Rossi e Gafisa são ações preferidas do Barclays entre construtoras

25 setembro, 2009

Analistas também apostam na valorização de papéis de baixa liquidez.

A recente melhora no ambiente de mercado para as empresas de construção civil brasileiras fez a área de análise do banco Barclays atualizar suas recomendações. Dentre as ações com maior liquidez, o banco destaca os papéis de Rossi e Gafisa como os melhores, ambos bem avaliados e com potencial de alta de 50% e 34%, respectivamente.

O relatório dos analistas do Barclays diz que as duas construtoras têm um portfólio diversificado de produtos e, portanto, são menos dependentes de um único segmento de renda para seu crescimento.

No caso da Rossi, um problema apontado é seu histórico negativo de comunicações com o mercado, o que tende a trazer uma volatilidade desnecessária às ações da companhia. Na opinião dos analistas do Barclays, essa característica tende a dar a injusta percepção de que a Rossi não é uma boa incorporadora.

Entretanto, os analistas enfatizam que estão confiantes quanto ao fato de a empresa ocupar uma posição de liderança em alguns mercados, ser competitiva e estar capitalizada para aproveitar a melhora do mercado. O Barclays estabeleceu para os papéis da Rossi um preço-alvo de 21 reais, o que significa uma potencial alta de 50%.

As expectativas dos analistas são igualmente boas para a Gafisa. Após divulgar um bom volume de vendas nos últimos trimestres, com surpresas positivas quanto às margens da companhia, espera-se a continuidade da melhora dos resultados. A construtora está bem posicionada para se beneficiar nos segmentos de alta e baixa renda e deve continuar apresentando vendas fortes em 2009.

O preço-alvo estabelecido pelo Barclays para as ações da Gafisa, é de 38 reais, o que representa uma alta de 34%.

Menor liquidez

As ações de Cyrela e MRV, de acordo com o relatório, não devem ter muito espaço para valorização, ainda que estas companhias carreguem altas expectativas de crescimento. Os potenciais de alta estimados pelos analistas são de 9% e 11%, respectivamente.

No caso da Cyrela, o Barclays acredita que os anúncios de lançamentos e metas de venda agressivas para 2010 já foram precificados, deixando aos investidores um pequeno potencial de alta.

Na visão dos analistas do banco, há um razoável potencial de alta no preço de ações de menor liquidez, de construtoras expostas aos segmentos de renda média e alta. Nessa categoria, as empresas preferidas são Agra, Even, Brookfield e Tecnisa. “Essas companhias estão operando abaixo, ou muito perto, de seu valor de liquidação, com um desconto de 83% em relação aos papéis de maior liquidez”, diz o relatório.

As ações da Rossi (RSID3) fecharam o pregão desta terça-feira (22/09) em alta de 8,27%, a 15,17 reais, enquanto os da Gafisa (GFSA3) encerraram em alta de 0,07%, negociados a 28,39 reais. Ações da Cyrela. (CYRE3), em alta de 3,10%, fecharam o pregão negociadas a 24,58 reais, e as da MRV (MRVE3), em baixa de 0,12%, encerraram a negociação a 32,25 reais. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, aos 61.493 pontos.

Fonte: Portal Exame


Cyrela tem o maior valor de mercado na construção nacional

31 agosto, 2009

SÃO PAULO – A Cyrela Realty é a maior construtora de edifícios residenciais do Brasil e a terceira maior do setor da construção da América Latina e Estados Unidos (EUA), considerando o valor de mercado, conforme pesquisa da Economatica. Na ordem, MRV, PDG Realty e Gafisa ocupam as próximas posições do ranking nacional de construção de edifícios residenciais, e, respectivamente, o nono, 14º e 17º no recorte América Latina e EUA.

A pesquisa considerou todas as empresas de capital aberto do setor imobiliário e da construção, da região pesquisada. Os valores são referentes ao dia 27.

Duas empresas brasileiras do segmento de locação imobiliária também marcam presença na lista. A BR Malls Pars, com um valor de mercado de US$ 2,06 bilhões, é a maior locadora de imóveis de todo o espaço que abrange a pesquisa. Considerando o setor imobiliário e da construção, a empresa está em 15º lugar. A Multiplan é a segunda em locação e tem um valor de mercado de, aproximadamente, US$ 1,97 bilhão, o que a credencia ao 18º lugar o ranking.

