Expoimóvel 2009, em Caxias, deve ter mais mil imóveis para comercialização

6 outubro, 2009

Feira abre oficialmente nesta quinta-feira, 18.

Promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Caxias do Sul (Sinduscon Caxias) a Expoimóvel 2009 abre oficialmente nesta quinta-feira. Até o dia 18, na Praça de Eventos do Shopping Iguatemi Caxias, a feira apresentará imóveis residenciais (apartamentos, casas e terrenos) e comerciais (salas e boxes de garagem). A Expoimóvel ficará aberta à visitação do público com acesso livre, a partir de sexta-feira, no mesmo horário de funcionamento do shopping.

As construtoras e incorporadoras, junto com imobiliárias parceiras, atenderão ao público, num único local, colocando à disposição mais de 1 mil imóveis. Além do financiamento em compra direta com as construtoras, o interessado em adquirir um imóvel poderá contar, também, com as linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal, que montará uma estrutura de atendimento na feira.

Quem participa:

Construarte Construções e Incorporações
Construesse Empreendimentos Imobiliários
Construforte Empreendimentos Imobiliários
Incorporações Pérola
Viezzer Engenharia e Negócios Imobiliários
B.A.S Incorporadora
BWB Construtora e Incorporadora
Fisa Incorporadora
Eccel Engenharia
Atena Incorporações
Foco Empreendimentos Imobiliários
Mallmann e Tusset Engenharia e Incorporações

Fonte: Click RBS / Pioneiro


Caixa divulga normas para aplicação de recursos adicionais do FGTS em habitação

5 outubro, 2009

A Caixa Econômica Federal publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (5/10), circular com normas para a aplicação de R$ 3 bilhões adicionais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em linha de crédito voltada para as construtoras. A linha foi criada em dezembro de 2008 para enfrentar a falta de crédito provocada pela crise financeira internacional.

A operação consiste na compra, pelo FGTS, de cotas de fundos de investimento imobiliários ou fundos de investimento em direitos creditórios das construtoras ou na aquisição de debêntures (títulos cujo portador é um credor da empresa que o lançou) emitidas pelas empresas do setor. Esses papéis devem ter lastro em projetos habitacionais lançados por incorporadoras, empresas da construção civil, cooperativas habitacionais e outras entidades do setor. Dessa forma, os recursos do FGTS ajudam as empresas a ter mais condições de investimento.

A circular informa ainda que a participação dos recursos do FGTS fica limitada a 80% do valor do empreendimento, observada a capacidade de crédito do tomador.

De acordo com a circular, %u201Cos investimentos a serem realizados deverão contemplar unidades habitacionais que atendam, preferencialmente, os objetivos sociais do FGTS na área de habitação, em especial a redução do deficit habitacional do país%u201D.

O custo para as construtoras é a Taxa Referencial (TR) mais 7% ao ano, no caso de habitação popular. A taxa de 9% ao ano mais TR será cobrada nos demais casos.

Fonte: Agência Brasil / Correio Braziliense


Atraso na entrega do imóvel pode gerar multa para construtoras

15 setembro, 2009

A construção civil tomou grandes projeções atualmente. Pessoas que antes sofriam para pagar o aluguel de sua moradia, hoje realizam o sonho da casa própria, graças as facilidades de se realizar um financiamento, condições de pagamentos, entre outros.

Mas os consumidores devem ficar atentos para que tudo isso não se transforme em um pesadelo. Quem optar em comprar um imóvel na planta, deve ficar atento à data de entrega definida no contrato.

É através dela que o comprador planeja o seu futuro, mas também pode se tornar a vilã da história caso a construtora não cumpra esse prazo.

Nos contratos de compra de imóvel na planta, são indicados o mês e o ano em que o empreendimento será entregue ao seu dono, mas preveem um período de tolerância geralmente de seis meses.

