Mudanças no FGTS beneficiam construtoras de imóveis populares

2 outubro, 2009

O aumento do limite para o financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida deve beneficiar empresas como Rossi e Cyrela.

O aumento do limite para o financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida aprovado pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve beneficiar as construtoras voltadas para atender as classes sociais mais baixas do país, segundo avaliação do banco britânico Barclays. Para os analistas, entre as companhias que mais serão beneficiadas estão a Rossi, Cyrela e Brookfield.

O conselho do FGTS, que é a principal fonte de financiamento do pacote governamental, elevou o valor dos imóveis que podem se enquadrar no programa em cidades com mais de 250 mil habitantes de 80 mil reais para 100 mil reais. Para as cidades com mais de um milhão de habitantes, o limite de financiamento passou de 80 mil reais para 130 mil reais. Antes, apenas moradores do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro poderiam ter acesso a um financiamento, no âmbito do programa, de 130 mil reais.

A partir desse aumento, de acordo com o Barcalys, é esperado uma valorização dos terrenos, uma vez que as construtoras vão poder vender com preços mais elevados sem abrir mão dos subsídios do governo.

Os analistas do banco apontam, ainda, que o programa deve beneficiar, além das empresas, os próprios moradores de baixa renda, principalmente, das regiões distantes dos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro.

A mudança será implementada pela Caixa Econômica Federal, mas ainda não se sabe quando.

Fonte: Exame/Negócios


Rossi e Gafisa são ações preferidas do Barclays entre construtoras

25 setembro, 2009

Analistas também apostam na valorização de papéis de baixa liquidez.

A recente melhora no ambiente de mercado para as empresas de construção civil brasileiras fez a área de análise do banco Barclays atualizar suas recomendações. Dentre as ações com maior liquidez, o banco destaca os papéis de Rossi e Gafisa como os melhores, ambos bem avaliados e com potencial de alta de 50% e 34%, respectivamente.

O relatório dos analistas do Barclays diz que as duas construtoras têm um portfólio diversificado de produtos e, portanto, são menos dependentes de um único segmento de renda para seu crescimento.

No caso da Rossi, um problema apontado é seu histórico negativo de comunicações com o mercado, o que tende a trazer uma volatilidade desnecessária às ações da companhia. Na opinião dos analistas do Barclays, essa característica tende a dar a injusta percepção de que a Rossi não é uma boa incorporadora.

Entretanto, os analistas enfatizam que estão confiantes quanto ao fato de a empresa ocupar uma posição de liderança em alguns mercados, ser competitiva e estar capitalizada para aproveitar a melhora do mercado. O Barclays estabeleceu para os papéis da Rossi um preço-alvo de 21 reais, o que significa uma potencial alta de 50%.

As expectativas dos analistas são igualmente boas para a Gafisa. Após divulgar um bom volume de vendas nos últimos trimestres, com surpresas positivas quanto às margens da companhia, espera-se a continuidade da melhora dos resultados. A construtora está bem posicionada para se beneficiar nos segmentos de alta e baixa renda e deve continuar apresentando vendas fortes em 2009.

O preço-alvo estabelecido pelo Barclays para as ações da Gafisa, é de 38 reais, o que representa uma alta de 34%.

Menor liquidez

As ações de Cyrela e MRV, de acordo com o relatório, não devem ter muito espaço para valorização, ainda que estas companhias carreguem altas expectativas de crescimento. Os potenciais de alta estimados pelos analistas são de 9% e 11%, respectivamente.

No caso da Cyrela, o Barclays acredita que os anúncios de lançamentos e metas de venda agressivas para 2010 já foram precificados, deixando aos investidores um pequeno potencial de alta.

Na visão dos analistas do banco, há um razoável potencial de alta no preço de ações de menor liquidez, de construtoras expostas aos segmentos de renda média e alta. Nessa categoria, as empresas preferidas são Agra, Even, Brookfield e Tecnisa. “Essas companhias estão operando abaixo, ou muito perto, de seu valor de liquidação, com um desconto de 83% em relação aos papéis de maior liquidez”, diz o relatório.

