Imóveis: espera por 1 e 2 quartos é dobro em relação ao de 3

4 outubro, 2009

Um número cada vez maior de estudantes, executivos, solteiros e recém-separados disputa os poucos apartamentos de um ou dois dormitórios disponíveis na região metropolitana de São Paulo. A situação reflete uma mudança do perfil sócio demográfico do brasileiro e também a pequena oferta de lançamentos nos últimos anos por parte das construtoras.

A busca por imóveis deste tipo provoca fila nas imobiliárias, que criaram equipes de “busca” para ampliar as oportunidades. De acordo com a gerente da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, a demanda inflou os preços dos aluguéis, que chegam até a R$ 2 mil em regiões nobres, e falta de opção é tão grande que as pessoas acabam alugando apartamentos que não atendam todas as necessidades.

“A espera por um apartamento de um dormitório que atenda a certas exigências pode levar até quatro meses, enquanto para um de três dormitórios é no máximo de um mês e meio, isso quando a disponibilidade não é na hora. Temos uma equipe de 11 house hunters batendo de prédio em prédio para ver se tem apartamento (de um e dois dormitórios) para alugar”, afirmou Roseli.

Segundo levantamento do Secovi-SP, o preço do metro quadrado para o aluguel de apartamentos de um dormitório, em boas condições, pode variar de R$ 10,25 na zona leste a R$ 22,63 na zona sul da capital paulista. Isto quer dizer que o valor a ser pago pelo inquilino pode ser entre R$ 460 e R$ 1.131 (50 metros quadrados, tamanho médio para este tipo de imóvel). Já o aluguel de um imóvel de três quartos, duas vezes maior (100 metros quadrados, também tamanho médio para esta configuração), custa entre R$ 716 e R$ 2.160, nas mesmas regiões.

“Tentamos fazer com que a pessoa alugue um de dois ou três dormitórios, o que acaba sendo um melhor negócio”, apontou Roseli. Esta foi a saída encontrada pela educadora patrimonial Caroline Abrão, que se mudou de Curitiba para São Paulo há três meses e mora provisoriamente com a irmã e o cunhado. Sem muitas opções viáveis para morar sozinha, ela procura pessoas com o mesmo problema, que queiram dividir um apartamento maior.

“Apartamento de um quarto não é uma boa opção agora. Está saindo o preço de um (imóvel) de dois quartos. Os de valor mais razoável são minúsculos, muito acabados ou em péssima localização. Por isso minha opção de dividir com mais pessoas, por conta da relação custo e benefício na locação de um apartamento de dois ou três quartos”, relatou.

Oferta e demanda
Nos últimos cinco anos a oferta de apartamentos novos pequenos diminuiu, principalmente em bairros mais próximos ao centro da cidade. Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), no ano passado foram 1.540 lançamentos de apartamentos com um quarto (2,5% do total), frente a 12.391 novos imóveis de quatro quartos (20%), na região metropolitana de São Paulo.

Em julho, o número de unidades de um dormitório disponíveis na cidade era de 669 e de dois dormitórios de 1.617, conforme levantamento do Secovi-SP. Já os imóveis vagos de três quartos somavam 4.387 e os de quatro quartos atingiam 5.800. De acordo com Cyro Naufel, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, a produção dos apartamentos menores é mais cara para o construtor.

“O apartamento de dois dormitórios pode virar de um, aumentando a sala. O de um dormitório é mais restrito. Os dois pedem no mínimo uma vaga de garagem, no mínimo um banheiro, que tem custo mais elevado de construção. Para um dormitório, é preciso construir as mesmas coisas para menos metros quadrados. Por exemplo, para um quarto há em média uma vaga (de garagem) a cada 40 metros quadrados, enquanto para dois a média é a cada 60 metros quadrados”, explicou.

Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, também há empecilhos da prefeitura para construções próximos ao centro. “O plano diretor dificultou o adensamento da cidade e favorece a cidade espalhada. Não pode construir em um lugar já concentrado. Entre 2002 e 2004, 80% dos lançamentos da região metropolitana era em São Paulo, hoje é só 50%. As empresas estão fugindo da capital, o que é muito ruim, porque existe a demanda. Essas pessoas trabalham próximo ao centro e precisam morar perto. Esta é uma falha da cidade”, disse.

A queda da oferta de imóveis pequenos coincidiu com o aumento da demanda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a porcentagem de solteiros na região metropolitana aumentou de 7,3%, em 1997, para 11,6%, em 2007.