Muitas construtoras deixaram seus clientes “a ver navios” devido ao atraso dos imóveis. Motivos como falta de material, chuvas, greve de mão-de-obra e até mesmo intervenções governamentais são os principais fatores para retardar uma construção e mudar todos os planos dos compradores.

É preciso que a construtora tenha como provar que essas ocorrências causaram o atraso, caso contrário, o comprador precisa ser indenizado por danos morais e materiais.

Segundo o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), o prazo para que o comprador propor a ação indenizatória pelo atraso na entrega da obra é de até cinco anos. Isso permite que aqueles consumidores cujos imóveis já foram entregues, mas fora do prazo, também possam entrar na Justiça.

Brigar na Justiça por uma indenização, de acordo com o Ibedec, nos casos de atraso, é um direito dos futuros proprietários. O valor da indenização é calculado de acordo com o valor do imóvel, disposição econômica da construtora e prejuízo do comprador.

Uma outra opção para quem passar por esse tipo de constrangimento, é buscar a rescisão do contrato pela inadimplência da construtora, em que teria o direito de receber de volta 100% dos valores pagos, além de indenização pela quebra do contrato.

Para aqueles que pretendem investir nesse tipo de negócio, conforme o Ibedec, é aconselhado que procure uma construtora de qualidade, que seja reconhecida no mercado e recomendada pelos profissionais da área.

Além disso, deve-se ficar atento às condições financeiras da mesma, porque o atraso da entrega pode estar relacionado a uma possível falência da empresa.

Fonte: Ribeirão Preto Online


Construtoras oferecem TVs e geladeiras para turbinar vendas na classe C

20 agosto, 2009

Setor bateu recorde em junho com quase 26 mil financiamentos.
Facilidade de crédito está impulsionando as vendas.

De olho na classe C, construtoras oferecem TVs, geladeiras e até vale-compras para quem adquirir um imóvel.

Para o assistente pessoal Walter Gomes, que ganha quatro salários mínimos, parece sonho, mas é real. Um apartamento novo: sala, cozinha e dois quartos em 50 metros quadrados.

“Primeiro imóvel, moro de aluguel com muita dificuldade. E, agora, tendo um negócio próprio, a gente paga com muito mais satisfação”, diz.

Assim, as construtoras do país bateram o recorde deste ano. Venderam, em junho, quase 26 mil unidades financiadas, 24% a mais que em maio.

“A liberação de crédito fez com que essa máquina toda tomasse essa velocidade que está tendo”, afirma Eduardo Barreto, vice-presidente comercial de uma construtora.

Como já se não bastassem todas as facilidades de financiamento, o consumidor agora também se surpreeende com mais um atrativo na hora de escolher o imóvel. Algumas construtoras já começaram a oferecer brinde pra quem fechar o negócio.

“Hoje o mercado oferece o mesmo produto praticamente com o mesmo subsídio, as mesmas colocações da Caixa. O que a gente está fazendo é um atrativo para ganhar a concorrência” explica Vinícius Diniz, diretor regional de uma construtora.

Brindes

Que tal uma geladeira duplex? Com R$ 6 mil de entrada no apartamento, o comprador leva uma para colocar na cozinha nova. O comerciante Silvestre da Silva fez as contas e gostou da proposta.

“A entrada é viável. Agora, com a entrada ganhando a geladeira já cai um pouquinho”, fala.

As construtoras perceberam que para vender mais, não basta pensar apenas no imóvel. É preciso dar uma mãozinha pra equipar. Por isso, algumas oferecem TV de plasma e até bônus de R$ 2 mil.

A assistente administrativo Sarah Adma Moussallem já decidiu: é hora de ir às compras. Primeiro, uma bela cobertura. Depois é só gastar a quantia que vai receber de brinde.

“Vai ser o armário, a geladeira, o fogão com os R$ 2 mil”, comemora Sarah.

Fonte: G1 – Economia e Negócios


Construtoras se recuperam no segundo trimestre de 2009

13 agosto, 2009

PDG e MRV devem sair na frente das concorrentes, diz analista.