As ações da Rossi (RSID3) fecharam o pregão desta terça-feira (22/09) em alta de 8,27%, a 15,17 reais, enquanto os da Gafisa (GFSA3) encerraram em alta de 0,07%, negociados a 28,39 reais. Ações da Cyrela. (CYRE3), em alta de 3,10%, fecharam o pregão negociadas a 24,58 reais, e as da MRV (MRVE3), em baixa de 0,12%, encerraram a negociação a 32,25 reais. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, aos 61.493 pontos.

Fonte: Portal Exame


Cyrela tem o maior valor de mercado na construção nacional

31 agosto, 2009

SÃO PAULO – A Cyrela Realty é a maior construtora de edifícios residenciais do Brasil e a terceira maior do setor da construção da América Latina e Estados Unidos (EUA), considerando o valor de mercado, conforme pesquisa da Economatica. Na ordem, MRV, PDG Realty e Gafisa ocupam as próximas posições do ranking nacional de construção de edifícios residenciais, e, respectivamente, o nono, 14º e 17º no recorte América Latina e EUA.

A pesquisa considerou todas as empresas de capital aberto do setor imobiliário e da construção, da região pesquisada. Os valores são referentes ao dia 27.

Duas empresas brasileiras do segmento de locação imobiliária também marcam presença na lista. A BR Malls Pars, com um valor de mercado de US$ 2,06 bilhões, é a maior locadora de imóveis de todo o espaço que abrange a pesquisa. Considerando o setor imobiliário e da construção, a empresa está em 15º lugar. A Multiplan é a segunda em locação e tem um valor de mercado de, aproximadamente, US$ 1,97 bilhão, o que a credencia ao 18º lugar o ranking.

Com um valor de mercado aproximado a US$ 4,89 bilhões, a Cyrela Realty perde apenas para as empresas americanas de construção pesada Fluor Corp, que valia US$ 9,72 bilhões, e a Jacobs Engineering, com um valor de US$ 5,55 bilhões.

A MRV garantiu a segunda posição do ranking nacional da construção de edifícios residenciais com um valor de mercado de US$ 3,12 bilhões.

No mesmo segmento, a PDG Realty foi apresentada com um valor de mercado de US$ 2,34 bilhões. Por fim, com US$ 1,98 bilhão, a Gafisa foi a ultima empresa nacional de construção residencial a figurar no ranking das 20 maiores.

No segmento de loteamentos de imóveis, a empresa americana St Joe possui o maior valor de mercado da América Latina e Estados Unidos, com US$ 3,01 bilhões. No ranking das maiores, a companhia garantiu o décimo lugar.

Nos Estados Unidos, a maior construtora de edifícios residenciais é a Horton D R, com um valor de mercado de US$ 4,29 bilhões. Seus resultados a posicionam em quarto dentro da área analisada.

Estados Unidos, Brasil e México são os únicos países representados pelas 20 maiores empresas da construção.

O México está representado por três companhias. A Ideal possui é a maior com um valor de mercado de US$ 2,51 bilhões. Se considerado todo o espaço pesquisado, a empresa é a 13º maior. A demais mexicanas são Homerx Desarr, com US$ 2,02 bilhões, e Urbi Desarrollos, com US$ 1,95 bilhão.

Fonte: DCI – Diário Comércio, Indústria & Serviços


País tem duas construtoras entre maiores das Américas

28 agosto, 2009

Cyrela ocupa a quarta colocação, com R$ 4,898 bilhões de valor de mercado; já a MRV está em nono lugar, com R$ 3,120 bilhões.

A Cyrela Brazil Realty e a MRV Engenharia estão entre as dez maiores construtoras da América Latina e dos Estados Unidos em valor de mercado, segundo ranking da Economática divulgado nesta sexta-feira (28).

Conforme o levantamento, a Cyrela ocupa a quarta colocação, com R$ 4,898 bilhões de valor de mercado. Já a MRV está em nono lugar, com R$ 3,120 bilhões.

Outras quatro brasileiras figuram entre os 20 primeiros lugares do levantamento da Economática: PDG Realty Empreendimentos e Participações (14º), BR Malls (15º), Gafisa (17º) e Multiplan Empreendimentos Imobiliários (18º).

As norte-americanas Fluor Corp. e Jacobs Engineering foram as primeiras colocadas, com valor de mercado de R$ 9,729 bilhões e R$ 5,551 bilhões, respectivamente.

