Expocon 2009 mostra a força do setor de materiais de construção

20 outubro, 2009

Números do varejo refletem o bom desempenho do setor, o que impulsiona indústrias a expor seus produtos na feira, de 21 a 24 de outubro, no Expotrade Convention Center, em Curitiba/Pinhais (PR).

O varejo brasileiro de materiais de construção tem motivos de sobra para manter a expectativa de crescimento para 2009 na casa dos 6%. Dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que representa as 138 mil lojas do setor existentes no país, apontam que as vendas aumentaram 4,9% no mês de agosto, em relação ao mesmo período de 2008. Na comparação agosto de 2009 sobre julho de 2009, o desempenho foi de 5%. Já no acumulado do ano (janeiro a agosto de 2009 sobre o mesmo período do ano passado), o varejo de materiais de construção cresceu 2,5%. Complementando as estatísticas, a entidade ainda aposta no tradicional acréscimo das vendas no final do ano, em função da época de festas.

Os números refletem a boa performance do setor, o que impulsiona as empresas a expor em feiras de negócios como a Expocon 2009 – 12ª Feira de Fornecedores da Construção Civil, que acontece de 21 a 24 de outubro no Expotrade Convention Center, em Curitiba/Pinhais (PR). A Diretriz, organizadora do evento, contabiliza para esta edição a presença de mais de 100 indústrias brasileiras, que apresentarão suas principais novidades em produtos.

Para completar, é esperado um público de 24 mil pessoas, ante as 23 mil registradas em 2008. Assim como nas edições passadas, as caravanas serão responsáveis por engrossar o público presente na Expocon. A vinda de aproximadamente 60 ônibus, provenientes do interior do Paraná e do estado de Santa Catarina, está confirmada pela organização. O evento é voltado para profissionais da construção civil, mas é aberto também para o público interessado em construção ou reforma.

Expositores otimistas

A Expocon 2009 está movimentando os expositores, que vislumbram os objetivos a serem alcançados com a participação. Um exemplo é a Versátil Andaimes, que investe na presença desde a primeira edição do evento. De acordo com Adriano Greca, gerente comercial, a expectativa sempre é a de firmar a posição da empresa como líder de mercado no ramo de locação de andaimes. “Um dos nossos intuitos na feira desse ano é divulgar a Versátil Fácil, nova filial que fica na Cidade Industrial de Curitiba. Agora possuímos dois centros de distribuição: atendemos as regiões leste e norte com a Versátil Pinhais, onde são fabricados nossos produtos, e oeste e sul com a loja CIC”, conta.

Os expositores catarinenses estão investindo no evento para apresentar novos produtos. Cientes do bom número de visitantes que a feira recebe todos os anos, empresas como a fabricante de duchas para banho Zagonel, de Pinhalzinho (SC), garantiram sua presença. O intuito, segundo Rosevani Henz, coordenadora de vendas, é firmar junto ao público paranaense a entrada da empresa no segmento de iluminação com a linha Z.Light, que oferece luminárias e lanternas. “Além disso, temos a ducha Pop, cujo lançamento para o estado será feito na Expocon. Nossa expectativa é atrair novos clientes e negócios dentro da feira”.

A Epex, com sede em Blumenau (SC), participará pela segunda vez da Expocon. De acordo com Carlos Roca, supervisor comercial para o estado do Paraná, novos clientes são esperados, além do contato com possíveis representantes para a divulgação dos produtos em outras áreas. “Esperamos fechar bons negócios e parcerias. Com certeza teremos bom retorno”, afirma ele. A empresa é responsável pela fabricação de mais de 20 itens voltados para o setor de construção civil.

Mesmo em sua 12ª edição, a Expocon continua a atrair novos expositores, que apostam na visibilidade que o evento irá gerar. Exemplo disso é a Reflorestratar, especializada em madeiras maciças trabalhadas em autoclave que podem ser utilizadas de assoalhos a coberturas e até para a construção de casas. De acordo com Luiz Guilherme Fenianos, sócio-gerente, o intuito da participação na feira é mostrar ao mercado curitibano os diferencias dos produtos da empresa. “Nossas madeiras são ecologicamente corretas, vindas 100% de árvores de reflorestamento. Além disso, damos nelas um banho químico que garante 15 anos de durabilidade”, afirma ele, que vê na Expocon a possibilidade de dar destaque à Reflorestratar em meio às demais alternativas do segmento madeireiro.

Para Gil Cid Ferreira, diretor da Mondo Bagno, empresa da capital especializada na importação e distribuição de cabines de banho e banheiras, a estreia na feira servirá para divulgar seus produtos aos visitantes do Paraná e de Santa Catarina, estados em que possuem maior atuação. “Nossa expectativa é fazer contatos que gerem vendas posteriormente”, diz. Ainda segundo ele, o grande foco para a Expocon são as cabines de banho, importadas há cerca de 5 meses e compostas por hidromassagem, box, chuveiro e sauna, tudo com som ambiente, para proporcionar uma experiência única na hora do banho.