O setor imobiliário foi um dos que mais sofreram com a eclosão da crise global no final do ano passado. No entanto, na opinião dos analistas do segmento, o cenário para os próximos meses é bastante promissor para as construtoras brasileiras. Os principais pontos responsáveis por esse otimismo são a volta da confiança do consumidor, a baixa taxa de juros e o pacote habitacional do governo lançado em março deste ano (cujo objetivo é construir 1 milhão de moradias para famílias com renda até dez salários mínimos).

Para o analista Cristiano Hees, da Brascan, as incorporadoras MRV e PDG Realty são as mais bem posicionadas no setor atualmente, por possuírem uma situação de caixa mais confortável e melhor exposição aos segmentos de baixa e média-baixa renda, cuja demanda é muito forte.

Segundo Hees, as construtoras concorrentes podem apresentar resultados um pouco mais fracos nos próximos meses por precisarem se reestruturar operacionalmente a fim de atender as camadas sociais mais baixas. No entanto, o analista enfatiza que a expectativa é positiva para todo o setor imobiliário.

A PDG Realty, que já divulgou seus resultados trimestrais, apresentou um lucro líquido de abril a junho de 76,2 milhões de reais (pós ajustes contábeis em conformidade com as normas internacionais de contabilidade), o que corresponde a um crescimento anual de 34,3% e 2,6% acima das expectativas do mercado. A receita líquida também melhorou, atingindo 501,4 milhões de reais, 64% superior ao valor obtido no segundo trimestre de 2008.

O Ebtida da companhia (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) fechou em 107, 2 milhões de reais, o equivalente a 37,6% de crescimento anual. E a margem Ebtida ficou em 21,4%, pouco abaixo da expectativa de 21,8% da corretora Brascan para o período.

Mais lançamentos no 2º semestre

No mesmo sentido de recuperação, o desempenho prévio do Valor Geral de Vendas (VGV) divulgado pela construtora MRV alcançou cerca de 614 milhões de reais e as vendas contratadas chegaram a 852 milhões de reais. De acordo com a análise da Brascan, esses números representam um crescimento significativo de 128,7% e 98%, respectivamente.

Fonte: Portal Exame


Construtoras abandonam financiamento à baixa renda

4 agosto, 2009

As construtoras voltadas para a baixa renda abandonaram o financiamento direto ao mutuário. As empresas passaram a focar o negócio na produção e deixaram a operação do empréstimo da casa própria para os bancos federais ou privados. Grandes construtoras do segmento, como Tenda, MRV e Emccamp Residencial, só fazem hoje financiamento em parceria com as instituições financeiras, que estão com taxas de juros cada vez mais competitivas e prazos de pagamento estendidos em até 30 anos.

As obras de imóveis para a alta renda seguem o mesmo caminho. Os poucos empréstimos diretos ao cliente que ainda são feitos têm prazo de pagamento mais restrito, de no máximo cinco anos. O financiamento de imóvel direto com as construtoras, segundo analistas do setor, só vale a pena durante a obra. Nesse período o reajuste das mensalidades é feito pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC), que nos últimos 12 meses, até junho deste ano, variou 7,67%. Depois da entrega das chaves, o financiamento com as construtoras passa a ser feito com o reajuste pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) mais juros de 1% ao mês. Ou seja, se for levar em conta a alta do IGP-M de 1,52% nos últimos doze meses (até junho de 2009), o reajuste da mensalidade salta para cerca de 14,2% ao ano, taxa bem mais alta do que a média cobrada pela grande parte das instituições financeiras.

“As construtoras hoje só financiam até a entrega das chaves. Depois disso, é melhor para o cliente pegar o empréstimo em banco, que está com taxas de juros bem mais atrativas”, afirma Teodomiro Diniz Camargos, presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e diretor da Construtora Diniz Camargos. As próprias construtoras, diz, não estão interessadas em financiar o cliente depois da entrega das chaves. “As empresas precisam do capital para girar. A tendência é de que nenhuma construtora financie mais os clientes e isso fique a cargo só dos bancos. O trabalho da gestão do crédito é grande e o foco precisa ser feito na produção”, diz.

