Investidor busca alternativa à bolsa em São Paulo

29 Dezembro, 2008

cuidados-na-hora-de-comprar-um-imovel-na-planta-38-31-thumb-170A instabilidade do mercado de capitais já está atraindo grandes investidores ao mercado imobiliário em São Paulo. A Lello, empresa líder em administração de imóveis no Estado, registrou aumento de 40% no número de consultas feitas por pessoas desejando comprar imóveis e disponibilizá-los no mercado de locação. “Historicamente o imóvel representa, no Brasil, alternativa segura para investidores. Nos últimos anos, entretanto, houve intensa migração de investimentos para o mercado de capitais, que está passando por um momento de muita volatilidade. Alguns grandes investidores já passaram a buscar alternativas menos arriscadas”, afirma a gerente de Locação e Vendas da Lello, Roseli Hernandes.

A maioria dos investidores busca unidades com valores entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, especialmente casas e galpões para locação comercial. Segundo Roseli, além de ter rentabilidade mensal com o recebimento do aluguel, os investidores estão apostando na valorização do patrimônio no médio e longo prazos. Hoje o rendimento de um imóvel alugado gira em torno de 0,7% de seu valor de venda, superior à caderneta de poupança e alguns fundos de renda fixa.

No entanto, ela alerta que para ter retorno competitivo no mercado imobiliário é preciso, antes de tudo, comprar bem, observando a vocação de cada região e do imóvel desejado, potencial de rentabilidade e condições de conservação da unidade, dentre outros quesitos. “Uma opção interessante é adquirir imóveis já alugados, evitando o risco de ter que arcar com despesas como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), condomínio e conta de água enquanto a nova locação não for fechada”, diz Roseli.

Fonte: InvestNews / JB Online


Mercado imobiliário de Brasília DF permanece inabalável

22 Dezembro, 2008

Constituído por empresas sólidas e com uma clientela de alto poder aquisitivo, construção civil do DF cresceu 25% este ano e aposta em números ainda maiores em 2009

df-brasilia1O mercado imobiliário nacional não alcançava resultados tão significativos há mais de duas décadas. Com o Distrito Federal não poderia ser diferente. Desde o ano de 2003, a capital do país caminha a passos largos rumo à consolidação do setor no cenário nacional, atraindo a atenção de investidores do mundo inteiro. A estimativa de crescimento da ordem de 25% deve ser atingida em 2008. O ano ainda não acabou, mas todos os indícios devem confirmar a pujança e a força do setor, que mais parece uma locomotiva.

Nada é capaz de abalar o mercado imobiliário do país, principalmente do DF. Por diversas vezes o setor ganhou destaque nos cenários nacional e mundial com notícias sobre a cidade de Águas Claras, maior canteiro de obras agrupadas das Américas, com empreendimentos residenciais de alto luxo concebidos dentro do conceito de condomínio-resort, com unidades que vão dos lofts às coberturas penthouse em projeções que ultrapassam 30 andares.
A orla do Lago Paranoá, uma das áreas mais nobres e caras da capital, atraiu investidores externos. A valorização do metro quadrado na capital, um dos mais valorizados do país, é outro atrativo do mercado local. Empresas sólidas, com tradição em construção, incorporação e em vendas, voltaram seus olhos de gigantes dos mercados interno e externo para o DF, o que resultou em parcerias e fusões de grande importância.

Aquecimento do mercado

Miguel Setembrino, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF) e presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do DF (Secovi-DF), acompanha de perto esse desenvolvimento do mercado imobiliário e explica a evolução do setor.

“Em 2003, 2004, o mercado começou a aquecer. Em 2005, 2006, entrou em processo de efervescência, que foi deflagado nos anos de 2007 e 2008 nos setores imobiliário e da construção civil, o qual viveu sua época dourada no DF. Dezenas de empreendimentos destinados a todas as classes sociais foram lançadas no mercado. A capital realizou eventos de peso para o setor, como o Feirão da Caixa, o Salão WImóveis (segundo maior evento do gênero no país e o maior do Centro-Oeste), o Seminário Nacional da Construção Civil no Brasil – realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, que abordou diversos assuntos relativos ao setor, e o Seminário Mundial de Engenheiros, entre outros eventos”, enumera Setembrino. Ele diz que muitos destes eventos contaram com a participação efetiva do Secovi-DF.