“O número de lares com uma pessoa aumentou nos últimos três anos, assim como mudou o comportamento da sociedade. Agora a pessoa que procura esse imóvel casa com mais idade, com isso tem a tendência de sair da casa dos pais e morar sozinho antes, e a mulher, mais independente também sai para morar sozinha. Houve um aumento dos casais jovens sem filhos, que atrasam a vinda do primeiro filho e preferem ter uma localização melhor”, afirmou Naufel.

Crestana aponta também a melhora da situação econômica do País e incentivos do governo, como o programa Minha Casa Minha Vida, que ajudaram na ampliação do nicho de mercado. “Nos últimos três ou quatro anos, parte da população tem chegado na idade de consumir imóvel, estão começando a ter empregos, ser consumidores. No mesmo período, surge um plano do governo facilitando a compra de imóveis mais baratos”, afirmou.

Regiões
A situação mais crítica é para quem quer morar próximo ao centro, na zona sul ou na zona oeste da capital paulista. Na Lello Imóveis, as regiões da Mooca e Tatuapé concentram 30% dos candidatos a inquilinos em espera, enquanto 22% está em Moema e na Vila Mariana. Nos Jardins há 14% do total de interessados, mesmo percentual da região de Santana. Em Perdizes, são 12% do total e no Grande ABC, 8%.

“Algumas regiões são mais marcadas por estudantes, como Higienópolis, Perdizes, Jardins. Em Moema tem muitos executivos que fazem ponte aérea no final de semana. Mooca e Tatuapé também têm procura por aquele jovem que quer morar sozinho, próximo de metrô, assim como na zona norte. Estar perto de transporte fácil é uma característica que este público busca”, disse Roseli.

Tendo em vista este mercado, algumas construtoras já apostam em uma virada de tendência no mercado, embora os lançamentos de alto padrão ainda dominem a cena. “Do meio do ano passado para cá, começamos a desenvolver produtos novos buscando esse publico”, afirmou Naufel, da Lopes. Segundo Fabio Romano, diretor de incorporação da Yuny, a falta de espaço exige um planejamento mais versátil e prático.

“Começamos a criar estes apartamentos menores, tipo estúdio, com arquitetura de barco, que tem espaço pequeno, em que você puxa um armário e vira uma mesa, por exemplo, para estes jovens que estão começando a carreira. O próprio investidor busca esse tipo de imóvel. Estamos pensando em uma mistura de prédio residencial e comercial na mesma torre”, afirmou Romano.

Fonte: Terra / Peter Fussy direto de São Paulo


Valor do imóvel financiado sobe

2 outubro, 2009

Em reunião extraordinária do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o governo conseguiu ampliar o teto do valor do imóvel financiado com dinheiro do trabalhador no programa “Minha Casa, Minha Vida”. Agora, o valor do imóvel que poderá ser financiado em cidades com mais de 250 mil habitantes passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil.

Já nos locais com mais de 1 milhão de pessoas, saltou de R$ 100 mil para R$ 130 mil.

Antes, apenas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal os trabalhadores poderiam financiar imóveis de até R$ 130 mil. O conselho autorizou ainda o aumento de 30% para 100% da participação do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) em empreendimentos de infraestrutura geridos pela Caixa Econômica Federal.

Com as mudanças, o governo poderá acelerar o programa “Minha Casa, Minha Vida” e as obras de infraestrutura, principalmente no próximo ano, de eleição presidencial. O “Minha Casa, Minha Vida” é uma das apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para angariar votos para a sua favorita à sucessão em 2010, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, tentou desvincular o aumento dos financiamentos habitacionais com a disputa eleitoral de 2010. Ele disse que a medida foi necessária porque, com os valores estipulados anteriormente, estava praticamente impossível encontrar imóveis que se enquadrassem no programa. “Não podemos nos pautar com o fato de ter ou não eleições. Essa é uma demanda da sociedade, porque há um grande déficit habitacional no País. Vamos fazer independentemente das eleições”

O Conselho Curador do FGTS aprovou ainda que o valor do imóvel financiado em todas as capitais brasileiras passe para R$ 130 mil a partir de janeiro de 2010. “A ideia é que todas as capitais passem a ter o mesmo tratamento de cidades com mais de 1 milhão de habitantes”, ressaltou Lupi. Com a medida, um número maior de famílias poderá se enquadrar nas regras do programa.

O governo Lula pretende construir 1 milhão de moradias nos próximos anos e reduzir em 14% o déficit habitacional, que atualmente é de 7,2 milhões de moradias. Mais de 90% do déficit habitacional está concentrado em famílias com renda de até 10 salários mínimos.

Fonte: Agência Estado


De olho na casa própria: Salão Imobiliário colocará 100 mil imóveis à venda

24 setembro, 2009

SÃO PAULO – Começa nesta quinta-feira (24) a quarta edição do Sisp (Salão Imobiliário de São Paulo), que disponibilizará cerca de 100 mil imóveis comerciais, residenciais e de veraneio, de todas as regiões do Brasil.