Com um valor de mercado aproximado a US$ 4,89 bilhões, a Cyrela Realty perde apenas para as empresas americanas de construção pesada Fluor Corp, que valia US$ 9,72 bilhões, e a Jacobs Engineering, com um valor de US$ 5,55 bilhões.

A MRV garantiu a segunda posição do ranking nacional da construção de edifícios residenciais com um valor de mercado de US$ 3,12 bilhões.

No mesmo segmento, a PDG Realty foi apresentada com um valor de mercado de US$ 2,34 bilhões. Por fim, com US$ 1,98 bilhão, a Gafisa foi a ultima empresa nacional de construção residencial a figurar no ranking das 20 maiores.

No segmento de loteamentos de imóveis, a empresa americana St Joe possui o maior valor de mercado da América Latina e Estados Unidos, com US$ 3,01 bilhões. No ranking das maiores, a companhia garantiu o décimo lugar.

Nos Estados Unidos, a maior construtora de edifícios residenciais é a Horton D R, com um valor de mercado de US$ 4,29 bilhões. Seus resultados a posicionam em quarto dentro da área analisada.

Estados Unidos, Brasil e México são os únicos países representados pelas 20 maiores empresas da construção.

O México está representado por três companhias. A Ideal possui é a maior com um valor de mercado de US$ 2,51 bilhões. Se considerado todo o espaço pesquisado, a empresa é a 13º maior. A demais mexicanas são Homerx Desarr, com US$ 2,02 bilhões, e Urbi Desarrollos, com US$ 1,95 bilhão.

Fonte: DCI – Diário Comércio, Indústria & Serviços


País tem duas construtoras entre maiores das Américas

28 agosto, 2009

Cyrela ocupa a quarta colocação, com R$ 4,898 bilhões de valor de mercado; já a MRV está em nono lugar, com R$ 3,120 bilhões.

A Cyrela Brazil Realty e a MRV Engenharia estão entre as dez maiores construtoras da América Latina e dos Estados Unidos em valor de mercado, segundo ranking da Economática divulgado nesta sexta-feira (28).

Conforme o levantamento, a Cyrela ocupa a quarta colocação, com R$ 4,898 bilhões de valor de mercado. Já a MRV está em nono lugar, com R$ 3,120 bilhões.

Outras quatro brasileiras figuram entre os 20 primeiros lugares do levantamento da Economática: PDG Realty Empreendimentos e Participações (14º), BR Malls (15º), Gafisa (17º) e Multiplan Empreendimentos Imobiliários (18º).

As norte-americanas Fluor Corp. e Jacobs Engineering foram as primeiras colocadas, com valor de mercado de R$ 9,729 bilhões e R$ 5,551 bilhões, respectivamente.

Fonte: Agência Estado


Cresce importância da internet na venda de imóveis

19 agosto, 2009

Tecnisa informa que 27% das vendas no ano passado foram iniciadas pela rede de computadores. Na MRV, o percentual é de 20%.

A internet vem ganhando importância nas vendas de imóveis. Além de informações sobre as próprias empresas, está cada vez mais comum que os sites das incorporadoras e imobiliárias ofereçam serviços de corretores online que ajudam a esclarecer dúvidas de potenciais consumidores e, muitas vezes, agendam visitas aos plantões de vendas ou imóveis prontos. Embora os consumidores, na imensa maioria dos casos, não comprem a casa própria pela internet, o uso da rede para comparar os imóveis oferecidos por diferentes empresas, para buscar informações sobre as incorporadoras e imobiliárias tem sido recorrente. As companhias têm utilizado também redes sociais como Orkut para direcionar internautas para seus sites. Segundo representantes do setor imobiliário, a tendência é de um aumento das vendas de imóveis iniciada pela internet.

No ano passado, a Tecnisa registrou venda de 508 imóveis originadas pela internet em São Paulo, o correspondente a 27% do total comercializado no estado no período. As vendas da empresa iniciadas na internet aumentaram 43% em 2008, comparando-se com 2007. A companhia tem apostado nas chamadas redes sociais para direcionar visitas ao seu site. No primeiro semestre deste ano, 15% das visitas ao site da Tecnisa partiram do blog da empresa, de mensagens no Twitter e de conteúdos postados, por exemplo, no Orkut e Facebook. Os clientes que buscam informações online são atendidos por corretores por meio de chat, e-mail, videoconferência ou ainda pelo telefone. A Tecnisa espera que o formato de videoconferência responda por 10% do atendimento online no fim deste ano.