O diretor de programas habitacionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), André Campos, tem a mesma opinião. “O papel de financiar o cliente é do banco e não da construtora. E hoje, as taxas das instituições financeiras estão muito mais competitivas, além dos vários subsídios lançados pelo governo federal”, diz Campos.

Mas, se a pessoa está interessada em financiar imóvel em período mais curto, o presidente em exercício do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares, afirma que a negociação direta com as construtoras costuma ter maior flexibilidade. “Os bancos costumam financiar em até 80% o valor do imóvel, com parcelas mensais. Nas construtoras, não há uma tabela. Pode haver um acordo, com pagamento de quantias trimestrais, semestrais ou anuais”, afirma Tavares. O financiamento de imóveis prontos nos bancos só é autorizado depois da liberação do habite-se.

Nos últimos anos, os bancos ficaram mais interessados no mutuário da casa própria e passaram a ampliar as ofertas de financiamento e o prazo de pagamento. A competição por taxa de juros mais baixa ficou mais acirrada. E, este ano, o interessado em comprar a casa própria ganhou mais subsídios, com o lançamento do programa habitacional do governo, o Minha casa, minha vida. Os benefícios do programa, no entanto, são limitados às famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). A meta do governo é construir 1 milhão de moradias nos próximos anos. O programa, lançado em março, prevê o investimento de uma bolada de R$ 34 bilhões na construção das moradias. Para as famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), no entanto, o acesso à casa própria ainda vai demorar. A seleção dos interessados, que vão contar com os maiores subsídios e pagar prestações a partir de R$ 50, está sendo feita pelas prefeituras municipais, de acordo com critérios de necessidade das famílias.

Fonte: Uai Economia – Por Geórgea Choucair – Estado de Minas


Construção confia em”boom” no 2º semestre

21 julho, 2009

SÃO PAULO – O setor de construção civil começa o segundo semestre para lá de otimista, depois de passar praticamente ileso pela crise financeira mundial, quando a rotina das construtoras e incorporadoras brasileiras começa a retomar o cenário do ano passado no pré-crise, com anúncios recordes de vendas e lançamentos. As prévias dos resultados operacionais divulgadas pelas empresas do setor indicam vendas superiores a 200%, em alguns casos. Entre os motivos estão a retomada do crédito e a criação do programa do Governo “Minha Casa, Minha Vida”, que despertou no cidadão o sonho de adquirir a casa própria.

Já é esperada para os próximos três anos uma média de 70 mil novas unidades só na cidade de São Paulo – todas voltadas para a camada de baixa renda, como afirma o presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana.

“Vemos agora um mercado mais disciplinado, regulamentado e que continuará crescendo cerca de 5% ao ano nos próximos anos”, diz Crestana, ao ressaltar que 2007 foi um ano excelente, quando houve um aumento de 70% no número de unidades vendidas ante 2006.

Crestana aposta em retomada do crescimento, passado o baque da crise. Mesmo que o ritmo de aceleração não repita o alcançado no ano passado, a tendência é de alta, segundo ele.

Plano

Segmentada ao público de baixa renda desde 1962 com empreendimentos residenciais com valor máximo de R$ 100 mil, a Cury Construtora e Incorporadora comemora o sucesso do lançamento Dez Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo. Apenas em seis dias, o empreendimento teve 100% de suas 252 unidades vendidas, todas pelo programa “Minha Casa Minha Vida”.

Fábio Cury, presidente da empresa, comemora o sucesso do programa e já projeta um crescimento de 40% nos negócios para este ano. “Já esperávamos um aumento significativo, independentemente do programa do governo. Porém, seguramente, ele {programa} veio para contribuir ainda mais”, diz o executivo que tem hoje 17 mil unidades em análise na Caixa e outros seis empreendimentos pré-aprovados na faixa dos 3 a 6 salários mínimos.

