Caixa descarta uso do FGTS para compra de 2º imóvel

13 janeiro, 2009

fgtsA presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, descartou nesta terça-feira a possibilidade do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de um segundo imóvel.

Segundo a executiva, a medida não está em estudo dentro do pacote que o governo pretende lançar para fomentar o mercado de habitação no país.

Ela explicou que os estudos estão em conclusão no âmbito dos ministérios da Fazenda e das Cidades e que o foco do plano de habitação será a população de baixa renda.

“O recurso do FGTS é subsidiado. Então você estaria dando dois subsídios a uma mesma pessoa, por isso é que do recurso é destinado a apenas um cidadão”, afirmou Maria Fernanda durante cerimônia de homenagem da Caixa aos 72 anos de existência do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio.

A executiva confirmou que está em estudo a elevação do teto que permite o uso do FGTS para financiamento de imóvel. Atualmente, o valor máximo é de R$ 350 mil e pode passar a R$ 500 mil.

“A gente está buscando exatamente um valor que equalize a necessidade do cidadão que precisa do financiamento, mas também com a saúde financeira do fundo.”

A presidente da Caixa informou ainda que o plano de habitação terá mecanismos para garantir que o cidadão não perca o imóvel caso tenha dificuldade para quitar as prestações em caso, por exemplo, de perda de emprego.

Uma das medidas estudadas seria o uso de um seguro específico para cobrir essas despesas.

Fonte: Folha Online


Com crise, financiamento para compra de imóveis fica mais difícil

8 janeiro, 2009

Bancos passaram a fazer mais exigências desde o início da crise financeira.
De novembro para outubro, volume de empréstimos caiu 27%, diz BC.

casa-do-dinheiro-thumb50334801Comprar um imóvel na planta neste ano pode ser mais difícil que no passado. Os brasileiros que compraram imóveis e estão prestes a receber as chaves hoje têm dificuldades para conseguir financiamento em bancos privados, com mais rigor das instituições financeiras e juros mais altos a pagar.

Os números do Banco Central sinalizam para a atual dificuldade de se conseguir crédito imobiliário em bancos privados. De acordo com a entidade, a queda no volume de empréstimos para financiamento de imóveis foi de 27% em comparação com outubro. Em novembro foram emprestados R$ 152 milhões, contra R$ 208 milhões no mês anterior.

“Entre 80 moradores que precisam de financiamento do sistema financeiro e talvez uns 40 tenham problema em função da burocracia que envolve documentação”, diz o incorporador Victor Domite Nicolau.

As dificuldades para quem quer comprar um imóvel financiado por bancos comerciais começaram em setembro, junto ao início da crise financeira mundial. Os juros ficaram mais altos e as exigências dos bancos maiores. O resultado dessa combinação é a dificuldade para conseguir o dinheiro e prestações mais altas a serem pagas todos os meses.

Para o presidente do Sindicato da Habitação, Secovi, João Crestana, o “exagero” de alguns bancos nos critérios para conceder crédito pode beneficiar a concorrência menos exigente.

“Grande parte dos concorrentes do mercado de bancos estão ativamente buscando mais clientes. Então se alguns bancos exageram em suas analise crítica, os demais vão ganhar e mercado e vão conseguir financiar com muito sucesso toda essa construção que está em andamento em São Paulo.”

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diz que não recebeu reclamações sobre pedidos de financiamentos de imóveis de clientes do sistema bancário.

Fonte: G1


No Sudeste, construir é mais caro: metro quadrado atinge R$ 679,07 em junho

8 julho, 2008

SÃO PAULO – Os consumidores do Sudeste são os que mais desembolsam na hora de construir um imóvel. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta terça-feira (08), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 679,07 no sexto mês do ano, enquanto em nível nacional o gasto gira em torno de R$ 637,69.

Em seguida, estão as regiões Sul, com valor de R$ 634,22; Norte, com metro quadrado a R$ 618,37; e Centro-Oeste, com R$ 607,39. Os moradores do Nordeste, por sua vez, são os que pagam menos na hora de construir: R$ 593,99.

Por estado
Analisando os dados por estado, Roraima é a unidade federativa com o maior preço por metro quadrado: R$ 728,09 em junho de 2008.

Na lista dos mais “careiros” também estão Rio de Janeiro (R$ 716,85), São Paulo (R$ 708,30), Distrito Federal (R$ 660,59), Acre (R$ 654,59), Paraná (R$ 643,81) e Amazonas (R$ 639,12).

Na outra ponta, os estados com menor custo da construção civil são Rio Grande do Norte (R$ 556,47), Piauí (R$ 561,02) e Espírito Santo (R$ 566,97).

Análise
O Custo Nacional da Construção Civil engloba o preço dos materiais, que foi de R$ 363,94 no sexto mês do ano, e o da mão-de-obra, de R$ 273,75.

Em junho, o índice variou 1,24%; no ano, a variação é de 5,28%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice fica em 8,26%.

Fonte: Infomoney