Imóveis em Curitiba

27 Agosto, 2008

Quem está procurando um imóvel para comprar ou alugar acaba mudando sua maneira de andar pela cidade: fica sempre atento para as placas nas casas ou nos prédios, à procura de uma oportunidade. Mas, às vezes, passando rápido, não consegue anotar o telefone ou a imobiliária de um imóvel que lhe interessou. E depois, mesmo sabendo o endereço, fica muito difícil encontrar aquele imóvel específico nos sites das imobiliárias. Para esses casos, ou simplesmente para quem gosta de procurar imóveis pela localização, o site www.imobilien.com.br é uma novidade que certamente vai agradar.


Diferentemente de todos os demais sites de busca de imóveis, o imobilien apresenta os resultados não em intermináveis listas, mas sobre um enorme mapa da cidade, com base na tecnologia do Google Maps. O usuário pode escolher seus critérios de busca e navegar pelo mapa para encontrar os imóveis a venda ou aluguel em determinada região da cidade ou até mesmo em uma determinada quadra.

Além da navegação pelo mapa, outro grande diferencial do imobilien é que anunciar é gratuito para imobiliárias. O objetivo é que o site funcione como um mecanismo de busca, como o Google, colocando num mesmo espaço imóveis de várias imobiliárias da cidade. Sem cobrar das imobiliárias, o imobilien pretende ter todos os imóveis da cidade, facilitando a vida de quem procura imóveis.

O gerente da empresa, Marcos Ricardo dos Santos explica: “Ao contrario de que muitos pensam, nosso objetivo não é popularizar para depois começar a cobrar das imobiliárias. Nunca cobraremos o anúncio das imobiliárias, pois queremos disponibilizar todos os imóveis da cidade para o usuário. Nossa principal fonte de receita será publicidade.”

Esse modelo de negócio é inédito no Brasil, mas já faz grande sucesso nos Estados Unidos e Europa. Alguns sites líderes de mercado são o www.trulia.com, o www.zillow.com e o www.globrix.co.uk.


Incorporadoras de todo país invadem Curitiba com lançamentos imobiliários.

25 Agosto, 2008

Em crise por um longo período que durou até 2006, quando desapareceram do mercado local boa parte das construtoras e incorporadoras mais tradicionais, Curitiba enfrenta um “boom” sem precedentes no mercado imobiliário. Nada menos que 12 das 27 grandes empresas que abriram seu capital e foram ao mercado de ações fazer captações entre 2006 e 2007 desembarcaram na cidade com grandes projetos.

A ida ao mercado resultou num volume de recursos estimado em R$ 18 bilhões - dinheiro suficiente para investir em novos empreendimentos e outros mercados. A estimativa é a de que, apenas entre o final de 2007 e 2008, sejam lançados projetos com potencial de vendas num valor aproximado de R$ 1,3 bilhão na capital e em municípios da região metropolitana de Curitiba. “O primeiro sinal deste aquecimento foi o aumento absurdo no preço dos terrenos com casos em que o valor está batendo em R$ 2 mil o metro quadrado, mais do dobro do que era pedido há alguns anos”, conta o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Pinheiro Franck. Segundo o Sinduscon-PR, o volume liberado pela Prefeitura de Curitiba para novas construções em 2008 - janeiro a junho - atingiu 1,46 milhão de metros quadrados, um aumento de 73% em relação ao mesmo período em 2007 - janeiro a junho - 846 mil m2.

Também o número de quase 10 mil unidades liberadas é superior em 78% quando comparado com o mesmo período de 2007 que atingiu 5.5 mil unidades. Do total de 10 mil unidades liberadas para novas construções, 9.07 mil unidades, ou 91% delas, serão destinadas ao uso residencial. De janeiro a junho de 2008 foram lançados 2.079 unidades/apartamentos em empreendimentos residenciais verticais (acima de quatro andares) - 80% a mais do que foi lançado no mesmo período de 2007 (1.155 unidades).