Setembrino considerou o ano de 2008 muito bom para o setor, uma vez que todo e qualquer mercado é não-linear e pode oscilar. Ele admite que a crise já era esperada, mas ressaltou que o Brasil não corre o risco de sofrer um subprime, como ocorreu nos Estados Unidos. “Nossos agentes financeiros são consolidados e aplicam regras rígidas para a liberação de financiamento. A Caixa, que é um agente financeiro do governo, detém 80% dos financiamentos imobiliários, com a vantagem de poder usar os fundos do FGTS e da caderneta de poupança. Bancos de iniciativa privada também entraram no segmento, tamanha a sua pujança. Hoje, o grande filão do setor é a classe econômica e supereconômica, que continua movimentando o setor”, salienta.

Para 2009 o objetivo é incrementar o setor e voltar o foco para essas classes, que nos próximos dez anos darão um retorno garantido nas vendas, movimentando os setores ligados à construção civil, comenta o presidente do Secovi-DF.

“São empreendimentos de qualidade, que oferecerão aos moradores segurança, amplas áreas de lazer e verdes, que resultam em dignidade e qualidade de vida para essas pessoas. O governo deve trabalhar lado a lado com as empresas no que se refere à questão de infra-estrutura – água, luz, transporte. Não basta dar dinheiro. Em um trabalho conjunto, podemos fazer um projeto que sirva de modelo para o mundo.

Fonte: Jornal da Comunidade


Mercado imobiliário cresce 70% em Curitiba

22 Dezembro, 2008

Esse foi o aumento de construções liberadas pela Prefeitura de Curitiba de janeiro a outubro

imoveiscuritibaMesmo em fase de crise financeira internacional, os números do mercado imobiliário de Curitiba refletem um cenário positivo. Os dados consolidados sobre a produção (em construção) revelam um mercado em expansão. Na capital paranaense, a área liberada para novas construções (residenciais e não residenciais), de janeiro a outubro de 2008, atingiu 2.876.192 m2, um aumento de 66% em relação a igual período do ano anterior, quando foram liberados 1.730.238 m2. Com base nos dados da Prefeitura de Curitiba, foram liberados para construção um total de 19.179 unidades (residenciais e não residenciais) – 70% superior ao licenciado em igual período de 2007 (11.281 unidades).

É nos números da construção residencial que se verifica o melhor desempenho do mercado imobiliário. No acumulado do ano, até outubro, a área liberada para construção residencial atingiu 2.268.541 m2, o que faltando dois meses para o fechamento já superou em 34% a área licenciada em todo ano de 2007 (1.689.103 m2). Foram licenciadas 17.663 unidades residenciais, um aumento de 40% em relação a todo ano de 2007 (12.638 unidades).

Do total de 17.663 unidades residenciais liberadas para construção, 43% (7.749 unidades) estão sendo construídas em prédios com até três pavimentos, 31% prédios entre 4 e 8 pavimentos (5.407 unidades) e 26% (4.507 unidades) prédios com mais de 8 pavimentos.
Em relação à área de cada unidade, predominam as licenças para construção de moradias entre 50 m2 a 100 m2 (39% – 6.932 unidades). Outro destaque são os alvarás para construção de unidades com área entre 100 m2 a 150 m2, num total de 4.036 moradias (23% do total liberado).

Alvarás para novas construções
Área total liberada – residenciais e não residenciais (m2)

Ano Residencial Não Residencial Área Total
2000 1.215.203 410.580 1.625.783
2001 1.120.379 485.223 1.605.602
2002 1.494.186 534.630 2.028.816
2003 854.728 423.384 1.278.110
2004 977.478 662.779 1.640.257
2005 1.252.474 586.705 1.839.179
2006 1.136.862 534.389 1.671.251
2007 1.689.103 597.398 2.286.501
2008(*) 2.268.541 607.651 2.876.192
(*) Até o mês de outubro

Fonte: Bemparana


Espanhol arquiteta holding imobiliária

11 Dezembro, 2008
Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauipe no dia da assinatura do contrato.

Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauípe no dia da assinatura do contrato.

Ele já foi chamado de Donald Trump espanhol e “senhor dos tijolos”, como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção. Dono de uma trajetória nada invejável de ascensão e queda - uma fortuna de mais de US$ 7 bilhões quase evaporou depois de denúncias de operações que inflaram os papéis da sua empresa imobiliária na Espanha - o valenciano Enrique Bañuelos é o homem que está arquitetando, nos bastidores, a tacada mais ousada do mercado imobiliário brasileiro. O polêmico empresário está em contato com pelo menos seis companhias do setor - e estaria em conversas mais avançadas com Agra e Abyara - para montar uma holding, que já ganhou até um nome: Veremonte. A grande dúvida do mercado é se a proposta é factível e se Bañuelos, que já desistiu de outros negócios aqui, conseguiria levá-la adiante.