A Tecnisa, no entanto, é uma construtora especializada em empreendimentos de alto padrão. Mas, o presidente Carlos Alberto Júlio não só confirma o interesse na companhia neste segmento como já vem baixando o ticket médio de seus empreendimentos. Em 2006, o preço médio dos lançamentos foi de R$ 450 mil; em 2007, de R$ 362 mil. Em 2008, o ticket médio da Tecnisa foi de R$ 322 mil.

“Ingressar neste segmento será um grande desafio para nós, queremos fazer um trabalho sério, apresentar empreendimentos de qualidade, e sermos em breve, uma empresa “premium”, para imóveis de baixa renda”, diz Júlio reforçando o interesse na empresa com a recém-criada diretoria de produtos voltados à faixa econômica com a contratação de Newman Brito.

Na mesma esteira segue a Ezetec Empreendimentos e Participações. Com empreendimentos voltados exclusivamente para residenciais de médio alto padrão, no ano passado a companhia criou a marca Mix Residencial, área dirigida ao público de baixa renda, com imóveis entre R$ 90 mil a R$ 150 mil. Parece que a novidade tem dado certo, já que 90% de um residencial no bairro paulistano da Penha já foi vendido.

Emílio Fugazza, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Ezetec, diz ter buscado por meio de parcerias, a expertise necessária para ingressar neste ramo. “Buscamos as pequenas e médias construtoras que trabalham muito bem na elaboração destes projetos e o que fizemos foi nos tornarmos parceiras. Atender este público é atender milhares de pessoas, a estrutura não é a mesma, onde procuramos atender nossos clientes pessoalmente, no caso de uma inadimplência, por exemplo”.

Segundo a prévia do balanço do segundo trimestre de 2009, a empresa Ezetec totalizou R$ 299,9 milhões em lançamentos, crescimento de 37,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento foi de 7,9%, representando R$ 354,3 milhões.

As vendas contratadas no segundo trimestre alcançaram R$ 243,5 milhões, aumento de 70,6% em relação a 2008, dos quais R$ 28,8 milhões são referentes a unidades lançadas em trimestres anteriores. No acumulado do ano houve um crescimento de 36,2%, totalizando R$ 313,1 milhões. As vendas no primeiro semestre de 2009 já representam 87,5% do total das vendas contratadas em 2008.

Vendas

Outra a ver suas vendas dobrarem neste segundo semestre do ano foi a Even Construtora, segundo a prévia do que pode vir a ser contabilizado no balanço. A empresa registrou um volume de vendas contratadas de R$ 253 milhões.

Os lançamentos passaram de R$ 54,2 milhões para R$ 176,4 milhões no período, crescimento de 225,4%, divididos em seis empreendimentos, localizados nas cidades de São Paulo, Campinas, Guarulhos e Belo Horizonte. Do total de lançamentos, 56% foram vendidos dentro do próprio trimestre. Já o volume de vendas de estoque teve crescimento significativo, passando do patamar de R$ 29 milhões em abril para R$ 83,4 milhões em junho.

Já Luiz Rogélio Tolosa, diretor de Relações Institucionais e com Investidores da Brookfield Incorporações, antiga Brascan Residential Properties, credita ao trabalho da mídia o aumento no número de visitação aos estantes, já que reforça a possibilidade em adquirir a casa própria, sem deixar de mencionar também facilidades como o aumento de subsídio do governo para o setor.

“A incorporadora tem hoje 9% dos seus lançamentos na faixa entre R$ 60 mil e R$ 130 mil e digo que a velocidade de venda deste segmento é infinitamente superior ao da alta renda. Percebi um grande volume de vendas sendo gerado em Cajamar (SP), Taboão da Serra (SP), Jundiaí, no interior de São Paulo e em Goiânia (GO)”, diz o executivo que também acredita que o fato de a população brasileira ter 50% dela na faixa de menos de 25 anos contribui com o aumento no número de vendas.

