Vendas de imóveis nos EUA frustram investidores

25 junho, 2009

O desempenho abaixo do esperado do mercado imobiliário nos Estados Unidos e a expectativa sobre a decisão do Federal Reserve (Fed), que decide hoje como ficarão as taxas de juros no país, ditaram ontem o clima de cautela nas bolsas mundiais. Nos EUA, enquanto o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 0,19%, o S&P subiu 0,23% e a Nasdaq caiu 0,07%.
Na Europa, a Bolsa de Londres recuou 0,10%, a de Frankfurt subiu 0,29% e a de Paris caiu 0,21%.

Apesar de as vendas de imóveis usados nos EUA terem subido 2,4% em maio, pelo segundo mês consecutivo, para um taxa anualizada de 4,77 milhões de unidades, o resultado frustrou os analistas, que apostavam em alta de 2,6%.

Os números de abril ainda foram revisados para baixo pela Associação Nacional de Corretores Imobiliários, que faz o levantamento. No período, 4,66 milhões de imóveis foram vendidos no país, abaixo dos 4,68 milhões previstos inicialmente.

Entre as residências vendidas em maio, cerca de 33% foram execuções imobiliárias ou vendas com depreciação no valor. Embora esse porcentual seja elevado, está abaixo da faixa média de 45% a 50% do começo do ano. O preço médio de um imóvel usado nos EUA em maio estava em US$ 173 mil, 16,8% menos que um ano antes.

“É preciso que as vendas aumentem mais para estabilizar os preços”, comentou o economista da associação, Lawrence Yun. O dado positivo é que o estoque de casas caiu 3,5% em maio, para perto de 3,8 milhões.

Fonte: Ultimo Segundo.


Estabilização do mercado imobiliário depende do governo

12 novembro, 2008

O secretário do Tesouro Henry Paulson não parece o tipo de homem feliz ao ser enganado. Ainda assim ele tolera uma Casa Branca que permanece oposta a uma ação direta do governo para evitar as desapropriações – um programa que é essencial para manter milhões de americanos em suas casas e evitar uma crise financeira ainda pior.

Há cerca de três semanas, Sheila Bair, presidente do Federal Deposit Insurance Corp. (ou FDIC), disse ao Congresso que estava trabalhando em conjunto com o departamento de Paulson para desenvolver um robusto plano contra as desapropriações. Desde então, o Departamento do Tesouro o recusou e evitou enquanto a Casa Branca argumenta que já faz algo para ajudar os donos de imóveis.

Bush Obama
Obama e Bush conversam na Casa Branca / AP

Depois de um ano fazendo pouco para evitar uma onda de desapropriações, o problema está piorando. A inadimplência leva à desapropriação que abaixa os preços dos imóveis. Esta queda nos preços (juntamente com o aumento no desemprego, na renda e outra esperada onda de inadimplência) certamente levará a mais inadimplência e uma queda ainda maior nos preços, ameaçando os bancos responsáveis por empréstimos e prolongando a crise financeira.

Claramente, o sistema não irá se estabilizar até que os preços dos imóveis se estabilizem, e os bancos não irão emprestar livremente até que as perdas sobre hipotecas inadimplentes sejam abatidas.

A crise poderia não ter saído tanto de controle caso o governo tivesse iniciado um esforço rigoroso no ano passado para impedir a inadimplência. Ao invés disso, ele aquiesceu à indústria da hipoteca, defendendo as renegociações voluntárias caso a caso que não resolveram o problema.

Caso o pacote de resgate de US$700 bilhões desta gestão tenha qualquer esperança de funcionar, ele terá que lidar com o problema da desapropriação agora, e não depois.

O FDIC desenvolveu um plano razoável que está em uso, com resultados promissores, para renegociar as hipotecas inadimplentes do banco californiano IndyMac. De acordo com o plano, os bancos reestruturam as hipotecas em dificuldades (baixando os juros, prorrogando os termos do empréstimo ou adiando o pagamento de uma parcela do valor) para torná-las mais baratas. O objetivo é reduzir o pagamento mensal para cerca um terço da renda do beneficiado depois dos impostos.

O acordo também beneficia as financiadoras e os investidores, porque, com o tempo, os novos empréstimos irão gerar mais dinheiro do que a desapropriação dos imóveis. Além disso, caso a hipoteca se torne inadimplente, o governo irá ajudar nas perdas.

Não é preciso muito (quando comparado com US$700 bilhões) para levar este plano a todo o país. E isso poderia ser feito sem uma nova lei, uma vez que o dinheiro pode vir do fundo de resgate do banco.