Além de Agra e Abyara, o Valor apurou que Bañuelos já sondou a Inpar, Even, Klabin Segall, Tecnisa e Rossi. A bordo de seu jato particular, avaliado em mais de US$ 8 milhões - que usa para levar os empresários brasileiros para visitar terrenos e empreendimentos no Nordeste em uma única tarde - Enrique tem mostrado uma habilidade invejável para discorrer sobre seu plano de negócios. E, em função da complicada situação não só do mercado, como de várias empresas, tem encontrado ressonância nas empresas. “Ele tem pouca credibilidade, mas é sedutor e muitas companhias, que estão praticamente sem saída, viram nessa holding uma promessa de salvação”, diz uma fonte do setor.

O Valor teve acesso ao plano de negócios da holding, que se vende como a plataforma líder de “real estate” no país. A apresentação impressiona pela complexidade e pela ambição. Para reduzir os custos operacionais e conseguir economia de escala, a idéia é criar uma empresa única centralizada, com uma sede e uma única estrutura financeira, administrativa, de marketing, construção e vendas. Uma companhia saudável, não contaminada pelas dívidas das companhias abertas, que fica com parte dos ativos das empresas, e que a médio prazo abriria capital lá fora: 40% nas bolsas de Londres e Nova York (sendo 20% de oferta secundária e 80% de oferta primária). “Os recursos da oferta primária serão destinados preferencialmente para o pagamento dos ativos adquiridos das S.A listadas e para eliminar as dívidas corporativas das companhias”, discorre o plano.

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As companhias se especializarão, na baixa renda, média, alto padrão, comercial, ficando com pelo menos 65% da atividade no segmento específico. A holding, segundo o plano de negócios, entrará em novas atividades, como corretagem - será proposto aos principais bancos do país a criação de um instrumento de corretagem que usaria as agências para captação de vendas. Também pretendem criar um companhia hipotecária, uma seguradora e montar um patrimônio para ser alugado. Promete, ainda, alianças internacionais e para isso teria escritórios em Nova York, Londres, Madri, Moscou e Dubai. Mas a ousadia não termina aí. O plano de negócios diz que “é objetivo prioritário da empresa que suas controladas criem novas cidades, desenhem a expansão de grandes cidades do Brasil em colaboração com grandes grupos internacionais.”

O empresário espanhol está apresentando aos empresários brasileiros uma estrutura de empresas em cascata, com um modelo complexo de participações cruzadas (ver tabela acima). Os donos de companhias abertas brasileiros, que no plano de negócios são chamados de fundadores, teriam 40% da nova empresa, mas continuariam com as suas respectivas empresas, que se mantém independentes e listadas em bolsa. O plano de negócios foi montado de tal forma a evitar o disparo de “poison pill” (mecanismo que protege a empresa de uma compra hostil) e tag along (direito do minoritário de receber o que foi pago ao controlador ) já pensando no efeito que a possível montagem de uma estrutura desse porte poderia causar sobre os minoritários.

A questão é que, além de um escândalo envolvendo a empresa que fundou, a Astroc, na Espanha, o empresário teve problemas recentes no Brasil. No dia da assinatura do contrato e pagamento de 70 milhões de euros pela aquisição do Complexo da Costa do Sauípe, na Bahia, Enrique Bañuelos desistiu do negócio. A crise e o acerto do valor em euros, antes da desvalorização do real, teriam sido os motivos para a desistência do negócio.

Relatório do terceiro trimestre da Afirma, nome atual da Astroc, diz que a empresa participa em 55% da Brasil Real Estate New Project Participações, S.A, cujo objetivo é desenvolver um projeto turístico no Brasil de longo prazo.

Todas as empresas citadas foram procuradas. Segundo assessoria de imprensa da Tecnisa, a empresa recebeu a visita dos investidores espanhóis, porém a conversa não evoluiu. A Abyara informou que “está aberta a negociações, mas por questões estratégicas prefere não comentar sobre rumores de mercado”. A Rossi informou que não esteve em contato com o investidor espanhol Enrique Bãnuelos, assim como Klabin Segall e Even.

