O programa habitacional do governo ‘Minha Casa, Minha Vida’ terá sorteio, se demanda for maior que número de casas

14 abril, 2009

O programa habitacional do governo federal, batizado de Minha Casa, Minha Vida, terá sorteios, caso o número de famílias inscritas ultrapasse a quantidade de imóveis ofertados.

De acordo com a assessoria de imprensa da CEF (Caixa Econômica Federal), o sorteio será por empreendimento e acontecerá somente entre as famílias com renda de zero a três salários mínimos.

Para aqueles com ganhos acima deste valor, a seleção acontecerá por ordem de chegada.

Programa

Lançado no último dia 25 de março, o pacote habitacional do governo federal irá investir cerca de R$ 34 bilhões na construção de 1 milhão de moradias destinadas à população com rendimentos de até 10 salários mínimos.

Os recursos virão da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e serão divididos de acordo com a faixa de renda dos beneficiados. Para as famílias com renda de até três salários mínimos, serão construídas 400 mil moradias, com investimentos de R$ 16 bilhões.

Para as famílias com renda de três a seis salários mínimos, o programa também construirá 400 mil residências, com previsão de investimentos de R$ 10 bilhões, e, para aqueles que ganham de seis a 10 mínimos, serão 200 mil moradias.

Como participar?

Segundo nota divulgada pela Caixa na última segunda-feira (13), para o público com rendimentos de zero a três salários mínimos, a inscrição e a seleção dos participantes serão feitas pelos estados e municípios, sendo que só poderão participar pessoas não beneficiadas anteriormente em programa habitacional social do governo e que não tenham casa própria ou financiamento ativo em todo o território nacional.

Já os interessados com renda superior a três mínimos deverão procurar diretamente as construtoras. Neste caso, o candidato não pode ser detentor de financiamento ativo nas condições do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), nem ser proprietário, cessionário ou promitente comprador ou titular de direito de aquisição de outro imóvel residencial urbano ou rural, situado no atual local de domicílio.

Para todos os casos, devem ser apresentados carteira de identidade, CPF e comprovante de renda formal e informal, lembrando que, para quem recebe de zero a três salários mínimos, não haverá análise de risco de crédito ou de capacidade de pagamento.

Fonte: Infomoney


Programa habitacional do Governo ‘Minha casa, minha vida’

13 abril, 2009

No site da Caixa, você encontra todas as informações sobre o programa habitacional do Governo Federal ‘Minha casa, minha vida’ e também podem fazer uma simulação.

Clique aqui para acessar o site da Caixa, ou clique aqui para buscar o seu futuro imóvel.


Pacote habitacional vai alavancar setor imobiliário no País

3 março, 2009

imoveisMesmo sem ter sido divulgado em detalhes, o pacote habitacional do governo federal – que promete financiar a casa própria para cerca de um milhão de famílias -, movimenta o mercado imobiliário e empolga futuros compradores.

Mas todo o alvoroço que a medida do governo promete causar, aconselham os especialistas, deve ser contido. “As pessoas precisam lembrar que a casa própria é o maior bem, portanto é necessário ter certos cuidados para que o sonho não acabe se tornando um pesadelo”, destaca Tiago Antolini, diretor da AMM (Associação dos Mutuários e Moradores das Regiões Sul e Sudeste do Brasil).

Atualmente o déficit de residências no Brasil supera os 8 milhões de habitações. “Por isso, as especulações sobre o pacote, que já deveria ter sido anunciado em meados de janeiro, causam muita expectativa. A promessa é de que o governo vai financiar residências, a juros menores e prazos maiores”, explica Antolini.

Entidades de defesa do consumidor como o Procon-SP e a ProTeste destacam medidas importantes antes da aquisição. “Em casos de imóveis novos, os compradores precisam verificar a construtora, saber seus antecedentes e se atentar para a localização da residência. Visitas prévias são indispensáveis”, orienta o técnico do Procon -SP, Carlos Guedes.

Para imóveis adquiridos na planta, os cuidados devem ser ainda maiores, adverte Antolini. “O histórico da empreendedora é o principal ponto, além disso, o comprador deve visitar imóveis da construtora e conversar com outras pessoas que já tenham adquirido residências”.

Para imóveis usados, o importante é saber se os documentos estão em ordem. “Há mais de sete mil mutuários na Região Metropolitana que enfrentam problemas com imóveis usados. Muitos compram na empolgação e acabam sem o bem, depois de descobrir pendências judiciais dos antigos proprietários, como partilha de bens entre casais, por exemplo”, afirma o diretor da AMM.

Para Antolini, os compradores não devem investir mais do que 20% da renda na aquisição do imóvel. “Quanto mais se aplica, maior é o risco de se tornar inadimplente. Além disso, é importante lembrar que os gastos vão além do valor do imóvel (veja tabela ao lado)”.

A AMM presta consultoria gratuita aos mutuários – pelo telefone 0800- 7729660. “É importante que os compradores tirem as dúvidas antes de comprar, porque, infelizmente, a maior parte das pessoas que atendemos já se envolveu em algum tipo de problema”, destaca Antolini.

Fonte: Diario do Grande ABC


Construtoras terão R$ 10 bilhões para capital de giro, diz Fazenda

30 outubro, 2008

Os recursos serão provenientes da caderneta de poupança.
Do valor total, Caixa Econômica disponibilizará R$ 3 bilhões.

O Ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira (29) que as empresas que atuam na construção habitacional poderão contar com cerca de R$ 10 bilhões a mais em linhas de capital de giro.