Fonte: Agência Estado


Banco de terrenos garante investimentos em alto padrão

24 agosto, 2009

SÃO PAULO – O programa “Minha Casa, Minha Vida” do governo federal tem mexido com os ânimos do setor de construção, tendo em vista que várias empresas, depois da divulgação de seus resultados do segundo trimestre de 2009, disseram-se empenhadas em investir nos projetos para a classe econômica. Na outra ponta, porém, o alto padrão não perderá força se depender de algumas construtoras e incorporadoras conveniadas com o programa federal.

O que garante a continuidade de investimentos nesse braço forte do setor imobiliário é o banco de terrenos que as grandes empresas do setor possuem. Para o presidente da consultoria de mercado imobiliário Newmark Knight Frank, Sérgio Negro, “quem tem estoque de terrenos para a alta renda não deixará de investir nesse segmento”.

O diretor comercial da Rossi Residencial, Leonardo Diniz, assegura que a empresa “está com um grande volume no banco de terrenos”. O executivo diz que a empresa pretende investir fora do Estado de São Paulo, mas afirma que não deixará de “aproveitar as oportunidades em São Paulo”.

Dos R$ 20,9 bilhões de valor geral de vendas (VGV) em banco de terrenos da Rossi, R$ 1,089 bilhão é destinado aos próximos lançamentos, com unidades acima de R$ 500 mil, na região metropolitana de São Paulo.

A Cyrela Brazil Realty também mostrou em seus resultados do segundo trimestre deste ano que está pronta para investir em alto padrão. A companhia acumula um VGV de R$ 4,7 bilhões em banco de terrenos, com permutas, em todo o País.

O último lançamento da Cyrela no bairro do Morumbi, no último dia 18, o Menara by Cyrela, mostra que a procura por apartamentos de luxo continua. Em três dias, foram vendidos seis apartamentos do empreendimento, que tem 18 coberturas. Cada unidade tem um valor de venda médio de R$ 1,3 milhão.

“Ninguém quer perder seu share”, afirma o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Para ele, interessados por imóveis luxuosos “dificilmente sofrem com a crise como os compradores da classe média”. Diniz defende a tese de que a procura pelo luxo se manterá estável. “O público de alto poder aquisitivo continua comprando, mas em menor número que a classe econômica.”

Os resultados do trimestre passado da Rossi demonstram a confiança de Diniz. Está registrado o lançamento de 245 unidades de alto padrão, com VGV de R$ 163 milhões. Valor considerável se comparado com os R$ 211 milhões de VGV de lançamentos econômicos. Diniz não divulga o valor que a Rossi investirá em lançamentos no segundo trimestre, mas ressalta que o objetivo é aumentar a produção em relação ao segundo. “Como nossos estoques vêm caindo desde o fim do ano, pretendemos aumentar o número de lançamentos nos próximos meses. Estamos muito otimistas quanto ao mercado.”

Conforme o diretor do Grupo Bueno Netto, João Antônio Mattei, o mercado de alto padrão “tinha freado, mas começou a melhorar no segundo trimestre”. Ele comenta que poucas pessoas visitavam os lançamentos de médio e alto padrão no primeiro trimestre, e completa dizendo que “as vendas estão voltando ao que acontecia antes da crise”.

A Bueno Netto é especializada em projetos para médio e alto padrão. Mas agora arrisca um “mix de produtos” com dois lançamentos econômicos até o final do ano. “O segmento imobiliário de baixa renda tem aproximadamente um déficit de 7 milhões de habitações”, pontua Martins. Ele exemplifica os incentivos fiscais e a alta demanda como “bons motivos” para os empresários investirem na baixa renda. Mas critica a falta de infraestrutura de determinadas regiões afastadas. “Isso inviabiliza os investimentos.”

Fonte: DCI -Comércio, Indústria & Serviços


Ações do setor de construção civil superam com folga alta do Ibovespa

12 maio, 2009

Investidores estrangeiros impulsionam compras de papéis, que acumulam valorização de até três dígitos neste ano

Após terem sido demolidas pelo terremoto financeiro global no final de 2008, as ações das empresas de construção civil estão de volta às carteiras dos investidores estrangeiros, os principais responsáveis pela formação de preços desses ativos financeiros desde que as companhias brasileiras do setor decidiram abrir capital na Bolsa, entre 2005 e 2007.