Fonte: Valor


Imobiliárias apostam em apartamento mais barato contra crise

9 Dezembro, 2008

Com turbulência, imóveis usados ou de valor mais baixo ganham destaque.

A crise financeira mundial se espalhou para muito além dos bancos e das bolsas de valores. Diversos setores da chamada economia real, como o de imóveis e o de carros, estão sofrendo impacto nos seus resultados.

dolarNo mercado imobiliário, por exemplo, o volume de imóveis residenciais comercializados em São Paulo sofreu recuo de 38,6% em setembro, segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, declarou na última semana que acabou a “euforia” que vigorava no mercado antes da crise financeira. Ele também lembrou que a maior parte dos bancos já elevou os juros para compra da casa própria nos últimos meses.

Para combater essa queda, a grande aposta das imobiliárias são os apartamentos mais baratos. Isso inclui imóveis de vários tipos: usados, com apenas uma vaga na garagem, ou com vista para os fundos do prédio.

“Os clientes estão buscando valores menores. A faixa média de valor buscada antes era de R$ 250 mil a R$ 350 mil. Após a crise, está entre R$ 150 mil a R$ 200 mil”, diz Roseli Hernandes, gerente de locação da Lello Imóveis. “Acredito que a grande coqueluche para 2009 serão os imóveis usados.

É nesse segmentos que estão concentradas a maioria das promoções”, concorda José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

Segundo André Camargo Bonotti, diretor comercial da Adel, com a crise as pessoas tendem a limitar os gastos mais altos, se focando na compra de imóveis que permitam uma folga maior no bolso. “Esse mercado nunca vai parar, mesmo com a crise. As pessoas continuam casando, continuam tendo filhos. Com crise ou não, sempre existirão pessoas que querem sair do aluguel”, diz ele.

“Esse tipo de imóvel havia tido uma valorização excessiva com o aquecimento anterior do mercado, e agora está voltando para seu valor real. Essa crise até deu a oportunidade de fazer um ajuste”, explica Fábio Rossi Filho, diretor de lançamentos do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Crescimento do aluguel

Outro segmento do mercado imobiliário que deverá crescer é o do aluguel. Segundo os analistas, muitas pessoas que tinham dinheiro em outros investimentos - bolsas de valores, por exemplo - estão comprando apartamentos para alugar, como uma alternativa de renda.

imoveis“Quem está procurando muito agora é o investidor, que antes estava ganhando dinheiro em outras aplicações. Eles procuram imóveis que possam trazer rentabilidade em termos de aluguel”, diz Roseli, da Lello. O mercado imobiliário mostrou ser o mais seguro para investimentos na crise. Têm muitos investidores entrando no mercado em busca desse porto seguro”, explica Rossi Filho, do Secovi.

Já entre as áreas que estão sendo mais afetadas pela crise, a preocupação é com a dos novos lançamentos, cujo número teve queda de 28% frente ao registrado no mesmo mês do ano passado na região metropolitana de São Paulo. Segundo o mercado, os empresários estão com dificuldade para obter crédito para o capital de giro necessário para os empreendimentos.

“Acho que têm prédios que não vão subir”, ironiza Bonotti, da Adel. Ele também destaca a dificuldade das construtoras para repassar esse tipo de imóvel - cujo valor normalmente é mais elevado - com a crise: “algumas estão dando desconto de 15% a 20% na negociação com as imobiliárias”, revela. “A médio prazo, conforme os lançamentos que já estão prontos forem vendidos, deve haver uma escassez nas construções novas”, concorda Rossi Filho.

Font: G1


Crise estimula venda de imóvel para baixa renda

4 Dezembro, 2008

baixarendaA ebulição do mercado imobiliário vivido em 2008 deverá ter continuidade em 2009, mas com uma diferença: estará favorecendo os compradores de imóveis de baixo custo, segmento que, somente em Salvador, tem um déficit de 100 mil unidades. Segundo o superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Aristóteles de Menezes, isso resultará do ajuste entre preço e oferta da habitação, provocado pela crise financeira.

A tendência do mercado é estimular a construção de imóveis de até R$ 50 mil. A insegurança do grande investidor e ações do governo federal visando manter aquecido o mercado imobiliário vão acabar beneficiando as classes C e D. A previsão da CEF na Bahia,  para 2009, é de imóveis de maior quantidade e de padrão menor – “90% desse déficit tem relação com compradores que ganham até cinco salários mínimos”, disse Menezes.

