Klabin Segall vende condomínio de luxo 106 Seridó em SP

28 abril, 2009

Em comunicado ao mercado, a construtora Klabin Segall confirmou hoje a venda, por R$ 49,8 milhões, de 50% do 106 Seridó, projeto residencial de alto padrão localizado no Jardim América, em São Paulo. A fatia no empreendimento foi comprada pela GTIS Seridó Brasil Participações, sociedade pertencente ao grupo americano Golden Tree Insite Partners.

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O Seridó 106 está instalado em um terreno de 11 mil metros quadrados, em uma das mais nobres regiões da capital paulista. O valor geral de vendas (VGV) do projeto é estimado em R$ 660 milhões e cada uma das 128 unidades vale entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões.

O projeto era uma sociedade entre a Klabin Segall e a Construtora São José, pela qual cada uma detinha 50% das cotas. Após a transação anunciada, a Klabin Segall permanece com participação de 25%, enquanto que os outros 25% seguem nas mãos da São José.

Reportagem publicada hoje no Valor Econômico revela que, em dificuldades financeiras, a Klabin Segall está a venda, negócio que já teria despertado o interesse de várias empresas do setor e de fundos de investimento.

Fonte: Valor Online


Klabin Segall terá novos donos

28 abril, 2009

banuelosA Veremonte Participações, empresa de investimentos do empresário espanhol Enrique Bañuelos, e a incorporadora Agra fecharam hoje um acordo para assumir o controle da Klabin Segall. Trata-se de uma operação complexa. Pela proposta concluída nesta segunda-feira, a Veremont e a Agra constituíram uma nova empresa, que leva o nome provisório de New Co. Para formar essa empresa, a holding de Bañuelos entrou com 100 milhões de reais e a Agra, com 10 milhões de reais mais ativos imobiliários no valor de 44 milhões de reais, que representam empreendimentos já lançados pela incorporadora. A Veremonte tem 75% do capital da New Co.

Ainda segundo a proposta, a Klabin Segall irá emitir ações no valor de 154 milhões reais para incorporar a New Co. Feita essa operação – que precisa ser aprovada em assembléia, prevista para ocorrer até 15 de julho -, a New Co. terá 58% do capital da Klabin. “Dessa forma, aportamos capital e ativos e fortalecemos a Klabin”, disse a EXAME Marcelo Paracchini, diretor-presidente da Veremonte.

Para ser concluída, no entanto, a transação depende de outro fator, além da aprovação em assembléia: da renegociação da dívida da Klabin. No fim de 2008, a empresa estava endividada em 528 milhões de reais – a maior parte, em debêntures -, o que a colocava numa delicada situação financeira. “Iniciamos as renegociações com os detentores da debêntures em março, tivemos conquistas importantes e vamos continuar as conversas agora”, diz Carlos Eduardo Malagoni, diretor financeiro e de relações com investidores da Klabin Segall. Sem dar detalhes de como pode ser essa renegociação, Malagoni disse que a empresa busca “uma readequação às novas condições de mercado”. “Houve um importante descasamento entre o fluxo operacional e o financeiro nos últimos meses”, completou.

Ainda hoje, mais cedo, a Klabin comunicou a venda de 50% de um de seus principais empreendimentos, o Seridó, em São Paulo. O comprador é o fundo americano Golden Tree Insite Partners, que pagou 49,8 milhões de reais. A transação animou os investidores: as ações da Klabin fecharam em alta de cerca de 30%, anulando a queda do ano. Desde o IPO, porém, os papéis perderam mais de 80%. Para os acionistas minoritários da Klabin Segall, nada muda. A empresa continuará aberta e não haverá o pagamento de prêmio de controle. “Os controladores não estão recebendo nada em dinheiro, por isso, nesse caso, o tag along não se aplica”, diz Paracchini.

Esse é o segundo negócio feito por Enrique Bañuelos no mercado imobiliário brasileiro neste ano. Em fevereiro, também em parceria com a Agra, ele comprou 62% da Abyara por 38 milhões de reais. Segundo Paracchini, as operações da Abyara, Agra e Klabin Segall serão tocadas de forma separada, mas poderá haver parcerias estratégias. “As melhores práticas de cada uma das empresas poderão ser replicadas nas demais”, diz.

Fonte: Exame


Espanhol arquiteta holding imobiliária

11 dezembro, 2008
Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauipe no dia da assinatura do contrato.

Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauípe no dia da assinatura do contrato.

Ele já foi chamado de Donald Trump espanhol e “senhor dos tijolos”, como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção. Dono de uma trajetória nada invejável de ascensão e queda – uma fortuna de mais de US$ 7 bilhões quase evaporou depois de denúncias de operações que inflaram os papéis da sua empresa imobiliária na Espanha – o valenciano Enrique Bañuelos é o homem que está arquitetando, nos bastidores, a tacada mais ousada do mercado imobiliário brasileiro. O polêmico empresário está em contato com pelo menos seis companhias do setor – e estaria em conversas mais avançadas com Agra e Abyara – para montar uma holding, que já ganhou até um nome: Veremonte. A grande dúvida do mercado é se a proposta é factível e se Bañuelos, que já desistiu de outros negócios aqui, conseguiria levá-la adiante.