Ações que chegaram a valer menos de R$ 2,00 acumulam valorização de três dígitos neste ano – e os analistas, ainda às voltas com a redefinição de preços-alvo para o encerramento de 2009, admitem que o espaço para novos avanços não se esgotou. Por trás do otimismo, estão fatores como o pacote habitacional do governo Lula, anunciado no final de março, e as iniciativas para melhorar as condições de crédito das empresas do segmento, envolvendo a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Enquanto o Ibovespa se valorizou 33,31% no ano até o último dia 7, o Imob, índice do setor imobiliário, registrou ganho de 79,09%. Com a percepção de risco Brasil mais favorável e a diminuição da taxa de juros, essas ações, assim como o Ibovespa, têm espaço para manter a recuperação.

Quando as empresas do setor imobiliário fizeram as suas ofertas iniciais de ações (IPOs), desenvolveram estratégias específicas para atrair investidores internacionais, principalmente aqueles com perspectiva de longo prazo e recursos formidáveis à disposição. Cerca de 75% do volume financeiro desses IPOs veio de aplicadores estrangeiros, que precisaram se desfazer das posições aceleradamente no pior momento da crise, entre setembro e outubro passado. Agora, com o ambiente mais favorável e o desconto acumulado pelos papéis, estão de volta.

As mais negociadas

“Recentemente, a Cyrela anunciou que 7,7% de seu capital pertence a um investidor europeu”, diz o analista de construção civil do Banco Fator, Eduardo Silveira, em referência a uma das três empresas do setor com ações incluídas entre as 65 que compõem o Ibovespa. Desde 27 de outubro, quando o principal indicador da Bolsa atingiu o piso de 29 mil pontos, 16 companhias do segmento imobiliário conseguiram superar os 70% de valorização acumulada pelo Ibovespa até o dia 7 de maio.

Cinco empresas concentram a liquidez dos negócios que envolvem ações de construção: Cyrela, Gafisa e Rossi (as três integrantes do Ibovespa), além de MRV e PDG – estas duas com forte atuação em projetos mais próximos ao perfil popular, a área prioritária do pacote habitacional do governo. “Há outras empresas com menor liquidez, como Even, Agra, Abyara e Tecnisa, que também estão em boa recuperação”, destaca Silveira.

Mas, como em qualquer setor, é preciso estar atento aos fundamentos de cada negócio: há situações em que vulnerabilidades específicas deixam algumas ações de fora do boom. É o caso da construtora Klabin Segall, cujo papel acumula perda de 9,4% no ano, na contramão da recuperação do segmento. “A empresa está muito endividada, tanto em relação ao patrimônio como em comparação a concorrentes”, explica a analista Cristiane Viana, da Ágora Corretora.

Especializada em condomínios de casas em cidades do interior, a incorporadora Rodobens, por outro lado, acumula valorização de 65% no ano, bem acima do avanço de 36,8% registrado pelo Ibovespa no período. ”A empresa também foi favorecida pelo programa habitacional do governo, e tem a vantagem de estar bem posicionada em projetos de perfil popular”, diz Cristiane. Mas a Rodobens tem baixa liquidez, com apenas R$ 800 mil em volume financeiro médio diário nos últimos seis meses – o que afugenta investidores que mirem apenas o curto prazo.

“Exposição da empresa à baixa renda, sólida gestão de caixa, alta velocidade de vendas e estoques relativamente baixos são fatores que devem ser observados pelo investidor ao escolher uma ação do setor”, avalia Silveira, para quem a PDG e a Goldfarb se enquadram bem no perfil. “O pacote trouxe ânimo, especialmente para as empresas voltadas à baixa renda.”

No momento, as corretoras estão refazendo os preços-alvo para o ano, aguardando o encerramento da temporada de balanços do primeiro trimestre, na próxima sexta-feira (dia 15), e o recálculo das perspectivas de evolução da taxa básica de juros ao longo de 2009. “No ano passado, no auge da crise, tínhamos uma taxa de juros de 16% ao ano, livre de risco. A situação agora é bem diferente, o que certamente terá efeito nos investimentos em ações. Ainda que as ações de construção tenham avançado bastante em 2009, há uma perspectiva de alta bem favorável até o encerramento do ano, considerando as perdas que se acumularam nos últimos 12 meses”, observa Silveira.