No evento, que vai até o próximo domingo (27), serão ofertadas propriedades de um, dois, três ou mais dormitórios, com valores a partir de R$ 52 mil, sendo que 48% das unidades disponibilizadas atendem aos requisitos do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Teremos imóveis a partir de R$ 52 mil, que certamente atenderão parte dos consumidores interessados em adquirir seu primeiro imóvel e sair definitivamente do aluguel”, diz o diretor de Feiras da Reed Exhibitions Alcântara Machado, promotora do evento, Eduardo Sanovicz.

Expectativas

Segundo divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a quarta edição do SISP espera receber 50 mil visitantes em um espaço de 35 mil metros quadrados – três vezes maior do que a primeira edição (11 mil metros quadrados) – disponíveis para 270 empresas expositoras.

Além disso, uma pesquisa feita pela instituição com pré-credenciados para o evento mostra que os imóveis de dois ou três dormitórios devem ser os mais procurados, já que 22% dos visitantes buscam um imóvel com dois quartos, enquanto 13% querem um com três dormitórios.

O levantamento revela ainda que 61% das pessoas pretendem ir ao evento para comprar um imóvel residencial para uso próprio, sendo que 37% devem gastar entre R$ 100 mil e R$ 160 mil e a maioria (52%) terá o financiamento bancário como a principal fonte de recurso para realizar a compra da tão sonhada casa própria.

O Salão Imobiliário faz parte da Semana Imobiliária, também formada por eventos como a Expo Síndico e Convenção Secovi, que acontecem do meio-dia às 21h, na quinta e sexta-feiras, e das 10h às 21h, no sábado e domingo.

Bancos

Quem comparecer ao 4º Sisp encontrará condições especiais de financiamentos.

Das cinco instituições financeiras presentes no evento, quatro trabalharão com as taxas de juros reduzidas para as simulações realizadas no Salão, sendo este o caso do HSBC, que baixará em 1% os juros do crédito imobiliário para os visitantes de seu estande, da Nossa Caixa e Banco do Brasil, cujas reduções chegarão a 1,6 ponto percentual, e do Bradesco, que terá taxas variando de 7,80% a 11,50% anuais.

A CEF (Caixa Econômica Federal) também estará presente no Sisp, porém, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não oferecerá condições diferenciadas de taxas e prazos, mas irá emitir cartas de crédito durante o Salão, além de esclarecer os visitantes sobre os financiamentos que se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: InfoMoney / Por Gladys Ferraz Magalhães


Imóveis podem gerar R$ 2 bi em Campinas

22 setembro, 2009

SÃO PAULO – O setor da construção da região de Campinas, no Estado de São Paulo, está voltando aos eixos e o programa federal “Minha Casa, Minha Vida” (PMCMV), como vem acontecendo em todo o território nacional, é visto com bons olhos pelas entidades empresariais locais. Para o diretor de Vendas da construtora Helbor, Marcelo Bonanata, “a cidade de Campinas já disputa com Santos o posto de melhor mercado, fora de capitais estaduais, da empresa”, comentou.

Conforme a Diretoria Regional de Campinas do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), a cidade d está com grande potencial de construção até o final do ano. O fato se deve à aprovação de 710.308 metros quadrados de obras, levando em consideração residenciais, institucionais, comerciais e industriais. A reportagem apurou que a diretoria regional do Secovi-SP informa que o potencial de geração de receita, para as empresas, das aprovações é de R$ 2 bilhões.

No segmento residencial, o diretor do escritório regional de Campinas do Sindicato da Industria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Luiz Cláudio Amoroso, afirma que a perspectiva negativa e de insegurança passou tanto para os empresários e para a população. “O setor sente a variação da economia de forma muito brusca. A perspectiva da população, que influi muito no setor, está em fase otimista”, diz, pontuando o crédito que será fornecido pela Caixa Econômica Federal pelo PMCMV.

Amoroso destaca os dados de recente pesquisa do Sinduscon-SP, que prevê um crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção no Estado de São Paulo, ao analisar a região. “Se, mesmo durante a crise, um estudo do Sinduscon-SP, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou um crescimento de 3% no setor, agora esperamos um aumento de 5% até o fim de 2009″, observa.

Em geral, Amoroso espera um crescimento superior a 15% das empresas locais que direcionam projetos ao PMCMV. Um dos pontos que garantem a esperança para o segmento residencial é o déficit habitacional de Campinas, cidade em que a maioria dos empresários locais atua. De acordo com a Secretaria Municipal da Habitação, o déficit é de 40 mil unidades, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Segundo o secretário de Urbanismo de Campinas, Hélio Carlos Jarretta, a Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab -Campinas) calcula um déficit de aproximadamente 50 mil moradias.