As vendas contratadas da Brookfield Incorporações, no segundo trimestre de 2009 somaram R$ 568,5 milhões, um aumento de 77,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado do primeiro semestre de 2009, as vendas totalizaram R$ 875 milhões, o que corresponde a 76,3% do total vendido durante todo o ano de 2008.

Entre abril e junho, o segmento residencial foi responsável por 68,1% das vendas. Já no acumulado do ano, os empreendimentos residenciais responderam por 76,4% do volume total de vendas da Companhia.

Neste período, as unidades com preço médio abaixo de R$ 500 mil representaram 77,8% das vendas totais do segmento residencial, faixa de produtos beneficiada com o aumento do limite do financiamento imobiliário junto ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

O setor de construção civil começa o segundo semestre com otimismo redobrado, depois de passar praticamente ileso pela crise financeira mundial. Agora, a rotina das construtoras e incorporadoras brasileiras começa a retomar o cenário do ano passado no período pré-crise, com anúncios recordes de vendas e lançamentos. As prévias dos resultados divulgadas pelas empresas do setor indicam crescimento de vendas de até 200%, em alguns casos. Entre os motivos estão a retomada do crédito e a criação do programa do governo “Minha Casa, Minha Vida”, que facilita a compra de imóveis.

Já é esperada para os próximos três anos uma média de 70 mil novas unidades anuais só na cidade de São Paulo – todas voltadas para a camada de baixa renda, segundo o presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana.

A Cury Construtora e Incorporadora comemora o sucesso do lançamento Dez Vila Curuçá, na zona Leste de São Paulo. Em seis dias, o empreendimento teve 100% de suas 252 unidades vendidas, todas pelo programa “Minha Casa Minha Vida”, afirma o presidente da empresa, Fábio Cury, que projeta crescimento de 40% nos negócios este ano.

Para a Ezetec Empreendimentos e Participações, que criou um braço para o segmento econômico, com imóveis de R$ 90 mil a R$ 150 mil, o segundo semestre deve ser melhor ainda que o primeiro. Emílio Fugazza, diretor de Relações com Investidores, garante que deu certo a estratégia de buscar “pequenas e médias construtoras que trabalham muito bem na elaboração destes projetos”. Segundo a prévia do balanço do segundo trimestre de 2009, a Ezetec totalizou R$ 299,9 milhões em lançamentos, crescimento de 37,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas contratadas no período aumentaram 70,6% em relação a 2008.

Para Luiz Rogélio Tolosa, diretor de Relações com Investidores da Brookfield Incorporações, já foi possível sentir aumento no número de visitação aos estandes. “A incorporadora tem hoje 9% dos seus lançamentos na faixa entre R$ 60 mil e R$ 130 mil e digo que a velocidade de venda deste segmento é infinitamente superior ao da alta renda”, afirmou.

Fonte: DCI – Diário Comércio, Indústria & Serviços


Corretoras elevam recomendação para ações da Gafisa

20 julho, 2009

O Credit Suisse e o JPMorgan, em relatórios desta segunda-feira, elevaram suas recomendações para as ações da construtora Gafisa. O Credit Suisse elevou a companhia para “outperform”, de “neutra”, e aumentou o preço-alvo de R$ 21 para R$ 25 em dezembro deste ano.

O JPMorgan, por sua vez, elevou Gafisa a “overweight” (acima da média do mercado), ante “neutra” anteriormente, com preço-alvo de R$ 28 no final de 2010.

As ações da construtora reagiam em alta e mostravam ganho de 4,99% às 13h15, negociadas a R$ 20,42, ante alta de 1,84% do Ibovespa.

Conforme o Credit Suisse, os resultados operacionais de construtoras brasileiras divulgados recentemente mostraram recuperação em pré-vendas, com aumento da velocidade média de venda. Essa melhora levou a uma revisão nas projeções para o setor de construção e, assim, para a Gafisa.

