A nossa expectativa é de que se chegue a um número grande de contratações até o final do ano, mas o movimento deve ser intensificado no decorrer do segundo semestre, especialmente entre agosto e setembro”, diz.

Além de Salvador, são beneficiadas pelo programa os municípios de Aratuípe, Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Mata de São João, Muniz Ferreira, Nazaré, Salinas da Margarida, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz.

Fonte: ATarde Online


Imóveis subsidiados com FGTS no programa habitacional

18 maio, 2009

A secretária nacional de Habitação, Inês da Silva Magalhães, disse nesta segunda-feira (18) que é fundamental o papel dos municípios no programa de habitação do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

“São eles [os municípios] que devem indicar à Caixa Econômica Federal ou ao empresariado as áreas adequadas para serem adquiridas, que possuem infraestrutura com qualidade de vida para a população. Não pretendemos apenas construir casas, queremos garantir essas condições”, afirmou a secretária, ao participar, em Curitiba, de uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Paraná, que abordou as formas de acesso da população ao programa.

De acordo com Inês, desde que o Minha Casa, Minha Vida foi lançado, em março, a procura pelo programa tem aumentado a cada dia.

O fato foi confirmado pelo vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Fontes Hereda. Ele disse que as equipes técnicas da Caixa estão analisando atualmente 51 mil unidades habitacionais de projetos apresentados por construtoras.

“Outras 1.800 unidades já foram aprovadas e a expectativa é que este número cresça muito, inclusive devido aos feirões”, disse Hereda ao referir-se ao Feirão da Casa Própria, realizado pela Caixa no último fim de semana em Curitiba. Essa é a quinta edição do evento, que será realizado até o dia 21 de junho em dez cidades.

Segundo ele, no feirão de Curitiba, constatou-se um aumento da procura por financiamentos pela população com renda de três a seis salários mínimos, graças a subsídios que o programa oferece dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

A 5ª edição do Feirão Casa Própria em Curitiba realizou 2.420 negócios, no valor de R$ 184 milhões.

Hereda lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida permite que uma pessoa com renda de até três salários mínimos, residente em qualquer capital do país – exceto São Paulo e Rio de Janeiro, onde o valor é maior – tenha subsídio de R$ 17 mil para qualquer financiamento que lance mão dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Se alguém for comprar um imóvel novo, por exemplo, de R$ 55 mil, já entra com subsídio de R$ 17 mil e não paga o seguro, que, dependendo da idade, era um comprometimento muito grande. E ainda tem outras vantagens como o fundo garantidor, que assegura que se o comprador perder o emprego, não perde o imóvel”, explicou Hereda.

Fonte: DCI


Alta dos imóveis não é consequência do programa habitacional

24 abril, 2009

O presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Richard Neviton Mamede, acredita que a alta registrada no início deste ano no preço dos imóveis não está relacionada nem ao programa habitacional anunciado pelo governo, nem à crise financeira internacional. “Trata-se de uma tendência que já vinha sendo identificada desde 2007”, afirmou Mamede.

“Mais do que devido a reflexos do programa habitacional do governo, essa alta se deve à valorização das regiões que estão em processo de desenvolvimento. E mais do que por influência da crise, a redução acentuada do volume de negócios registrada no último semestre de 2008 se deve ao medo causado pela propaganda da crise, que é muito intensa. E não pela crise em si”, disse ele, em entrevista dada nesta quarta-feira (22) à Agência Brasil.

“Com isso, as pessoas que planejavam comprar um imóvel resolveram aguardar para ver o que iria acontecer, antes de fechar o negócio”, completou. Mas essa situação, segundo Mamede, já se reverteu no início do ano, e os valores dos imóveis voltaram a subir, retomando a tendência que havia desde 2007.

O presidente da ABMH aposta que nenhuma obra do programa governamental seja finalizada este ano. No entanto, ele prevê tendência de supervalorização dos imóveis, em um primeiro momento, após o Minha Casa, Minha Vida começar a apresentar resultados. “Mas isso tende a diminuir após uns seis meses, em função da oferta e da procura”, explicou.

“Para evitar essa especulação, é importante as pessoas aguardarem que esse primeiro impacto passe. Aconselhamos também que evitem comprar de forma afoita e emotiva, porque o contrato de financiamento provavelmente se estenderá pela vida toda”, afirmou.

Mamede acredita que a influência do programa no preço dos imóveis não será tão significativa porque o Minha Casa, Minha Vida abrange um público diferente daquele participa da absoluta maioria das negociações rotineiras do setor. “No caso dos imóveis destinados àqueles que têm renda familiar na faixa até três salários mínimos, certamente não haverá especulação, uma vez que os preços estarão pré-fixados em R$ 40 mil. Além disso, este é um nicho de mercado pouco representativo”, argumenta.

De acordo com o presidente da ABMG, para as camadas com renda entre três e dez salários mínimos, a situação não mudará muito porque o contrato será muito similar ao que já é praticado. As únicas mudanças serão a isenção do seguro obrigatório e a possibilidade de participar do Fundo Garantidor, para o caso de desemprego ou de doença. Os juros continuarão entre 6% e 8,16%.

Mamede elogiou a proposta apresentada pelo presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo, segundo a qual o próprio beneficiado pelo Minha Casa, Minha Vida seria contratado pela construtora para fiscalizar a obra. “Eles [os beneficiados] poderiam se organizar em condomínios e determinar quais seriam os representantes que fiscalizariam as obras. Isso seria muito bom porque permitiria um acompanhamento mais próximo da qualidade e do andamento das obras”, disse.