Jarretta diz que a prefeitura já aprovou projetos para a construção de 19.300 unidades dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Dentro deste universo, 11.737 imóveis serão para famílias com renda entre 0 e 3 salários mínimos. As demais 7.563 edificações, para famílias com remuneração entre 3 e 10 salários mínimos. “Estão em fase de análise na prefeitura mais 24.117 unidades”, afirma Jarreta. Ele informa que, além das construtoras e incorporadoras locais, os projetos que passam pela prefeitura também pertencem a empresas de atuação nacional que já constroem na cidade há anos, mas não cita quais.

Médio padrão

Para a diretora da regional de Campinas do Secovi-SP, Kelma Elineide de Camargo, o mercado imobiliário residencial está em fase de crescimento notório, sem considerar a esperança causada pelo PMCMV. Ela cita ainda um aumento do interesse de jovens por apartamentos de médio padrão, cujos valores giram em trono de R$ 150 mil a R$ 400 mil.

“Eu tenho visto empreendimentos que têm 75% de suas unidades compradas por jovens”, afirma Kelma, que destaca um número elevado de jovens empreendedores na região.

Quem possui empresa local e não atua na construção para a classe econômica confirma um estado de aquecimento no mercado de médio e alto padrão residencial da cidade. Este é o caso do proprietário da construtora local CPN, Carlos Pinto Neto. Ele explica que a demanda pelos seus produtos não diminuiu bruscamente durante a tempestade financeira mundial: ele justifica a manutenção de seus negócios pela sua expertise no bairro em que atua, o Cambuí. “É o bairro mais nobre de Campinas. Sempre atuei nessa região e continuo lançando. Tenho mercado aqui.”

A CPN está com lançamentos cujas unidades têm o metro quadrado entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Mesmo investindo na região nobre, Pinto Neto critica a concentração de empreendimentos e acredita em um aquecimento geral do mercado de médio e alto padrão. “A região nobre está saturada. Acredito que, mesmo com uma taxa alta de rejeição da classe média e alta para as regiões periféricas, esse mercado vai crescer para além do bairro Cambuí.”

Outra que acredita no potencial desse mercado é a construtora Helbor. “Atuamos em Santos há 10 anos e em Campinas, aproximadamente há um ano e meio. Para nós, Campinas é tão bom mercado quanto Santos”, diz o diretor de Vendas da construtora Helbor, Marcelo Bonanata.

Desde que entrou no mercado campineiro, a Helbor lançou quatro empreendimentos: três residenciais e um comercial. A empresa trabalha com empreendimentos de médio e de alto padrão na cidade, e um deles, residencial, já todo vendido, tem o metro quadrado em torno de R$ 4 mil e valor geral de vendas (VGV) de R$ 20 milhões. Bonanata não fala sobre lançamentos este ano, mas garante que a Helbor prospecta alguns terrenos na região.

Bonanata diz que Campinas é uma “cidade com um mercado consolidado, não em fase de formação”. Ele afirma perceber um grande interesse da população local pelos empreendimentos de médio e de alto padrão.

Outras cidades

Em Piracicaba a situação é morna. Conforme o proprietário da Construtora Reynold, Roberto Alvarez, o divisor de águas para a cidade será a instalação da fábrica da Hyundai. No município de Limeira, também no interior do estado, o proprietário da Brasil Batistella, Paulo Brasil Batistella, descreve um tímido aumento da demanda por unidades entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, e diz que o PMCMV apenas complementará o aquecimento.

Prefeitura contabiliza 43 mil unidades em projetos enviados à Caixa Econômica ou em aprovação para o programa “Minha Casa, Minha Vida”. R$ 2 bilhões atraem construtora local.

Fonte: DCI – Diário Comércio, Indústria & Serviços


Cenário: Internet amplia importância nas vendas de imóveis

12 agosto, 2009

Está cada vez mais comum que os sites das incorporadoras e imobiliárias ofereçam serviços de corretores online que ajudam a esclarecer dúvidas de potenciais consumidores e, muitas vezes, agendam visitas aos plantões de vendas ou imóveis prontos. Segundo representantes do setor imobiliário, a tendência é de um aumento das vendas de imóveis iniciada pela internet.

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O volume de vendas e as estratégias de marketing das construtoras e imobiliárias, inclusive em redes sociais, são apresentados no cenário de Construção Civil, também disponível para assinantes de Telecom e TI. Tecnisa, MRV Engenharia, Itaplan, Tenda e Gafisa são algumas das empresas citadas.