Sobre Gafisa, o Credit Suisse aponta que a empresa mostra desempenho em Bolsa inferior ao de suas principais pares e destaca ainda que a intenção declarada pela companhia de realizar uma oferta de ações, projeto que acabou suspenso, contribuiu para exercer pressão de baixa sobre os papéis recentemente.

O JPMorgan, por sua vez, estabeleceu também preços-alvo para outras sete construtoras brasileiras. Dentre as que integram o Ibovespa, além de Gafisa, Rossi Residencial tem preço-alvo de R$ 11 e Cyrela Brazil Realty, de R$ 21.

As ações da Cyrela tinham valorização de 3,69%, a R$ 17,16, e os papéis da Rossi Residencial subiam 1,39%, a R$ 10,23. A indicação do JPMorgan para Cyrela é “neutra” e para Rossi é “underweight” (abaixo da média do mercado).

Fonte: Invertia


COMO AS CONSTRUTORAS ANALISAM A AQUISIÇÃO DE TERRENOS PARA IMÓVEIS RESIDENCIAIS

8 julho, 2009

Localização, medidas, potencial construtivo e insolação são fatores determinantes

Ao ver um imóvel pronto para morar, o consumidor não imagina todo o estudo realizado por uma construtora antes mesmo da aquisição do terreno, um dos primeiros passos para a idealização do projeto.
De acordo com o diretor da Construtora San Remo, o engenheiro civil João Carlos Perussolo, a localização é o fator decisivo na hora da compra de um terreno para a construção de um empreendimento imobiliário. Isso é observado principalmente nas grandes cidades, onde o trânsito dificulta os percursos ao trabalho, à escola e aos locais de lazer. A localização da residência torna-se, assim, uma forte aliada.
Afinal, morar próximo a escolas, supermercados, padarias, shoppings, agências bancárias e áreas verdes, como parques e bosques, representa economia de tempo no dia-a-dia.

Além da localização, há outros fatores determinantes da escolha de um terreno. “É preciso verificar também as medidas, o potencial construtivo e a insolação (face) do lote”, explica o diretor da San Remo, que é especializada em imóveis de alto padrão.
Para a construção de um edifício residencial de luxo, é necessário ficar atento às metragens do terreno. “O parâmetro é gerar uma obra que tenha um tamanho mínimo que atenda a viabilidade de cada construtora, no caso da San Remo no mínimo 10.000,00 m²” de área total construída, afirma o engenheiro. Outro aspecto a ser analisado é o entorno do terreno. Na opinião do diretor, para se tornar um empreendimento bem-sucedido, a vizinhança é fundamental.
A infraestrutura da região deve contemplar fácil acesso às principais vias, variedade de serviços, comércios, meios de transporte, hospitais e escolas.

Em Curitiba, as regiões mais visadas pelas construtoras para o lançamento de empreendimentos residenciais são os bairros: Batel, Champagnat, Ecoville e Cabral. “Os terrenos bons em regiões nobres estão ficando cada vez mais escassos, mas ainda podem ser encontrados, embora os preços estejam extremamente altos”, conta Perussolo. Ele afirma que o Batel, bairro que é o coração de Curitiba, está quase todo ocupado e os imóveis têm um alto valor agregado.
No entanto, alguns bairros da cidade têm grande potencial imobiliário. “É o caso do Ecoville”, aponta o engenheiro.

Para um condomínio residencial de casas, os terrenos tornam-se cada vez mais escassos. “Terrenos bons para condomínios residenciais de alto padrão não existem mais em Curitiba. Um terreno que gere pelo menos 15 lotes de alto padrão deve possuir no mínimo um alqueire (24.000 m²) sem restrição de faixas não edificáveis”, diz.
Perussolo conta, ainda, que 15 lotes é o número mínimo de habitações para viabilizar uma taxa condominial razoável, com portaria e segurança 24 horas. “Terrenos com esta característica só são encontrados em regiões muito afastadas e geralmente com acesso por estradas escuras e desertas”.