Além de Agra e Abyara, o Valor apurou que Bañuelos já sondou a Inpar, Even, Klabin Segall, Tecnisa e Rossi. A bordo de seu jato particular, avaliado em mais de US$ 8 milhões – que usa para levar os empresários brasileiros para visitar terrenos e empreendimentos no Nordeste em uma única tarde – Enrique tem mostrado uma habilidade invejável para discorrer sobre seu plano de negócios. E, em função da complicada situação não só do mercado, como de várias empresas, tem encontrado ressonância nas empresas. “Ele tem pouca credibilidade, mas é sedutor e muitas companhias, que estão praticamente sem saída, viram nessa holding uma promessa de salvação”, diz uma fonte do setor.

O Valor teve acesso ao plano de negócios da holding, que se vende como a plataforma líder de “real estate” no país. A apresentação impressiona pela complexidade e pela ambição. Para reduzir os custos operacionais e conseguir economia de escala, a idéia é criar uma empresa única centralizada, com uma sede e uma única estrutura financeira, administrativa, de marketing, construção e vendas. Uma companhia saudável, não contaminada pelas dívidas das companhias abertas, que fica com parte dos ativos das empresas, e que a médio prazo abriria capital lá fora: 40% nas bolsas de Londres e Nova York (sendo 20% de oferta secundária e 80% de oferta primária). “Os recursos da oferta primária serão destinados preferencialmente para o pagamento dos ativos adquiridos das S.A listadas e para eliminar as dívidas corporativas das companhias”, discorre o plano.

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As companhias se especializarão, na baixa renda, média, alto padrão, comercial, ficando com pelo menos 65% da atividade no segmento específico. A holding, segundo o plano de negócios, entrará em novas atividades, como corretagem – será proposto aos principais bancos do país a criação de um instrumento de corretagem que usaria as agências para captação de vendas. Também pretendem criar um companhia hipotecária, uma seguradora e montar um patrimônio para ser alugado. Promete, ainda, alianças internacionais e para isso teria escritórios em Nova York, Londres, Madri, Moscou e Dubai. Mas a ousadia não termina aí. O plano de negócios diz que “é objetivo prioritário da empresa que suas controladas criem novas cidades, desenhem a expansão de grandes cidades do Brasil em colaboração com grandes grupos internacionais.”

O empresário espanhol está apresentando aos empresários brasileiros uma estrutura de empresas em cascata, com um modelo complexo de participações cruzadas (ver tabela acima). Os donos de companhias abertas brasileiros, que no plano de negócios são chamados de fundadores, teriam 40% da nova empresa, mas continuariam com as suas respectivas empresas, que se mantém independentes e listadas em bolsa. O plano de negócios foi montado de tal forma a evitar o disparo de “poison pill” (mecanismo que protege a empresa de uma compra hostil) e tag along (direito do minoritário de receber o que foi pago ao controlador ) já pensando no efeito que a possível montagem de uma estrutura desse porte poderia causar sobre os minoritários.

A questão é que, além de um escândalo envolvendo a empresa que fundou, a Astroc, na Espanha, o empresário teve problemas recentes no Brasil. No dia da assinatura do contrato e pagamento de 70 milhões de euros pela aquisição do Complexo da Costa do Sauípe, na Bahia, Enrique Bañuelos desistiu do negócio. A crise e o acerto do valor em euros, antes da desvalorização do real, teriam sido os motivos para a desistência do negócio.

Relatório do terceiro trimestre da Afirma, nome atual da Astroc, diz que a empresa participa em 55% da Brasil Real Estate New Project Participações, S.A, cujo objetivo é desenvolver um projeto turístico no Brasil de longo prazo.

Todas as empresas citadas foram procuradas. Segundo assessoria de imprensa da Tecnisa, a empresa recebeu a visita dos investidores espanhóis, porém a conversa não evoluiu. A Abyara informou que “está aberta a negociações, mas por questões estratégicas prefere não comentar sobre rumores de mercado”. A Rossi informou que não esteve em contato com o investidor espanhol Enrique Bãnuelos, assim como Klabin Segall e Even.

Fonte: Valor


Parceria promete agitar o mercado imobiliário de luxo de São Paulo

16 outubro, 2008

Uma parceria promete agitar o mercado imobiliário de luxo de São Paulo. A incorporadora Klabin Segall e a construtora São José comandam um novo projeto: o 106 Seridó, que será lançado em novembro.

* Com arquitetura inspirada nos prédios de luxo de Nova York, como o Plaza Hotel, o empreendimento será construído em um terreno de 11 mil m², no coração do Jardim Europa.

* Os apartamentos, que alcançam até 900 m², serão entregues com acessórios que são verdadeiros mimos. Um painel LCD touchscreen, por exemplo, serve para controlar o ar-condicionado, cortinas, fechaduras biométricas e banheiros que poderão ter piso aquecido. Já pensou, hein?

Fonte: Glamourama