Fonte: DCI


Busca por informações sobre o programa cresce nas imobiliárias

22 abril, 2009

A expectativa em relação ao programa de habitação, lançado recentemente pelo governo federal, Minha Casa, Minha Vida, tem aumentado as ‘especulações e procura por informações junto às construtoras e imobiliárias de Sorocaba. O programa, divulgado pela Caixa, é dirigido às famílias com renda de zero a 10 salários mínimos, mas o subsídio será liberado apenas para imóveis novos.

Para o gerente de vendas de uma tradicional imobiliária da cidade, Jair Guilherme da Silva, a iniciativa deve incrementar o segmento de construções e aquecer o mercado imobiliário. Por outro lado evidencia o déficit de casa popular de uma fatia do mercado.

Silva calcula que houve aumento de quase 30% na busca por informações sobre o programa. A situação tem sido registrada nas três unidades da empresa: no centro, zona Norte, e mesmo no Campolim. Além de famílias incluídas no déficit habitacional, Silva explicou que as construtoras têm procurado áreas para viabilizar a participação no programa. As pessoas mais interessadas pertencem à classe média baixa, com até 5 salários mínimos, observa.

Além da buscar informações na imobiliária e por meio de ligações, o corretor Antonio Carlos Martins disse ser abordado constantemente em postos de gasolina e no próprio bairro para falar sobre o plano habitacional. Mais para saber como vai funcionar, como pode comprar, salienta.

Para o corretor Adnilson Alves Moura um dos problemas é a ‘desinformação, tanto por parte da clientela quanto por imobiliárias. O fato do imóvel ser novo para conseguir o subsídio é uma outra questão. O governo quer aquecer o mercado, então quer que se construa, destaca Antonio Carlos. O corretor acredita que a procura deve ser maior nas agências e site da Caixa. Eles podem até simular a compra e saber até quanto vai pagar, destaca.

Confiança no mercado

O corretor Davi Alvarenga disse não ter percebido aumento na procura por imóveis, em função do programa. Antes o movimento era até maior. O que existem são especulações sobre o assunto, comenta. Alvarenga tem observado o aumento na procura por imóveis de alto padrão e na compra à vista, mas atribui à confiança no mercado.

As famílias que recebem até 3 salários mínimos precisam aguardar o local de inscrição a ser divulgado pela Prefeitura, ou caso já tenham um imóvel em vista, desde que seja novo, procurar a agência da Caixa.

Para o gerente Jair Guilherme existe o risco da supervalorização de áreas para as construções e a inibição das compras por conta da espera pelo programa. A corretora Filomena Alves Magalhães falou dessa demanda. Hoje não tem imóvel de R$ 50 mil a R$ 80 mil, observa. Ela trabalha numa imobiliária do Campolim, onde a procura por informações sobre o programa não tem sido significativa. A gente também espera por um treinamento da Caixa para se inteirar mais, afirma.

Mais informações podem ser obtidas no site www.minhacasaminhavida.gov.br.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul


O programa habitacional do governo ‘Minha Casa, Minha Vida’ terá sorteio, se demanda for maior que número de casas

14 abril, 2009

O programa habitacional do governo federal, batizado de Minha Casa, Minha Vida, terá sorteios, caso o número de famílias inscritas ultrapasse a quantidade de imóveis ofertados.

De acordo com a assessoria de imprensa da CEF (Caixa Econômica Federal), o sorteio será por empreendimento e acontecerá somente entre as famílias com renda de zero a três salários mínimos.

Para aqueles com ganhos acima deste valor, a seleção acontecerá por ordem de chegada.

Programa

Lançado no último dia 25 de março, o pacote habitacional do governo federal irá investir cerca de R$ 34 bilhões na construção de 1 milhão de moradias destinadas à população com rendimentos de até 10 salários mínimos.

Os recursos virão da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e serão divididos de acordo com a faixa de renda dos beneficiados. Para as famílias com renda de até três salários mínimos, serão construídas 400 mil moradias, com investimentos de R$ 16 bilhões.

Para as famílias com renda de três a seis salários mínimos, o programa também construirá 400 mil residências, com previsão de investimentos de R$ 10 bilhões, e, para aqueles que ganham de seis a 10 mínimos, serão 200 mil moradias.

Como participar?

Segundo nota divulgada pela Caixa na última segunda-feira (13), para o público com rendimentos de zero a três salários mínimos, a inscrição e a seleção dos participantes serão feitas pelos estados e municípios, sendo que só poderão participar pessoas não beneficiadas anteriormente em programa habitacional social do governo e que não tenham casa própria ou financiamento ativo em todo o território nacional.

Já os interessados com renda superior a três mínimos deverão procurar diretamente as construtoras. Neste caso, o candidato não pode ser detentor de financiamento ativo nas condições do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), nem ser proprietário, cessionário ou promitente comprador ou titular de direito de aquisição de outro imóvel residencial urbano ou rural, situado no atual local de domicílio.

Para todos os casos, devem ser apresentados carteira de identidade, CPF e comprovante de renda formal e informal, lembrando que, para quem recebe de zero a três salários mínimos, não haverá análise de risco de crédito ou de capacidade de pagamento.

Fonte: Infomoney