Fonte: Yahoo Brasil Notícias – Por Chiara Quintão.


Imóveis de Alto Padrão Promovem Maior Qualidade de Vida Aos Moradores

12 agosto, 2009

Viver bem traz felicidade. Estudos indicam que o bem-estar está associado à longevidade.

Se para alguns a qualidade de vida está ligada apenas à alimentação e prática de exercícios físicos, para outros este conjunto subjetivo de valores vai além. São pessoas que buscam em cada detalhe maior conforto que resulte em benefício para o corpo e a mente, agregando ao espaço em que moram elementos que potencializam a sensação de bem-estar. Os empreendimentos da construtora San Remo, em Curitiba, estão alinhados com estes interesses e oferecem ambientes amplos, iluminados e automatizados, para conforto dos moradores, em edifícios equipados com toda a infraestrutura para o lazer e a prática de exercícios, sem precisar sair de casa.

Um estudo da Universidade de Boston, publicado no Jornal da Sociedade Americana de Geriatria em abril deste ano, revelou que o otimismo e o bom humor ajudam a viver mais. “Todos os dias sinto o prazer de sair para o trabalho e saber que voltarei para um apartamento como o meu”, conta o empresário Edson Junior Calaes. Mesmo morando sozinho, Calaes investiu em um imóvel de alto padrão da San Remo para agregar valor aos momentos pessoais. Foi em busca de conforto e segurança que ele encontrou no Maison Classique um local que traria também a possibilidade de estimular a vida social, com espaço para receber os amigos. “As salas do apartamento são muito amplas. É ótimo poder recepcionar os amigos em um ambiente como esse”, afirma.

No mercado de imóveis de São Paulo e Rio de Janeiro, os lançamentos trazem novidades que somam à vida dos moradores momentos de qualidade. São três linhas de destaque: imóveis de luxo, megacondomínios e empreendimentos auto-sustentáveis. Para o diretor institucional do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), professor do curso de MBA de Gestão de Luxo e diretor da Felisoni Consultores Associados, Eduardo Terra, os imóveis de luxo têm recebido cada vez mais tratamento de marca, com designs exclusivos e atendimento diferenciado ao cliente. “Vai desde a maneira como se recebe um futuro comprador, servindo champagnhe e recebendo-o em salas elegantemente decoradas, até a forma como é entregue a chave deste imóvel, que deixa de ser um simples apartamento para se tornar um bem de luxo”.

Foi o que aconteceu com a San Remo. No momento em que erguia a torre do Maison Classique, localizado em uma região alta e central da cidade de Curitiba, enlaçou o empreendimento com uma fita vermelha, oferecendo-o como um presente à cidade. No interior do edifício, pisos de mármore importado e espaços equipados para fitness unem o luxo à qualidade de vida e o bem-estar à saúde física e mental. “A tendência ainda é investir em ambientes de lazer. Há uma preocupação maior com hobbies e o entretenimento. Antigamente casa era apenas para morar. Hoje se vê um desfrute maior deste espaço”, pontua Terra.
As garagens têm aparecido com duas a seis vagas para cada apartamento, além daquelas reservadas aos visitantes. Biblioteca e home office estão nos projetos dos condomínios, e serviços de concierge ganham profissionalismo com funcionários treinados pela Associação Brasileira de Concierges dos Grandes Hotéis (responsável pelos serviços dos hotéis Fasano, Renaissance, Hilton e Meliá).

INOVAÇÕES E TENDÊNCIAS DO SETOR

De acordo com a empresa avaliadora Bolsa de Imóveis do Rio de Janeiro, os empreendimentos de luxo trazem hoje clubes, cave de vinhos e espaços de lazer, como o Gourmet, tendência que se mantém. Nos megacondomínios, a praticidade de serviços que ficam dentro do empreendimento evita grandes deslocamentos pela cidade, um conforto essencial para quem busca segurança. Na onda da preservação ambiental, os eco-condomínios usam materiais reciclados e priorizam a reutilização de água, a coleta seletiva de lixo e o plantio de árvores para minimizar o impacto ambiental do empreendimento. Outro conceito inovador em imóveis de alto padrão é o air home, em que prevalece o pé-direito alto, às vezes duplo, e a valorização dos espaços como varandas e terraços. Aliado ao all expand, com portas de vidro que se abrem totalmente integrando a sala ao terraço, o morador ganha ainda mais amplitude. Com estes recursos arquitetônicos, viver em apartamento em uma grande cidade deixa de significar pouco espaço e entrada de luz. Relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) já atestaram que a correta exposição aos raios solares ajuda na absorção da vitamina D, melhora o humor, fortalece os ossos e previne a propagação de doenças infecciosas.