Após a aquisição do terreno, a construtora inicia uma outra etapa, que definirá qual o projeto que será desenvolvido na área. “Normalmente, cada terreno tem sua vocação, ou seja, de acordo com suas características ele comporta um determinado tipo de imóvel”, afirma. No caso da Construtora San Remo, a média de aquisição de lotes para novos empreendimentos é de dois por ano. Entre a compra do terreno e a entrega do empreendimento, o tempo médio é de 40 meses.

Um pouco sobre a San Remo

Especializada na construção de edifícios residenciais e comerciais de luxo, a Construtora San Remo consolida-se como uma das empresas mais conceituadas no mercado da construção civil em Curitiba.
Com 27 anos de atuação, a empresa destaca-se por oferecer obras de altíssimo padrão, com acabamento superior e atenção em cada detalhe. À frente dos empreendimentos está o engenheiro João Carlos Perussolo.

Legendas: Terreno adquirido pela Construtora San Remo para a construção de um novo empreendimento imobiliário em Curitiba.

Fonte: Mcomm Comunicação Dirigida


Construtoras demonstram interesse pela baixa renda

7 julho, 2009

O setor imobiliário continua otimista em relação à execução do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, demonstrando interesse em participar não só da produção para a faixa de renda de três a dez salários mínimos, mas também para o segmento de até três salários mínimos. Isso apesar de considerar que, em quase três meses do pacote, a velocidade de aprovação dos projetos pela Caixa Econômica Federal ficou abaixo da esperada.

“É tudo muito novo, num volume que nunca foi avaliado pela engenharia e pela área jurídica da Caixa. Está havendo uma adaptação da Caixa e dos cartórios aos novos volumes”, afirma o diretor-geral da Living Construtora, empresa da Cyrela Brazil Realty para o segmento econômico, Antonio Guedes.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, diz não ter dúvidas de que haverá dificuldades operacionais no início da execução do “Minha Casa, Minha Vida”. “Mas a Caixa se comprometeu a reduzir prazos em todas as etapas de análise dos projetos. Esperamos ter 700 mil unidades avaliadas e aprovadas pela Caixa até julho de 2010″, diz Simão, ressaltando que isso não significa que esse volume será erguido até o fim de 2010.

A estimativa da CBIC considera o potencial de 309 mil unidades dos projetos que 11 empresas de maior porte informaram ao governo que produzirão nos moldes do programa e a produção estimada pelas construtoras com foco em habitação social cadastradas na Caixa.

Até 18 de junho, a Caixa recebeu 472 propostas de projetos para o programa, o equivalente a 80.830 unidades. Do total, o banco começou a analisar as 159 que tinham a documentação completa. Segundo a Caixa, 79 foram contratadas – 8 para empreendimentos na faixa de até três salários mínimos e 64 para o segmento de 3 a 10 salários mínimos.

O valor médio das 2.122 unidades contratadas para o segmento de menor renda foi de R$ 37,4 mil, e das 6.749 unidades para a faixa de 3 a 10 mínimos, de R$ 81,6 mil. As contratações por pessoas físicas de imóveis incluídos no pacote somaram 5.625 unidades até 19 de julho, o equivalente a R$ 375,8 milhões.

A Living tem 21 projetos aprovados pela Caixa para venda nos moldes do programa, mas ainda não assinados. Segundo o diretor-geral da Living, os empreendimentos começam a ser vendidos e, até 60 dias depois, o contrato é assinado com a Caixa.

Os 21 projetos se destinam ao segmento de três a dez salários mínimos, no total de 5,5 mil unidades. Para a faixa de até três salários mínimos, a Living comprou um terreno em Guarulhos e outro em Campinas, onde vai construir empreendimentos com preço máximo de R$ 52 mil por unidade.

Fonte: Estadao