O gerente regional de habitação da CEF, Adelson Prata, lembrou que, no ano passado, os financiamentos da Caixa não conseguiram atender nem à parcela que correspondeu ao percentual de crescimento anual do segmento. “Em 2008, não teve um único lançamento desse tipo em Salvador” disse Prata.

O que muda agora é a perspectiva das construtoras, segundo a Caixa, já que haverá a desaceleração da venda de imóveis com padrão maior.  Como os grandes compradores puseram o pé no freio, as construtoras vão se voltar para construção de menor valor.

A CEF/Bahia, que comemora os excelentes resultados em 2008, batendo um recorde em financiamentos habitacionais que chega a 75% em relação ao mesmo período do ano passado – maior que o do Brasil, de 60% –, anuncia taxas bem mais baixas e a elasticidade no prazo de financiamento. Quem ganha até R$ 2 mil terá taxas de 5% ao ano e 30 anos para pagar. Se for cotista do FGTS, a taxa de juros  baixa para 4,5% ao ano.

Para o comprador que tenha salário de até R$ 4,9 mil, imóveis até R$ 100 mil serão financiados com taxas que vão de 4,5% a 8% ao ano. Os imóveis novos terão 100% do seu valor  financiado, enquanto os usados terão financiamento de 80% do seu custo.

Também caíram as taxas de juros para as linhas de crédito para compra de material de construção, que era limitado a R$ 7 mil, para quem ganhava até R$ 4,9 mil. A Caixa autorizou o financiamento de até R$ 25 mil para compra de material de construção, em 46 meses, com taxas de 4,5% a 8% ao ano.

Demanda – “No último Feirão da Casa Própria, tivemos 40 mil visitas em três dias, mas a oferta de imóveis com valor entre R$ 50 mil e R$ 100 mil foi insuficiente”, assinalou Prata. “As coisas vão mudar porque haverá crédito e terá imóveis para atender à demanda”, disse o gerente regional de habitação da CEF.

A Caixa assinou contratos com empresas de construção civil, que contarão com recursos da ordem de R$ 3 bilhões para essas operações.  A expectativa da CEF não muda nem com a crise financeira.

“Novembro foi o mês em que mais emprestamos, tanto para pessoa física, pessoa jurídica e habitação”, disse o superintendente Aristóteles Menezes. “As pessoas confiam mais num banco público”, assinalou, lembrando uma grande ferramenta criada no ano passado. “Foram feitas 5,1 milhões de consultas pelo nosso simulador de financiamentos, que permite que o usuário saiba, pela internet, quanto custará o empréstimo”, afirmou.

Fonte: A Tarde


Incorporadoras reduzem metas para fazer frente às incertezas do setor

25 Novembro, 2008

“Só iremos realizar lançamentos quando tivermos um bom cheiro de vendas e assegurado o financiamento à construção.” “Tempos desafiadores se aproximam e os diferentes modelos de negócios das empresas imobiliárias serão testados.” “A gestão da liquidez e do capital de giro tornou-se ainda mais relevante.” “Aguardaremos uma consolidação do cenário para divulgar o guidance de lançamentos para 2009.”

Esse foi o clima predominante na temporada de divulgação dos resultados do terceiro trimestre das incorporadoras de imóveis. O tom cauteloso das frases repetidas nos comentários da administração confirmou a chegada da prudência nas projeções de lançamentos, abandonando as projeções de crescimento de três dígitos.
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Obrigadas a reduzir a expectativa futura, diante da restrição no mercado de crédito para financiamento da construção e do capital de giro que eliminaram o ambiente em que prosperou o festival de metas pretensiosas, as companhias aproveitaram o anúncio do balanço para prometer uma gestão mais “pé no chão”.

O resultado impressiona: mais da metade do setor (representado por 20 empresas, já considerando Brascan-Company de forma consolidada) implementou reduções nos guidances para o final do ano. Na prática, o setor imobiliário vai abrir mão de 20% dos R$ 41 bilhões previstos no início do ano para lançar R$ 33 bilhões.

Em grande parte dos casos, empresas até carregam condições de entregar o que era previsto, mas preferem preservar a posição de caixa, postergando lançamentos e se protegendo de retração na demanda. Luiz Rogelio Tolosa, diretor Executivo de Relações Institucionais da Brascan-Company, fruto da união entre Brascan Residencial e Company, reconhece o momento delicado.