Nos imóveis da San Remo, a união de todas estas tendências está presente. É o que atestam os moradores. Segurança, privacidade e qualidade de vida eram itens que estavam na mente do engenheiro e empresário Nilson Cunha Júnior, de 41 anos, e da administradora de empresas Simone Sanches Cunha, de 36 anos. Casados há oito anos, eles resolveram trocar uma casa por um apartamento, sem perder com isso o espaço. “Queríamos a privacidade e a liberdade de uma casa aliada à segurança de um apartamento”, disseram. Encontraram no Maison Classique não somente estes, mas também outros quesitos. “Algumas condições do imóvel proporcionam melhor aproveitamento do tempo”, diz ele que, assim, passa a ter mais convivência com a esposa e as duas filhas. “A área de lazer traz momentos de relaxamento, com o uso da sauna ou da piscina. A academia evita o sedentarismo. O reaproveitamento de água da chuva e a caldeira única para o sistema de água quente preservam a natureza, o que é fundamental quando pensamos no futuro das nossas filhas”, completa a empresária Simone.

Um pouco sobre a San Remo

Especializada na construção de edifícios residenciais e comerciais de luxo, a Construtora San Remo consolida-se como uma das empresas mais conceituadas no mercado da construção civil em Curitiba. Com 27 anos de atuação, a empresa destaca-se por oferecer obras de altíssimo padrão, com acabamento superior e atenção em cada detalhe. À frente dos empreendimentos está o engenheiro João Carlos Perussolo.

Fonte: Mcomm Comunicação Dirigida


Feira de Imóveis 2009 é adiada para novembro

10 agosto, 2009

A decisão foi tomada em função das orientações da Saúde para evitar aglomerações em função da circulação do vírus H1N1.

A Feira e Imóveis 2009, programada ser realizada de 12 a 15 deste mês, foi adianda para o período de 4 a 8 de novembro. A decisão foi tomada em função das orientações da Saúde para evitar aglomerações em função da circulação do vírus H1N1.

De acordo com o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PR), Gustavo Selig, a decisão de adiar o evento não acarretará impacto nas vendas dos imóveis, uma vez que o setor da construção civil está aquecido e com grande potencial mercadológico. “Como entidade ética, temos que nos preocupar com o bem-estar e a saúde da população, mesmo que tenhamos prejuízos em relação a uma mudança de data do evento”, ressaltou.

“Queremos manter a percepção de confiança e segurança que a comunidade sempre depositou nos expositores da Feira de Imóveis, nestes 18 anos de realização, traduzindo nossa preocupação com o momento e dando exemplos com atitudes concretas de sustentabilidade”, explica o presidente da Ademi-PR, entidade responsável pela organização da Feira de Imóveis.
Considerado o maior evento imobiliário do Paraná, e um dos principais do Brasil, a feira deve impulsionar o setor como um todo, onde serão oferecidos mais de 15 mil imóveis, entre novos, usados e na planta (apartamentos, casas, sobrados, terrenos, salas comerciais e outros), para venda e locação.

Participam do evento aproximadamente 60 expositores, as principais construtoras, imobiliárias e empresas ligadas ao setor, bem como entidades parceiras da Ademi-PR. Entre elas, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon – PR), a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (ASBEA –PR), o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP-PR), o Conselho Regional de Corretores de Imóvel do Paraná (CRECI) e a Câmara de Valores Imobiliários do Paraná (CVI-PR).

Fonte: Bem Paraná


Imóveis corporativos de luxo voltam a atrair os empresários

7 agosto, 2009

SÃO PAULO – A volta da confiança no desempenho da economia brasileira começa a estimular novamente empresários brasileiros e estrangeiros aos investimentos no mercado imobiliário corporativo. É o que mostra levantamento da Colliers International sobre o segundo trimestre de 2009, em São Paulo. No estudo, empresas de várias áreas voltaram a enfocar a expansão de suas infraestruturas, o que provocou aumento nas consultas e decisões imobiliárias no fim do período, principalmente entre empreendimentos de alto padrão, afirma André Strumpf, da divisão de escritórios da Colliers.

Segundo os dados da Colliers, o mercado de escritórios em edifícios A e A+ (considerados de alto padrão) ocupa, hoje, 1.123.112 metros quadrados em São Paulo. As áreas disponíveis representam 83.562 metros quadrados, distribuídas nas principais regiões de escritórios da capital, e respondem a vacância de 5,3% nos edifícios A+ e de 6,9% nos edifícios A.