As vendas originadas pela internet respondem por 20% dos negócios da MRV Engenharia, e a expectativa é que esse porcentual aumente, conforme o gestor executivo de Marketing da companhia, Rodrigo Resende. A empresa deu início ao sistema de venda online em 1996, focando brasileiros que viviam no exterior e estavam interessados em comprar um imóvel no País. Nos últimos cinco anos, o foco das atenções das vendas da MRV pela internet passou a ser o consumidor que vive no Brasil. Atualmente, a MRV possui 140 corretores online, que acompanham os potenciais compradores nas visitas físicas ao imóvel ou, se necessário, direcionam os clientes para profissionais da empresa baseados em outras regiões. Segundo o executivo da MRV, mais de 70% dos clientes visitam o site para buscar informações sobre os produtos oferecidos. Assim como a Tecnisa, a MRV faz uso de redes sociais para atrair potenciais compradores para seu site.

Acesso é feito no horário comercial

A classe C responde pela maior fatia das 2.000 pessoas que a MRV atende online por dia, de acordo com Resende. O diretor de lançamentos e de marketing do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Fabio Rossi, destaca que parte de quem busca imóveis pela internet não tem acesso em casa à rede mundial de computadores. No caso da Itaplan, imobiliária da qual Rossi é diretor de marketing, o site é mais acessado por potenciais compradores de imóveis entre 7h e 8h30, no horário de almoço e no final do expediente. Cerca de 38% das vendas da Itaplan são iniciadas pela internet.

Segundo a diretora de Marketing da Tenda, Dirce Amaral, 80% dos acessos ao site da companhia são feitos pelos potenciais consumidores durante o dia no trabalho. Parte das pré-vendas da Tenda é feita no site da empresa. Até abril, os corretores tradicionais também atendiam a demandas dos clientes pela internet, mas, desde então, passaram a oferecer atendimento online exclusivo. A oferta do serviço começou pelo Rio de Janeiro e é hoje nacional, com foco nos mercados fluminense, de São Paulo e de Porto Alegre. A empresa conta com 24 pontos de atendimento, sendo dez deles somente para o Rio. Os consumidores podem conversar com atendentes pelo chat, fazer agendamento para tirar dúvida pelo telefone ou marcar horário para serem recebidos em uma loja da Tenda.

No caso da Gafisa, os negócios iniciados na internet respondem por 25% do volume comercializado pela Gafisa Vendas, braço de vendas da companhia. A grande maioria dos consumidores apenas dá início ao processo de compra pela internet, mas há, por exemplo, investidores que vivem no exterior e já conhecem a companhia que concluem o processo de decisão pela rede, segundo o diretor de vendas e marketing da Gafisa, Luiz Carlos Siciliano. Conforme o executivo, praticamente toda a comercialização dos imóveis da companhia passa de alguma forma pelo site de vendas da Gafisa ou da imobiliária que está responsável pela negociação do empreendimento.

Fonte: Por Chiara Quintão – Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas e Setores, serviço de informações e análises sobre o setor corporativo da Agência Estado.


Construtoras se recuperam no segundo trimestre de 2009

13 agosto, 2009

PDG e MRV devem sair na frente das concorrentes, diz analista.

O setor imobiliário foi um dos que mais sofreram com a eclosão da crise global no final do ano passado. No entanto, na opinião dos analistas do segmento, o cenário para os próximos meses é bastante promissor para as construtoras brasileiras. Os principais pontos responsáveis por esse otimismo são a volta da confiança do consumidor, a baixa taxa de juros e o pacote habitacional do governo lançado em março deste ano (cujo objetivo é construir 1 milhão de moradias para famílias com renda até dez salários mínimos).

Para o analista Cristiano Hees, da Brascan, as incorporadoras MRV e PDG Realty são as mais bem posicionadas no setor atualmente, por possuírem uma situação de caixa mais confortável e melhor exposição aos segmentos de baixa e média-baixa renda, cuja demanda é muito forte.

Segundo Hees, as construtoras concorrentes podem apresentar resultados um pouco mais fracos nos próximos meses por precisarem se reestruturar operacionalmente a fim de atender as camadas sociais mais baixas. No entanto, o analista enfatiza que a expectativa é positiva para todo o setor imobiliário.