“O funding de capital de giro desapareceu. Não vejo saída fácil: as empresas que não tiverem capacidade de capital vão diminuir o volume. No setor, sempre a adaptação à crise foi por uma redução da oferta, muito antes da queda da demanda”, explicou em entrevista à InfoMoney na segunda-feira (24).

Tolosa não acredita em quebradeira entre as representantes da indústria de incorporação listadas na BM&F Bovespa e destaca a possibilidade de expansão zero em 2009. Na contramão da maioria das companhias que deixaram para dezembro o anúncio do guidance para o próximo ano, a Brascan-Company revelou meta entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,1 bilhões, ou seja, não descarta empatar os R$ 2,7 bilhões de 2008.

“Small is beautiful”?

Outros especialistas criticam o fato de grande fatia das análises estarem privilegiando as chamadas blue chips (Cyrela, Gafisa, MRV, PDG e Rossi) como opções defensivas no momento atual. Segundo essa linha de raciocínio, o médio e pequeno caminham conforme o possível, em atuação, de certa forma, mais conivente com o conservadorismo. Como exemplo, a Even prevê lançar R$ 1,8 bilhão em 2008, 2009 e 2010.

Por sua vez, a carioca CR2 revisou seu guidance de lançamentos de R$ 1,2 bilhão para R$ 500 milhões em 2008 e projetando R$ 600 milhões em 2009. “O futuro próximo deverá mostrar que uma companhia leve e enxuta é capaz de encarar tempos difíceis preservando a rentabilidade e revertendo a seu favor as oportunidades que só aparecem quando uma crise se instala”, afirma a empresa


Com crise, vale tudo para vender um imóvel

23 Novembro, 2008

Empresas do setor imobiliário dão carros, eletrodomésticos e móveis; abatimento de impostos e descontos no valor do apartamento.

Não está fácil vender imóvel nos grandes centros do país. Ainda há crédito disponível nos maiores bancos, mas a crise internacional alimenta o temor de crescimento do desemprego no Brasil daqui a alguns meses - e torna os potenciais compradores mais cautelosos. Até agora o setor imobiliário tem sido o mais afetado pela turbulência financeira. No terceiro trimestre, quando ainda não havia a percepção de que a crise seria tão grave, foi observada uma redução de 24% nas vendas contratadas pelas 21 empresas do setor com ações negociadas na Bovespa.

imoveissaopauloA inesperada redução de demanda pegou no contrapé as incorporadoras, que se prepararam para um boom imobiliário. Em 2007, enquanto o movimento era de queda das taxas de juros e de fartura do crédito, as empresas foram à bolsa e venderam papéis de dívida para viabilizar lançamentos futuros. Houve corrida para a compra dos melhores terrenos. Mas, agora, falta caixa para tornar realidade os empreendimentos planejados.

Muitas incorporadoras decidiram cortar despesas para tentar manter o fôlego financeiro. A Abyara, umas das empresas em situação mais delicada, suspendeu novos lançamentos e analisa formas de se desfazer de terrenos e ativos. Outra iniciativa, adotada pela Abyara e por várias outras incorporadoras, é demitir funcionários e adequar o quadro de pessoal ao cenário de crise. Muitas empresas, entretanto, apostaram no reforço do investimento em marketing e em promoções para aumentar as vendas. Hoje em dia o interessado em comprar um apartamento pode conseguir uma série de vantagens da imobiliária ou incorporadora. Ao assinar um contrato para a aquisição de um imóvel, o comprador pode levar de graça presentes como carros 0 km e eletrodomésticos, negociar o abatimento de impostos ou da taxa da escritura e também obter descontos no valor do bem. “Estamos vivendo a hora do comprador, e não a do vendedor. Quem tem dinheiro para adquirir, dita as regras da negociação”, diz o diretor da imobiliária carioca Basimóvel, Alexandre Fonseca.

É aconselhável, no entanto, não se deixar levar por promoções na hora de fechar um negócio. Comprar na planta só é vantajoso se houver expectativa de valorização do bem até a entrega das chaves. Antes de fechar o negócio, é imperativo pesquisar se a demanda por imóveis em determinada região segue firme. Caso a compra seja financiada, o mais importante é se certificar de que a prestação caberá no orçamento familiar, já que a legislação brasileira permite ao banco, em muitos casos, retomar o imóvel após apenas três meses de inadimplência do mutuário. Essa preocupação é compartilhada até pelas construtoras. “Temos uma postura mais conservadora porque queremos clientes bons, que fiquem conosco até o final de empreendimento”, afirma o diretor de incorporações da Brascan/Company, José de Albuquerque. “Não queremos atrair clientes a qualquer custo.”

