Bradesco: crédito imobiliário continuará aquecido

28 outubro, 2008

Apesar da crise financeira internacional, que deve provocar desaceleração do crescimento econômico no Brasil nos próximos trimestres, o Bradesco prevê que o crédito imobiliário no País continuará aquecido. “O mercado imobiliário continuará aquecido, mesmo com a desaceleração da economia. Não haverá falta de recursos, porque há a exigibilidade a ser cumprida”, afirmou hoje o diretor de Relações com Investidores do Bradesco, Milton Vargas, durante teleconferência de resultados financeiros com analistas.

O Bradesco separou, para este ano, R$ 5,7 bilhões para financiamento de imóveis. Até o encerramento do terceiro trimestre de 2008, R$ 4,812 bilhões já estavam comprometidos para essa finalidade. “Falta pouco para cumprirmos a meta estipulada para este ano. E acredito que não teremos dificuldade, tendo em vista os negócios que já estão em andamento”, disse.

Já em relação ao crédito concedido para compra de automóveis, a instituição admite um arrefecimento. Segundo o presidente do banco, Marcio Cypriano, as operações de empréstimo estão sendo feitas normalmente pelo Bradesco, com exceção dos financiamentos de veículos.

“Já verificamos uma queda razoável nessa modalidade. O mercado se ressentiu mais com a crise e decidimos adotar algumas medidas que consideramos adequadas para o momento, como a exigência de uma entrada maior para os financiamentos e redução de prazos, que estavam muito alongados”, afirmou o executivo, também durante a teleconferência.

Em setembro de 2008, a posição do Bradesco em financiamento ao consumo, que inclui crédito para compra de veículos, crédito pessoal, consignado e financiamento de bens, entre outros, era de R$ 56,190 bilhões. Esse valor representa uma alta de 5,5% em relação ao fim do segundo trimestre de 2008 e de 28,3% nos últimos 12 meses.

Fonte: Agência Estado


Congresso discute rumos da administração imobiliária no país

27 outubro, 2008

O ‘XV Conami (Congresso Nacional do Mercado Imobiliário) & II Fórum Internacional de Administradores de Imóveis’ – um dos maiores eventos de administração imobiliária da América do Sul, começou hoje no Rio de Janeiro com um amplo debate sobre os reflexos da crise – que atinge a economia global –no mercado imobiliário. No painel de abertura, a recente decisão do Governo Federal em ajudar a construção civil, através da medida provisória que permite a compra de empresas ou de participações de empresas do setor pela Caixa Econômica Federal, foi discutida pelo vice-presidente da CHL, Marcel Sapir, e por José da Silva Aguiar, representante do Departamento de Empréstimo e Financiamento do Banco Bradesco S/A.

Para Aguiar, a medida trará credibilidade ao setor neste momento de incertezas. No entanto, o executivo ressaltou que é preciso ter mais clareza de como será o auxílio por parte do Governo.

Ambos concordam que o mercado da construção no Brasil não será afetado da mesma forma como ocorreu com os EUA. – O sistema financeiro brasileiro é diferente. A concessão de crédito é menor e não temos a segunda hipoteca como acontece no EUA – afirmou Sapir.

- Não há risco de acontecer no Brasil o que aconteceu nos EUA. Nós vimos cedo o que não se deve fazer – completou Aguiar.

O encontro, realizado pelo Secovi Rio, no Hotel Sofitel, em Copacabana, acontece até quarta-feira e reúne mais de 350 profissionais do setor. Ao todo, serão 13 painéis, com mais de 40 debatedores e mediadores de países como Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Espanha, Itália, França e Japão, e cerca de 15 horas de palestras, que abordarão questões como sustentabilidade, gestão, macroeconomia, ecologia e déficit habitacional brasileiro.

Fonte: JB Online


Empresas de materiais de construção não temem crise

13 outubro, 2008

A crise financeira mundial não vai causar reflexos negativos no setor de materiais de construção no Brasil e no Paraná. Pelo menos essa é a constatação das principais entidades do setor, que apostam no tradicional crescimento das vendas de materiais no final do ano para afastar a possibilidade de crise. Para acentuar este cenário de otimismo, acontece de 15 a 18 de outubro, no Expotrade, em Pinhais, a Expocon 2008 – 11ª Feira de Fornecedores da Construção Civil.