A consultoria estima que até o final de 2009 se dê o incremento de quase 160 mil m² de novas áreas de escritórios, número sustentado pela entrega de cinco empreendimentos, com destaque para as torres do International Plaza II (Itaim) e do Grupo Santander (Vila Olímpia). Para André Strumpf, tais dados permitem estimar para o final deste ano estoque de 1.366.430 m² e vacância não superior a 11%, denotando um mercado saudável e resistente.

“Percebemos que em razão da crise financeira mundial, muitas empresas, principalmente aquelas que são ligadas ao setor imobiliário, como as da indústria automobilística e de autopeças, foram mais cautelosas nas tomadas de decisão. Antes, elas não vislumbravam um horizonte de mudança. Porém, tais medidas se reverteram no final de junho, quando este horizonte passou a existir e os processos de mudança e expansão aconteceram de novo”, declarou o executivo da Colliers.

Recorde

Um exemplo de negócio bem-sucedido no segmento de imóveis corporativos de luxo são os complexos urbanísticos de alto padrão desenhados pela AlphaVille Urbanismo, que com 14 anos de existência já contabiliza mais de 35 milhões de metros quadrados de urbanização, número que saltará para cerca de 140 milhões até 2012, como afirma Fábio Valle, diretor comercial da empresa.

O desempenho de vendas do segmento surpreende quando vem a notícia de que o AlphaVille Granja Viana, lançado no mês passado pela corporação, e que consumiu aporte de R$ 30 milhões, viu nas primeiras quatro horas de abertura do estande 80% dos lotes do empreendimento comercializados, o que gerou um VGV (valor geral de vendas) de R$ 80 milhões. Os lotes comerciais vendidos saem a R$ 800 o m².

“Percebemos um mercado bastante otimista e clientes cada vez mais seletivos na escolha dos empreendimentos. Eles estão em busca de conceitos diferenciados, imóveis ecologicamente corretos e sustentáveis, justamente por perceberem ser uma grande oportunidade de investimento, de alta liquidez e grande aceitação e valorização comercial”, disse Valle.

Projetado em uma área de mais de 600 m², dos quais 380.241 m² correspondem a áreas verdes, o AlphaVille Granja Viana reunirá 304 lotes residenciais e 29 lotes comerciais. Valle explica que estes lotes comerciais localizam-se junto a entrada do empreendimento, do lado externo, o que possibilita que serviços como farmácias, padarias, lojas de confecção e escolas de inglês lá instalados, se beneficiem da boa localização e de toda a infraestrutura do complexo urbanístico.

A perspectiva da retomada do crescimento da economia também traz expectativas de negócios a shopping centers, a escritórios pequenos, de 30m² a 40 m², e a galpões industriais de grande porte. Afirmativa que vem ao encontro do otimismo observado nas palavras de João Crestana, reeleito recentemente presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) que também crê no potencial do mercado corporativo.

“Os investidores estão ativos na procura por imóveis desta categoria porque acreditam que o Brasil está andando, sem nenhuma euforia, é claro, mas bem melhor do que vem acontecendo lá fora. Isto significa novos negócios todos os dias e novas empresas à procura de sede”, diz o presidente da entidade, afirmando que tal momento de euforia pode ser comparado ao de 2000, quando empreendimentos dirigidos às classes média e média alta cresciam cerca de 10% ao ano.

Fábio Rossi, diretor de Marketing da Itaplan Imóveis, também engrossa o coro e reforça que o ” melhor investimento ainda é o mercado imobiliário”. A Itaplan prevê o lançamento de 56 empreendimentos comerciais e residenciais. Entre eles encontram-se imóveis que vão de R$ 150 mil a R$ 1 milhão. Eles esperam vender 7,8 mil unidades até o final de 2009, o que contabiliza um retorno de R$ 1,2 bilhão à companhia.

Fonte: DCI – Diário Comércio, Indústria & Serviços.


Programa Minha Casa, Minha Vida já contratou 22 mil moradias

3 agosto, 2009

35% desse total foram para pessoas com renda de até 3 salários mínimos. Governo quer fazer 1 milhão de casas para quem ganha até 10 mínimos.

A Caixa Econômica Federal recebeu 920 propostas para financiamento de habitações pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que totalizam pedidos de construção de 182,5 mil moradias. Os números se referem a pedidos feitos até o último dia 23. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), desse total já foram contratadas mais de 22 mil habitações, no valor de R$ 1,4 bilhão.

Dessas 22 mil unidades, cerca de 35% ou 7.751 moradias, são financiamentos para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), principal alvo do programa que tenta reduzir o déficit habitacional no país, que é de mais de 7 milhões de moradias, segundo avaliação da CBIC. A meta do programa Minha Casa, Minha Vida é construir pelo menos 400 mil habitações para famílias nessa faixa de renda.