Apesar de cuidados serem necessários, o mercado está recheado de boas oportunidades. O Portal EXAME procurou mais de uma dezena de construtoras e imobiliárias para saber quais são as melhores promoções. Abaixo seguem as respostas obtidas:

Goldfarb: dará um Renault Clio 0 km para os 150 primeiros clientes que comprarem um imóvel do empreendimento Alphaview, em Barueri (região metropolitana de São Paulo). Os apartamentos têm entre 72 e 80 metros quadrados, dois ou três dormitórios e custam em média 160 mil reais. O empreendimento está na fase de pré-venda e será lançado no início de dezembro. A entrega do carro será junto com a das chaves, prevista para o final de 2010. Para atrair compradores, a incorporadora promove passeios de balão, feijoada e shows musicais. Já para conquistar a confiança dos consumidores, a construtora dá ao comprador a garantia de recompra do imóvel em troca da devolução do dinheiro pago caso ele seja demitido. Além disso, o comprador pode suspender o pagamento de até quatro prestações mensais caso passe por alguma dificuldade financeira.

Basimóvel: a imobiliária vai mobiliar o apartamento de quem comprar uma unidade no Barra Mais, um conjunto residencial com dois prédios na Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O cliente vai ganhar geladeira, TV LCD, DVD, máquina de lavar, fogão, microondas e armário embutido. “No dia do lançamento, há um mês, vendemos 102 das 200 unidades”, afirma o diretor da imobiliária, Alexandre Fonseca. Os apartamentos oferecidos medem 68 e 83 metros quadrados, tem dois ou três quartos e preços que variam de 185 mil a 315 mil reais.

João Fortes Engenharia: os compradores ganham descontos de até 10% no preço de aquisição, armários de cozinha da marca Todeschini e a escritura gratuita. A empresa também vai premiar os corretores que venderem unidades com dinheiro ou carros.

MRV Engenharia: até o final de dezembro, a empresa oferece aos compradores zero de sinal, 100% do valor financiado pela Caixa Econômica Federal e parcelas fixas durante o período de obras. Para as unidades que serão entregues até março, a empresa também arca com o pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e da escritura. O ITBI corresponde a 2% do valor do imóvel.

Del Forte & I.Price, imobiliária do grupo Brasil Brokers: oferece de três a seis prestações grátis, isenção de ITBI, assume o custo da escritura e sorteia prêmios em dinheiro aos compradores. Para os empreendimentos de baixo padrão, paga a cozinha planejada com armários embutidos. Já os empreendimentos de alto padrão terão descontos de até 12%, de acordo com o valor da entrada.

Brascan/Company: O cliente que indicar um comprador pode ganhar de eletrodomésticos a viagens ao exterior, dependendo do empreendimento. Os prêmios são pagos somente no momento da entrega do imóvel. Outra iniciativa são descontos em pagamentos à vista ou em caso de adiantamento de parcelas.

Tenda: a construtora oferece um notebook e um micro system aos compradores de imóveis.

Fonte: Portal Exame


Diante da crise, Tecnisa não diminui verba e aumenta investimento de Marketing em internet

19 Novembro, 2008

Um dos mercados que foram mais afetados com a crise financeira mundial é o de construtoras e incorporadoras. As empresas deste setor colecionam quedas recordes na Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos tempos como conseqüência direta do freio na concessão de crédito. Todas estão revendo seus lançamentos para 2009. E, com isso, seus planos de investimento em Marketing também sofrerão mudanças.

Na Tecnisa, mesmo se houver alteração no cronograma dos empreendimentos no ano que vem – o que ainda não está definido – a verba de Marketing será mantida. Em outros mercados, como telecomunicações e automobilístico, onde atuam Nextel e Land Rover, também há casos em que não haverá mudança no que diz respeito a investimento para 2009.