A PDG Realty, que já divulgou seus resultados trimestrais, apresentou um lucro líquido de abril a junho de 76,2 milhões de reais (pós ajustes contábeis em conformidade com as normas internacionais de contabilidade), o que corresponde a um crescimento anual de 34,3% e 2,6% acima das expectativas do mercado. A receita líquida também melhorou, atingindo 501,4 milhões de reais, 64% superior ao valor obtido no segundo trimestre de 2008.

O Ebtida da companhia (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) fechou em 107, 2 milhões de reais, o equivalente a 37,6% de crescimento anual. E a margem Ebtida ficou em 21,4%, pouco abaixo da expectativa de 21,8% da corretora Brascan para o período.

Mais lançamentos no 2º semestre

No mesmo sentido de recuperação, o desempenho prévio do Valor Geral de Vendas (VGV) divulgado pela construtora MRV alcançou cerca de 614 milhões de reais e as vendas contratadas chegaram a 852 milhões de reais. De acordo com a análise da Brascan, esses números representam um crescimento significativo de 128,7% e 98%, respectivamente.

Fonte: Portal Exame


Ações do setor de construção civil superam com folga alta do Ibovespa

12 maio, 2009

Investidores estrangeiros impulsionam compras de papéis, que acumulam valorização de até três dígitos neste ano

Após terem sido demolidas pelo terremoto financeiro global no final de 2008, as ações das empresas de construção civil estão de volta às carteiras dos investidores estrangeiros, os principais responsáveis pela formação de preços desses ativos financeiros desde que as companhias brasileiras do setor decidiram abrir capital na Bolsa, entre 2005 e 2007.

Ações que chegaram a valer menos de R$ 2,00 acumulam valorização de três dígitos neste ano – e os analistas, ainda às voltas com a redefinição de preços-alvo para o encerramento de 2009, admitem que o espaço para novos avanços não se esgotou. Por trás do otimismo, estão fatores como o pacote habitacional do governo Lula, anunciado no final de março, e as iniciativas para melhorar as condições de crédito das empresas do segmento, envolvendo a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Enquanto o Ibovespa se valorizou 33,31% no ano até o último dia 7, o Imob, índice do setor imobiliário, registrou ganho de 79,09%. Com a percepção de risco Brasil mais favorável e a diminuição da taxa de juros, essas ações, assim como o Ibovespa, têm espaço para manter a recuperação.

Quando as empresas do setor imobiliário fizeram as suas ofertas iniciais de ações (IPOs), desenvolveram estratégias específicas para atrair investidores internacionais, principalmente aqueles com perspectiva de longo prazo e recursos formidáveis à disposição. Cerca de 75% do volume financeiro desses IPOs veio de aplicadores estrangeiros, que precisaram se desfazer das posições aceleradamente no pior momento da crise, entre setembro e outubro passado. Agora, com o ambiente mais favorável e o desconto acumulado pelos papéis, estão de volta.

As mais negociadas

“Recentemente, a Cyrela anunciou que 7,7% de seu capital pertence a um investidor europeu”, diz o analista de construção civil do Banco Fator, Eduardo Silveira, em referência a uma das três empresas do setor com ações incluídas entre as 65 que compõem o Ibovespa. Desde 27 de outubro, quando o principal indicador da Bolsa atingiu o piso de 29 mil pontos, 16 companhias do segmento imobiliário conseguiram superar os 70% de valorização acumulada pelo Ibovespa até o dia 7 de maio.

Cinco empresas concentram a liquidez dos negócios que envolvem ações de construção: Cyrela, Gafisa e Rossi (as três integrantes do Ibovespa), além de MRV e PDG – estas duas com forte atuação em projetos mais próximos ao perfil popular, a área prioritária do pacote habitacional do governo. “Há outras empresas com menor liquidez, como Even, Agra, Abyara e Tecnisa, que também estão em boa recuperação”, destaca Silveira.

Mas, como em qualquer setor, é preciso estar atento aos fundamentos de cada negócio: há situações em que vulnerabilidades específicas deixam algumas ações de fora do boom. É o caso da construtora Klabin Segall, cujo papel acumula perda de 9,4% no ano, na contramão da recuperação do segmento. “A empresa está muito endividada, tanto em relação ao patrimônio como em comparação a concorrentes”, explica a analista Cristiane Viana, da Ágora Corretora.