O governo informou que os recursos serão provenientes da caderneta de poupança. A medida foi adotada para facilitar o acesso ao crédito para estas empresas, diz o governo federal.
Segundo o Ministério da Fazenda, para possibilitar a lilberação destes R$10 bilhões da poupança pelos bancos, passará a ser permitida a aplicação de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em capital de giro para construtoras, o que era vetado até o momento.

Esta permissão se aplica a todas as instituições financeiras que operam com recursos do SBPE e estará limitada a até 5% do saldo da poupança (R$ 205 bilhões no fim de setembro). Os recursos serão aplicados nas condições atuais do SBPE.

Linha de crédito da Caixa

O Ministério da Fazenda informou que, do valor total, R$ 3 bilhões são da Caixa Econômica Federal e R$ 7 bilhões de outras instituições financeiras. A linha da Caixa contará com um mecanismo de garantias adicionais - com o objetivo de reduzir a percepção de risco.

O governo permitirá que a Caixa mantenha em um fundo de reserva, parte dos dividendos que seriam distribuídos para a União. Com esses recursos, forma-se um lastro que garantirá até 35% do valor das operações realizadas pela Caixa, diz a Fazenda. O valor total dos dividendos que pode ser retido é, portanto, de R$ 1,05 bilhão.

O Ministério da Fazenda salientou que essa reserva só será utilizada em “última instância”, pois serão exigidas as garantias habituais dos proponentes. Ela serve apenas, diz o governo, como “garantia adicional” para reduzir a percepção de risco das operações. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições para os financiamentos.

Fonte: G1


Ações de construtoras têm alta após anúncio de crédito

22 outubro, 2008

O anúncio de que o governo destinará até R$ 4 bilhões para a construção civil animou ontem as empresas do setor listadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Apesar de o Ibovespa (índice de preços médios praticados na Bolsa) ter caído 1,01%, a maioria das construtoras registrou fortes valorização de seus papéis.

As maiores altas ficaram com Abyara (20,12%), Tenda (15,26%) e Agra (10,71%), porém as ações de tais empresas ainda permanecem cotadas a menos de R$ 2. Empresas com papéis mais valorizados também subiram bastante hoje, como a Rossi (11,94%), Klabin Segall (9,71%), Cyrela (9,21%) e PDG Realty (5,40%).

As ações da Gafisa também subiram 7,41%. Além do anúncio do governo, foram impulsionadas pela venda de 5% de seus ADRs (papéis em circulação na Bolsa de Nova York) ao milionário americano Sam Zell. Hoje, o banco Fator melhorou a recomendação dos papéis da Gafisa, classificando-os como atraentes para compra.

O setor de construção civil foi o mais penalizado, mesmo antes de o início da crise. De agosto até a semana passada, as ações das empresas da área tinham perdido, em média, 60% de seu valor.

As construtoras já vinham sofrendo antes porque, segundo analistas, com a abundância de liquidez, muitas empresas pequenas e despreparadas abriram seu capital. Porém, fizeram planejamentos inadequados e, com a restrição ao crédito, não manterão a previsão de lançamentos. Várias delas reviram suas metas nas últimas semanas.

O anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, anteontem, no entanto, parece ter dado nova injeção de ânimo ao setor, que tem demanda por 8 milhões de moradias. Apesar de não ter entrado em detalhes, o ministro disse que o reforço de R$ 4 bilhões deverá ser feito via BNDES.

O crédito seria liberado, segundo ele, porque as empresas tinham sinalizado com deficiência em capital de giro. “O governo está montando um sistema para viabilizar esses investimentos’’, afirmou Mantega.

Fonte: Jcnet


Pacote de ajuda à construção civil pode chegar a R$ 4 bilhões

21 outubro, 2008

O pacote de medidas de ajuda do governo ao setor da construção civil envolverá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF), num aporte conjunto de recursos para capitalização das construtoras. A Caixa lançará linha de crédito especial voltada a capital de giro; o BNDES subscreverá debêntures e participará do capital de empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

O governo ainda não bateu o martelo em torno do valor total do pacote, que pode ir de R$ 2,5 bilhões a R$ 4 bilhões, para serem desembolsados imediatamente. As medidas, delineadas há uma semana, aguardam a aprovação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se o sinal verde for dado até amanhã, as medidas podem ser anunciadas na abertura do 80º Encontro Nacional da Indústria da Construção, em São Luiz (MA). No encontro, Lula será representado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Caixa e BNDES devem dividir meio a meio o ônus financeiro do programa. Segundo fontes, o objetivo do programa, além de permitir a conclusão de empreendimentos imobiliários já iniciados, é facilitar processos de eventuais fusões e incorporações entre as companhias. De acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) há em torno de 100 mil construtoras no País, dos mais variados portes. Apenas 25 são listadas em bolsa. Doze são acompanhadas mais de perto pelo mercado financeiro.

A participação do BNDES se restringiria às companhias de capital aberto, com limite de participação acionária. Seria uma linha também de capital de giro, mas por meio de debêntures conversíveis em ações. Na modelagem, há cláusulas que definem a saída do banco e também proteções para que evitar conversão em época de extrema desvalorização dos papéis, como a atual.

O banco não quer ser acionista de construtoras e muito menos ter participação relevante no capital, dizem fontes que participaram da formatação das medidas. O papel do BNDES será o de fortalecer as empresas para a transição entre a crise e a normalidade de mercado, evitando quebradeira no setor. O objetivo emergencial é assegurar a conclusão de projetos previstos para 2009.

Fonte: Gazeta do Povo