As empresas estão desembarcando com novos conceitos, ou mesmo para trabalhar em setores tradicionais para todas as faixas: desde empreedimentos econômicos até projetos milionários. “Como mercado ficou muito tempo parado e sem lançamentos, está ávido por novas ofertas de qualquer categoria”, resume o presidente do Sinduscon-PR. A última a anunciar seu desembarque na região de Curitiba, por exemplo, a Inpar, uma das maiores incorporadoras do país, veio com sua divisão ViVer Empreendimentos Imobiliários, com foco no segmento econômico, para desenvolver projetos com unidades entre R$ 60 mil e R$ 130 mil. Ela irá construir em Sao José dos Pinhais, o ViVer Bosque que, na primeira fase, terá 472 unidades ao preço médio de R$ 92 mil e potencial de vendas projetado em R$ 44 milhões direcionado a famílias com renda mensal a partir de R$ 2.500 (ou seis salarios mínimos).

Boa parte das empresa está escolhendo o caminho das parcerias, fusões e joint ventures com empresas locais - que conhecem o mercado curitibano mas não têm, nem de perto, seu poder de iniciativa, mas muitas estão vindo sozinhas. A Rossi associou-se à Thá, a PDG Realty à LN e a Goldsztein Cyrela ao Grupo Dória, a última anunciando uma previsão de investimentos de R$ 150 milhões em 2008. Já a Gafisa e a Abyara, de São Paulo, entraram sozinhas. Michel Wurman, vice-presidente da PDG Realty, que captou no ano passado R$ 1,5 bilhão com lançamento de ações e debêntures, planeja lançar com a LN entre dois e cinco empreendimentos por ano em Curitiba. “O mercado imobiliário está pronto para decolar, principalmente pelo financiamento de longo prazo”, explicou. Já a InCons S/A Incorporadora e Construtora, de São Paulo, anunciou dois empreendimentos imobiliários com lançamentos previstos em 2008 - o primeiro já foi o Condomínio Clube New Age, localizado próximo ao Shopping Palladium, no bairro Portão, com potencial de vendas de R$ 110 milhões.

Um exemplo do poder de fogo das novas empresas é o mega-empreendimento de 560 unidades no Cristo Rei, lançado pela Abyara no final de 2006 com investimentos superiores a R$ 200 milhões e que introduziu o conceito de “condomínio-clube”, em Curitiba e que fazem muito sucesso em São Paulo. Com preços médios entre R$ 400 mil e R$ 500 mil o empreendimento já está com 95% das unidades vendidas em apenas seis meses de comercialização, segundo Paola Alambert, diretora de marketing do setor de incorporações da Abyara. Com isso, a empresa lançou em julho mais um projeto com 392 unidades dentro do mesmo conceito e investimento semelhante com o nome de Reserva Ecoville. “Chegamos à cidade no momento certo e com possibilidades de obtenção de crédito mais fácil e de mais longo prazo, em até 30 anos para o comprador”, diz Paola.

Há um pouco mais de tempo na capital paranaense, a construtora mineira MRV Engenharia, líder no mercado de construção residencial para a classe média no Brasil, também detectou o “boom” e está promovendo uma grande expansão dos seus negócios locais. A empresa lançou seu primeiro empreendimento na cidade em 1999 e hoje possui 18 residenciais com 1.138 unidades lançadas. Nos últimos tempos a MRV estocou 144,5 mil metros quadrados em terrenos para lançar 1.090 unidades residenciais em seis novos empreendimentos que juntos possuem potencial de vendas de R$ 116,5 milhões. Todos deverão ser residenciais na linha de condomínios fechados verticais, que obtiveram grande aceitação pelos curitibanos.

A Gafisa, por sua vez, está no seu segundo empreendimento com padrão de comercialização acima de R$ 200 mil, mas segundo seu diretor de incorporação, Antônio Ferreira, “dentro de 30 dias estaremos fazendo lançamentos dentro da nossa linha FIT, mais popular, com imóveis entre R$ 80 mil a R$ 200 mil. Curitiba é um mercado bastante amplo e com muitas tendências”, diz. O primeiro lançamento Ville Soleil, tinha unidades entre R$ 500 mil a R$ 800 mil e o segundo, o Orbit, vendeu 144 unidades entre R$ 300 mil a R$ 420 mil. “A cidade tinha poucos lançamentos e havia uma certa inibição nas empresas locais em virtude das dificuldades que enfrentavam e do preço baixo dos imóveis”, acrescenta. Segundo ele, a única grande diferença do curitibano para os compradores de outros estados onde a empresa opera é a preferência por adquirir o imóvel quando está em construção e não no momento do lançamento como acontece em São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: Gazeta Mercantil