A Tenda, por exemplo, outra empresa bem posicionada em projetos populares e que está entre as que mais se valorizaram neste ano, ainda apresenta perdas de 64% nos últimos 12 meses. “Essas empresas estão vindo de um patamar de valor muito depreciado, até mesmo se comparadas ao Ibovespa. Caíram mais do que o índice, e agora estão subindo acima do Ibovespa”, acrescenta o analista do Fator.

As ações da Tenda chegaram a ser negociadas por menos de R$ 1,00 no pior momento da crise, e acumularam valorização de 193% no ano até o último dia 7. Outras empresas, como Rossi e Rodobens, já bateram os preços-alvo delineados originalmente para o fim de 2009.

Mesmo empresas com atuação em projetos direcionadas à renda mais elevada, como Cyrela, Gafisa e Tecnisa, têm o que ganhar com o realinhamento de cenário. As três possuem de 30% a 35% de seus terrenos vinculados a empreendimentos na faixa entre R$ 350 mil e R$ 500 mil por unidade, de forma que foram beneficiadas pela decisão do governo, também anunciada em março, de estender financiamentos com recursos próprios da conta do FGTS ao teto de meio milhão de reais.

Mas as estrelas são mesmo as empresas melhor posicionadas no mercado popular, o foco do pacote. MRV e Tenda, por exemplo, têm 90% de seus bancos de terrenos vinculados a projetos destinados a consumidores com renda entre seis e dez salários mínimos, que correspondem a 30% da meta do governo de estimular a criação de 1 milhão de habitações.

Impulsionados pela onda de IPOs que engordaram os caixas das empresas, especialmente entre 2006 e 2007, os estoques de terrenos ainda estão elevados, equivalentes a períodos de 18 a 24 meses de vendas. “Para reduzi-los, todas as empresas estão ajustando o número de lançamentos“, observa Silveira.

Fonte: Agência Estado


Apesar do auxílio, construção civil desacelera

15 novembro, 2008

Apesar das medidas de auxílio do governo ao setor de construção civil, as incorporadoras continuam em ritmo de desaceleração e seguem revisando para baixo seus planos de lançamentos para este ano.

Após divulgar os resultados referentes ao terceiro trimestre, ontem, a Abyara afirmou que não lançará novos empreendimentos neste ano. Com isso, a empresa encerra o ano com R$ 1,1 bilhão em lançamentos. A expectativa inicial era de R$ 2,2 bilhões.

“A ordem agora é manter a cautela e a disciplina financeira”, diz a diretora financeira da empresa, Ana Granato.

A Abyara já começou a implementar um programa de contenção de gastos que inclui 40% de corte na folha de pagamentos, como medida para enfrentar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. O número de demissões não foi informado.

De acordo com Granato, as ações do governo para estimular o setor, embora bem-vindas, ainda não tiveram efeito. “Não que não sejam suficientes, mas ainda não ocorreram de fato.”

Entre as medidas anunciadas, está uma linha de financiamento de capital de giro oferecida pela Caixa Econômica Federal no valor de R$ 3 bilhões para os empreendimentos lançados antes do dia 1º de outubro. A ajuda, porém, ainda depende de regulamentação para entrar em operação. A Caixa também poderá comprar participações em construtoras com dificuldades de caixa.

A Cyrela e a Agra também anunciaram revisões significativas em seu “guidance” (projeções) de lançamentos. Em nota, a Cyrela afirmou que, “em virtude do atual cenário econômico internacional e das incertezas sobre o impacto na economia brasileira, a empresa optou por postergar parte dos lançamentos previstos para 2008″. A Cyrela previa lançar R$ 7 bilhões em projetos neste ano e rebaixou para algo entre R$ 5,25 bilhões e R$ 5,6 bilhões.

Já a Agra rebaixou de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,4 bilhão sua projeção de lançamentos.

“Muitos consumidores estão receosos com o que vai acontecer com emprego e crédito. Precisamos nos ajustar à nova situação”, diz o diretor de relações com investidores da Agra, Fábio Tsubouchi.

Para o presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação), João Crestana, as empresas agora adotam uma atitude de cautela e devem se tornar mais seletivas com os projetos. “É preciso priorizar a liquidez e garantir capital de giro. Se uma empresa tinha cinco ou seis lançamentos previstos, agora vai escolher dois ou três, aqueles que têm rentabilidade.”

Fonte: Midiamax