A feira apresenta as principais novidades em produtos e serviços de 150 indústrias brasileiras, 30% a mais do que na edição do ano passado. São esperados 28 mil visitantes, a maioria do Paraná e de Santa Catarina, ante os 23 mil de 2007. O evento é voltado para profissionais da construção civil, mas é aberto também para o público interessado em construção ou reforma.

Para o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Curitiba, Rogério Martini, a feira vai consolidar a posição do mercado de se manter otimista, com previsão de aumento de vendas de 10% em 2008 em relação a 2007. Segundo ele, as tecnologias e produtos apresentados na feira vão gerar vendas e relacionamento, que ajudam a aquecer o setor.  Na sua avaliação, o adiantamento do 13º salário e os empregos temporários agregam renda ao brasileiro, que tenderá a comprar à vista para evitar possíveis aumentos de juros e restrições de financiamentos. “Apenas se houver restrições de financiamentos poderemos ter queda nas vendas e baixar o crescimento previsto de 10% para 7%”, destaca.

Para as indústrias de materiais de construção, que vinham atestando crescimento nos negócios, o momento é de cautela. A curitibana Aeroflex, fabricante de produtos em aerossol também utilizados na construção civil, preocupa-se com o aumento dos custos das matérias-primas importadas, cujos valores são baseados no dólar do dia.  Por enquanto, a empresa não alterou as metas de crescimento para 2008 – a pretensão é chegar à marca de R$ 12 milhões em faturamento, 40% a mais em relação ao ano passado. Porém, se a situação do dólar perdurar, a diretoria será obrigada a rever as expectativas.

A fabricante de tubos, conexões e acessórios em PVC Plastilit, com sede em Curitiba, projeta um crescimento de 35% em toneladas produzidas por mês até o final do ano. Porém, a empresa teme os reflexos da crise norte-americana no que diz respeito à diminuição das linhas de crédito e ao aumento dos juros nos financiamentos, pois atende, em especial, ao varejo.

Fonte: Blog da Mirian Gasparin


Mercado imobiliário é o primeiro a sofrer

10 outubro, 2008

Enxugamento de crédito e falta de confiança entre consumidores levam incorporadoras a adiar lançamentos. Se houver cancelamentos, credibilidade do setor sairá abalada, dizem especialistas

O mercado imobiliário brasileiro é um dos primeiros a sentir os efeitos da crise financeira que abate o mundo há duas semanas. A redução dos recursos para financiamento e a propensão dos consumidores a adiar decisões de compra em razão da instabilidade está fazendo com que companhias líderes no setor de incorporação alterem seu cronograma de lançamentos.

Algumas das empresas de capital aberto que atuam no setor divulgaram nos últimos dias notícias que demonstram essa situação. Ontem, a Rossi Residencial – empresa paulista de capital aberto, que no Paraná atua em parceria com a incorporadora Thá – anunciou que deverá reduzir seus lançamentos em 14% este ano e em 25% em 2009. Thá e Rossi têm dois lançamentos previstos para este segundo semestre em Curitiba, os empreendimentos Universe Life Square (no Centro) e o Vida Bella Praças Residenciais (no bairro Atuba). Segundo as duas empresas, ambos os lançamentos devem ser mantidos.
Na quarta-feira, a também paulista Agra Incorporadora revisou sua previsão de lançamentos, que somariam R$ 2,1 bilhões, para R$ 1,4 bilhão, valor equivalente ao do ano passado. Dois dias antes, a Cyrela havia anunciado que as negociações para compra da Agra estavam desfeitas. Tanto Agra quanto a Abyara (esta última que tem dois empreendimentos em Curitiba que ainda não estão em fase de construção e deve lançar outros dois até o fim do ano) anunciaram que reduziram seu estoque de terrenos – ou seja, se desfizeram de áreas que haviam comprado para construir condomínios.

Executivos paranaenses com experiência na área estão otimistas com a retomada, embora admitam que o momento seja delicado. Se os problemas no setor levarem a atrasos na entrega ou – num caso extremo – ao cancelamento de empreendimentos já lançados, a credibilidade de todas as empresas pode ser afetada. “Se isso ocorrer, podemos ter uma crise tão dura quanto a da Encol”, diz uma executiva do segmento imobiliário.

Fonte: Gazeta do Povo