Especializada em condomínios de casas em cidades do interior, a incorporadora Rodobens, por outro lado, acumula valorização de 65% no ano, bem acima do avanço de 36,8% registrado pelo Ibovespa no período. ”A empresa também foi favorecida pelo programa habitacional do governo, e tem a vantagem de estar bem posicionada em projetos de perfil popular”, diz Cristiane. Mas a Rodobens tem baixa liquidez, com apenas R$ 800 mil em volume financeiro médio diário nos últimos seis meses – o que afugenta investidores que mirem apenas o curto prazo.

“Exposição da empresa à baixa renda, sólida gestão de caixa, alta velocidade de vendas e estoques relativamente baixos são fatores que devem ser observados pelo investidor ao escolher uma ação do setor”, avalia Silveira, para quem a PDG e a Goldfarb se enquadram bem no perfil. “O pacote trouxe ânimo, especialmente para as empresas voltadas à baixa renda.”

No momento, as corretoras estão refazendo os preços-alvo para o ano, aguardando o encerramento da temporada de balanços do primeiro trimestre, na próxima sexta-feira (dia 15), e o recálculo das perspectivas de evolução da taxa básica de juros ao longo de 2009. “No ano passado, no auge da crise, tínhamos uma taxa de juros de 16% ao ano, livre de risco. A situação agora é bem diferente, o que certamente terá efeito nos investimentos em ações. Ainda que as ações de construção tenham avançado bastante em 2009, há uma perspectiva de alta bem favorável até o encerramento do ano, considerando as perdas que se acumularam nos últimos 12 meses”, observa Silveira.

A Tenda, por exemplo, outra empresa bem posicionada em projetos populares e que está entre as que mais se valorizaram neste ano, ainda apresenta perdas de 64% nos últimos 12 meses. “Essas empresas estão vindo de um patamar de valor muito depreciado, até mesmo se comparadas ao Ibovespa. Caíram mais do que o índice, e agora estão subindo acima do Ibovespa”, acrescenta o analista do Fator.

As ações da Tenda chegaram a ser negociadas por menos de R$ 1,00 no pior momento da crise, e acumularam valorização de 193% no ano até o último dia 7. Outras empresas, como Rossi e Rodobens, já bateram os preços-alvo delineados originalmente para o fim de 2009.

Mesmo empresas com atuação em projetos direcionadas à renda mais elevada, como Cyrela, Gafisa e Tecnisa, têm o que ganhar com o realinhamento de cenário. As três possuem de 30% a 35% de seus terrenos vinculados a empreendimentos na faixa entre R$ 350 mil e R$ 500 mil por unidade, de forma que foram beneficiadas pela decisão do governo, também anunciada em março, de estender financiamentos com recursos próprios da conta do FGTS ao teto de meio milhão de reais.

Mas as estrelas são mesmo as empresas melhor posicionadas no mercado popular, o foco do pacote. MRV e Tenda, por exemplo, têm 90% de seus bancos de terrenos vinculados a projetos destinados a consumidores com renda entre seis e dez salários mínimos, que correspondem a 30% da meta do governo de estimular a criação de 1 milhão de habitações.

Impulsionados pela onda de IPOs que engordaram os caixas das empresas, especialmente entre 2006 e 2007, os estoques de terrenos ainda estão elevados, equivalentes a períodos de 18 a 24 meses de vendas. “Para reduzi-los, todas as empresas estão ajustando o número de lançamentos“, observa Silveira.

Fonte: Agência Estado


Santander diz que MRV e Rodobens driblam a crise

1 dezembro, 2008

No setor mais afetado pela crise internacional, o de construção civil, as empresas Company/Brascan e Inpar foram as que apresentam os piores resultados em relação às suas vendas, de janeiro a novembro. A MRV e a Rodobens, ao contrário, já cumpriram cerca de 80% de suas previsões de lançamentos para este ano e estão mais próximas de atingir as suas metas.
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A informação, da corretora do banco Santander, analisa o segmento mais atingido pela escassez de crédito e pela queda da confiança dos consumidores. O estudo aponta Rossi, PDG Realty e Abyara com destaque positivo. Estas e a Klabin foram as menos afetadas por desdobramentos da crise até o momento. “Acreditamos que o melhor desempenho, combinando maiores vendas e menor consumo de caixa, foram apresentados por essas empresas”, disseram os analistas.

O parecer da corretora avaliou também os lançamentos das construtoras: apenas seis empresas não adiaram novos projetos.

Fonte: DCI