O que vai mudar para a construtora, e para outras companhias com estratégias de Marketing mais maduras, é o foco das ações. A Tecnisa vai tirar parte da verba de jornais, revistas e ponto-de-venda (stands) para alocar no Marketing Digital. Ao todo, aumentará o investimento de R$ 4,4 milhões, feito este ano, para R$ 5,6 milhões em 2009. “O investimento agora será mais racional. A internet é a mídia mais eficiente do nosso portfólio de comunicação”, afirma Romeo Busarello, Diretor de Marketing da Tecnisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Investimento inteligente
Até este ano, a verba da construtora destinada à internet representava 18% do total. Para 2009, aumentará para 23%. Só nas ações relacionadas ao Google, como links patrocinados, a Tecnisa investirá R$ 1,4 milhões. “A Tecnisa está sendo mais eficaz em investir mais na Internet”, aponta Pedro Waengertner, professor de e-commerce da ESPM. Os investimentos em redes sociais e Mobile Marketing também serão ampliados.

Em tempos de incerteza, investir em ações de Marketing que terão um retorno mensurável é ainda mais importante, aponta Waengertner. “Há uma limitação para medir o impacto das vendas geradas pelo jornal e pela TV. Em tempos de crise, todos os meios que não mensurarem de forma eficaz sofrerão uma diminuição”, diz. “Outras empresas também estão seguindo o caminho da Tecnisa. Não é um caminho corajoso. É inteligente e pragmático”, completa.

Outra forma inteligente utilizada para não perder mercado é manter os investimentos, mesmo com a queda na demanda. “É claro que o momento é difícil e por isso as empresas precisam se sofisticar e inferir o que vai acontecer de acordo com os resultados do passado e do futuro. É preciso que o profissional de Marketing saiba da importância de quantificar os resultados”, analisa Ricardo Araujo, professor de finanças do MBA de Marketing da Fundação Getúlio Vargas do Rio.

Vendas ditarão mudança
No quesito mensuração, a internet ganha ainda mais importância neste momento. “A crise está fazendo com que as empresas pensem de uma maneira diferente. Elas estão tendo que reinventar as suas apostas em mídia e, com isso, a internet está ganhando destaque”, explica Waengertner, da ESPM. “Hoje é complicado ser 100% eficiente e a internet é um meio muito interessante porque a mensuração é um diferencial”, acrescenta Araujo, da FGV.

As vendas da Tecnisa pela internet representam 27,5% do total do faturamento. No terceiro trimestre de 2008, as vendas totais – incluindo outros canais – somaram R$ 257 milhões, representando um crescimento de 52% em comparação com o terceiro trimestre de 2007, mas 23% menor que no segundo trimestre deste ano.

Num cenário de desaceleração, muita coisa vai mudar. “Vamos sentir o reflexo da crise, mas quanto ninguém sabe. Ainda estamos estudando o que vai acontecer em 2009. Até setembro vivíamos num cenário de euforia com todo mundo crescendo a mais de 100% e há quatro meses o nosso discurso seria outro. Iríamos investir em novas coisas”, constata Romeo Busarello, da Tecnisa. “Mas também não podemos estar com este excesso de cautela que se vê no mercado”, sentencia. “Se o cenário mudar, vamos pensar em investir ainda mais”, conclui.
Fonte: Mundo do Marketing


Santa Catarina apóia criação de entidade turístico-imobiliária para região sul

12 Novembro, 2008

scturismoOs três estados do sul do país - Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná - terão uma associação voltada aos interesses do segmento de turismo imobiliário. O lançamento do projeto foi realizado no último dia 05/11 e contou com a presença do vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan. A proposta, segundo Ricardo Valls, da Valls Soluções Imobiliárias e coordenador da Associação Sul do Brasil, é direcionar os caminhos para novas oportunidades de negócios na área imobiliária e turística.

“Hoje cerca de 36% dos visitantes estrangeiros que vêm a Santa Catarina durante o verão tem casas de segunda residência. Nossa idéia é mostrar que há variedades por toda a região sul e que podem gerar ações concretas”, explicou Valls. A estruturação, inclusive estatutária da associação, teve como referência a bem-sucedida experiência da Adit-Nordeste e também conta com o apoio da ABIH-SC e das construtoras. “Agora queremos firmar parcerias com agências de viagens e outros segmentos atrelados ao turismo como as locadoras”, destacou.

A associação também vislumbra já para 2009 a realização de seu primeiro evento, a exemplo do Nordeste Invest. Ele aconteceria em Florianópolis. De acordo com o vice-governador do estado, Leonel Pavan, Santa Catarina receberá nos próximos três anos cerca de R$ 16 bilhões em investimentos turístico imobiliários. A rede Txai é uma delas. O grupo terá unidades residenciais na região de Governador Celso Ramos.

Fonte: Mercado & Eventos