Dos financiamentos já aprovados pela Caixa, 9.597 moradias (43,4%) atendem a famílias que têm renda entre três e seis salários mínimos (entre R$ 1.395 e R$ 2.790). Essa é a faixa de renda com maior montante financeiro já aprovado pelo banco, cerca de R$ 624 milhões. O objetivo do governo também é financiar até 400 mil habitações para quem recebe até seis salários mínimos.

A Caixa também já acordou o financiamento de outras 4.745 moradias para quem recebe entre seis e dez salários mínimos (de R$ 2.790 a R$ 4.650). Isso representa pouco mais de 21,4% das 22 mil unidades contratadas até o último dia 23.

Os 920 pedidos de financiamento entregues para a Caixa até agora, se aprovados, somam mais de R$ 11,3 bilhões. Ao todo, o programa prevê financiamento de até R$ 34 bilhões subsidiados pelos cofres públicos para construir até 1 milhão de habitações. Contando o montante de financiamento sem subsídio público, o programa pode chegar até a R$ 60 bilhões.

Problemas

O vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse que a execução do programa está dentro das expectativas do mercado e explicou que é mais difícil financiar moradias para a faixa de renda entre zero e três salários mínimos por questões burocráticas e de falta de informações do mercado.

“Nessa faixa de renda, dependemos de aprovação de técnicos da Caixa, de projetos das prefeituras e ainda de informações de mercado que não temos. Tem prefeituras, por exemplo, que não têm nem um CAD [programa de computador que faz projetos de engenharia] e precisamos fazer os projetos à mão, na prancheta. E não estou falando de prefeituras pequenas, de interior”, afirmou.

Mas os problemas não estão só na esfera pública quando o assunto é habitação para pessoas de baixa renda. Há problemas no setor de construção também, segundo Martins. “Outro exemplo é a questão de mercado. Nós precisamos, por exemplo, unificar os custos sociais das obras. Em Santa Catarina, por exemplo, há 18 Sinduscons [Sindicatos da Indústria da Construção] e cada um deles tem um custo, por obra, nessa questão. Custos de quanto se paga de cesta básica, ou vale alimentação, do equipamento de segurança. Então, estamos pedindo que esses sindicatos se reúnam e definam preços básicos para toda sua região de abrangência. Com isso, fica mais fácil de calcular o custo da habitação”, explica o vice-presidente da CBIC.

Segundo Martins, outro motivo para o programa estar menos acelerado na faixa de renda até três salários mínimos é a greve dos funcionários da Caixa, que terminou em junho. “Justamente as áreas técnicas que analisavam essas propostas estavam em greve e com pouca atividade desde o lançamento do programa, em 13 de abril, e isso atrasou um pouco o andamento desses financiamentos”, reclamou.

O programa

O programa Minha Casa, Minha Vida foi lançado pelo governo no dia 25 de março deste ano, mas a operacionalização começou em 13 de abril. O objetivo do governo é construir até um milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos.

Desse total, 400 mil moradias são para famílias com renda entre zero e três salários mínimos, outras 400 mil para famílias com renda de até seis salários mínimos e mais 200 mil habitações para quem tem renda entre seis e dez salários mínimos.

Para a menor faixa salarial, o governo pretende desembolsar até R$ 16 bilhões para subsidiar a construção das moradias e manter um fundo garantidor que preserve as negociações das inadimplências.

Fonte: G1


Gafisa tem lucro 35% maior no segundo trimestre, de R$57,8 milhões

2 agosto, 2009

São Paulo (Reuters) – A Gafisa, uma das maiores incorporadoras residenciais do país, anunciou no final da noite de sexta-feira lucro líquido de 57,8 milhões de reais no segundo trimestre, 35% maior que os 42,8 milhões de reais um ano antes.

Os lançamentos de empreendimentos de abril a junho foram menos da metade na comparação com igual intervalo de 2008, em meio ao esforço da empresa para reduzir os estoques de imóveis.

As vendas contratadas da Gafisa somaram 835 milhões de reais nos três meses até junho, alta de 9 por cento na comparação anual. Os lançamentos, enquanto isso, caíram de 1,409 bilhão de reais para 626 milhões de reais.

A receita operacional líquida no segundo trimestre, calculada em função do andamento da obra, avançou 54 por cento frente ao segundo trimestre de 2008, para 705,8 milhões de reais.
O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da companhia foi de 138,6 milhões de reais, ante 78,7 milhões de reais um ano antes.

A Gafisa é a primeira das três grandes construtoras que integram o Ibovespa a divulgar os resultados do segundo trimestre.

Fonte: O GLOBO – Texto de Cesar Bianconi