Os críticos alertam que o plano irá encorajar os donos de imóveis a não pagar suas mensalidades deliberadamente na esperança de um acordo melhor. Isso assume que os donos de imóveis em boa situação iriam arruinar seu crédito para levar vantagem. O plano também se aplica apenas às pessoas cujas hipotecas são caras demais em relação a sua renda. Algumas pessoas irão levar vantagem com isso? Sim. Existe motivo para não seguirmos adiante? Não.

Nesta gestão houve debates sobre um possível novo plano contra as desapropriações que pode reduzir os pagamentos mensais temporariamente, digamos, por cinco anos, ou que exigiria que o governo fizesse pagamentos diretos a financiadora para compensar a perda no fluxo de dinheiro. Isso um uso inapropriado do dinheiro dos contribuintes uma vez que modificações temporárias não estabilizariam o sistema a longo prazo.

Todos os caminhos, para dentro e fora desta crise, passam pelo mercado imobiliário. Paulson deveria pressionar por um plano que inclua modificações permanentes a empréstimos problemáticos. Esta é a única forma de manter os americanos em suas casas, salvar os bancos e a economia.

Fonte: Ultimo Segundo


Preço do imóvel acumula perda de 17,7% em dez grandes cidades dos EUA

31 outubro, 2008

Nova York, 28 out (EFE).- O preço do imóvel nas dez maiores cidades dos Estados Unidos caiu 1,1% em agosto a respeito de julho e 17,7% em comparação a agosto de 2007, o que representa um novo recorde de queda anual, segundo o índice Case-Shiller divulgado hoje pela firma Standard & Poor’s.

Quando os dados dizem respeito às 20 principais cidades do país, as casas também baratearam 1% em agosto com relação ao mês anterior e 16,6% comparado a agosto do ano passado, o que também marca um novo recorde para este índice.

Em comunicado à imprensa, o presidente do comitê de índices da Standard & Poor’s, David Blitzer, afirmou que “a baixa do preço do imóvel continua” nos EUA e destacou que, “pelo quinto mês consecutivo, todas as regiões (analisadas) sofreram quedas anuais”.

Phoenix (Arizona) e Las Vegas (Nevada) são as duas cidades americanas mais atingidas pela queda de preços da casa, com uma queda anual de 30,7% e 30,6%, respectivamente, seguidas de Miami (Flórida), com uma baixa anual de 28,1%.

O mercado californiano, um dos protagonistas do boom imobiliário nos Estados Unidos, também está sofrendo, com quedas em San Francisco (-27,3%), Los Angeles (-26,7%) e San Diego (-25,8%).

A cidade de Nova York foi, por enquanto, menos afetada pela queda do preço do imóvel do que outras grandes cidades americanas, com uma baixa anual de 6,9%, enquanto, em Washington, a queda foi de 15,4%.

Fonte: G1


Imóveis: queda no aluguel de salas em Manhattan mostra extensão da crise

8 outubro, 2008

A oferta de imóveis para o setor corporativo aumentou em 30%, em um ano, em Manhattan, de acordo com o relatório da principal empresa do mercado imobiliário, o que evidencia o impacto da crise financeira americana, já que tem havido uma menor procura por salas comerciais.

O percentual de espaço comercial disponível passou de 5,7%, no terceiro trimestre do ano passado, para 7,4%, em 2008, aponta o estudo da imobiliária Cushman and Wakefield’s, divulgado nesta terça-feira.

“Acreditamos ter alcançado o ponto de inflexão do mercado em agosto”, disse o chefe de Operações da Cushman and Wakefield’s para Nova York, Joseph Harbert.

Segundo o especialista, “chegou-se ao topo do mercado e, agora, estamos começando a baixar. Viemos de recordes históricos, mas a pergunta é o quanto vamos cair”.

O espaço disponível para alugar aumentou 72% em 12 meses, o maior salto dos últimos quatro anos.

Atualmente, há 600.000 metros quadrados de escritórios à espera de inquilinos em Manhattan, ou seja, 350.000 a mais do que há um ano.

“A crise no mercado do crédito tornou mais difícil administrar uma empresa, e muitos inquilinos reexaminaram para baixo suas necessidades de espaço”, completou.

Por enquanto, os preços se mantêm quase estáveis. Hoje, o valor do aluguel de um escritório custa, em média, 785 dólares por metro quadrado, o que significa apenas 2% a mais do que no ano passado.

Além disso, os bens estão mais tempo no mercado. “Há contratos, mas levam mais tempo para se concretizar, porque há mais opções de espaço e as negociações levam mais tempo”, explicou Harbert.

As vendas também foram atingidas pela crise. Desde o início do ano, foram vendidos 18,7 bilhões de dólares em propriedades, contra os 42,4 bilhões de dólares registrados no mesmo período em 2007. Pelo menos 40% dos compradores são, hoje, estrangeiros, completou o relatório.

Fonte: AFP