Vitrine de produtos

O Grupo Astra, Profax, Japi e Integral, com fábrica sediada em Jundiaí (SP), apresentará um estande repleto de produtos inovadores, de alta tecnologia e exclusividade. Entre os destaques preparados para a exposição, estão o kit industrializado, que facilita a rotina das construtoras e reduz a perda de matéria-prima, e o piso radiante, com tecnologia de aquecimento especial, principalmente para regiões frias como o Sul. Entre os lançamentos, também estarão uma descarga de acionamento duplo, que reduz de 30% a 60% o desperdício de água, e uma banheira de luxo da linha Astracril Personnalité, assinada pela arquiteta
paulista Bya Barros. O estande ambientado estará com os produtos expostos em funcionamento todos os dias da feira.

A distribuidora de materiais elétricos Decorlux, de Curitiba (PR), vai aproveitar a participação no evento para expor ao público paranaense uma forma alternativa de apresentação de seus produtos. Tendo como foco o mercado de home centers e revendas, a empresa criou embalagens contendo menos itens. “A tendência hoje é oferecer o produto pronto para consumidor final”, explica André Murata, supervisor de marketing, que completa: “São 40 produtos, praticamente toda a nossa linha, com esse tipo de apresentação”.

“Consumidor-formiga” continua a reinar

Segundo a Anamaco, a previsão até o fim do ano é de crescimento de 6% nas vendas sobre 2008. Os principais compradores do varejo de materiais de construção são os “consumidores-formiga”. Estatísticas da entidade mostram que 77% de tudo o que é vendido no setor é utilizado na construção autogerida, ou seja, aquela em que o consumidor gerencia a sua própria obra, contratando um pedreiro e comprando os materiais. A Anamaco ainda aponta que a classe C, por exemplo, gasta em média R$ 1097,18 com material de construção por ano.

SERVIÇO:

Evento: Expocon 2009 – 12ª Feira de Fornecedores da Construção Civil
Local: Expotrade Convention Center – Curitiba/Pinhais (PR) – Av. João Leopoldo Jacomel – 10.454
Data: De 21 a 24 de outubro de 2009
Horário: De quarta a sexta, das 16h às 22h. Sábado, das 13h às 19h.
Entrada: Convites dirigidos ou mediante pré-cadastro gratuito no site www.diretriz.com.br. Proibida a entrada de menores de 16 anos, mesmo acompanhados de responsáveis.
Público-alvo: Feira dirigida a engenheiros civis, arquitetos, decoradores, empreiteiros, construtores, locadores, concreteiras, mestres de obras, lojistas, balconistas, atacadistas, administradores de condomínios e hotelaria, empresários do setor e consumidores com interesse em lançamentos da indústria da construção civil.
Informações: (41) 3075-1100 ou www.diretriz.com.br

Fonte: RT PRESS


Rossi e Gafisa são ações preferidas do Barclays entre construtoras

25 setembro, 2009

Analistas também apostam na valorização de papéis de baixa liquidez.

A recente melhora no ambiente de mercado para as empresas de construção civil brasileiras fez a área de análise do banco Barclays atualizar suas recomendações. Dentre as ações com maior liquidez, o banco destaca os papéis de Rossi e Gafisa como os melhores, ambos bem avaliados e com potencial de alta de 50% e 34%, respectivamente.

O relatório dos analistas do Barclays diz que as duas construtoras têm um portfólio diversificado de produtos e, portanto, são menos dependentes de um único segmento de renda para seu crescimento.

No caso da Rossi, um problema apontado é seu histórico negativo de comunicações com o mercado, o que tende a trazer uma volatilidade desnecessária às ações da companhia. Na opinião dos analistas do Barclays, essa característica tende a dar a injusta percepção de que a Rossi não é uma boa incorporadora.

Entretanto, os analistas enfatizam que estão confiantes quanto ao fato de a empresa ocupar uma posição de liderança em alguns mercados, ser competitiva e estar capitalizada para aproveitar a melhora do mercado. O Barclays estabeleceu para os papéis da Rossi um preço-alvo de 21 reais, o que significa uma potencial alta de 50%.

As expectativas dos analistas são igualmente boas para a Gafisa. Após divulgar um bom volume de vendas nos últimos trimestres, com surpresas positivas quanto às margens da companhia, espera-se a continuidade da melhora dos resultados. A construtora está bem posicionada para se beneficiar nos segmentos de alta e baixa renda e deve continuar apresentando vendas fortes em 2009.

O preço-alvo estabelecido pelo Barclays para as ações da Gafisa, é de 38 reais, o que representa uma alta de 34%.

Menor liquidez

As ações de Cyrela e MRV, de acordo com o relatório, não devem ter muito espaço para valorização, ainda que estas companhias carreguem altas expectativas de crescimento. Os potenciais de alta estimados pelos analistas são de 9% e 11%, respectivamente.

No caso da Cyrela, o Barclays acredita que os anúncios de lançamentos e metas de venda agressivas para 2010 já foram precificados, deixando aos investidores um pequeno potencial de alta.

Na visão dos analistas do banco, há um razoável potencial de alta no preço de ações de menor liquidez, de construtoras expostas aos segmentos de renda média e alta. Nessa categoria, as empresas preferidas são Agra, Even, Brookfield e Tecnisa. “Essas companhias estão operando abaixo, ou muito perto, de seu valor de liquidação, com um desconto de 83% em relação aos papéis de maior liquidez”, diz o relatório.

As ações da Rossi (RSID3) fecharam o pregão desta terça-feira (22/09) em alta de 8,27%, a 15,17 reais, enquanto os da Gafisa (GFSA3) encerraram em alta de 0,07%, negociados a 28,39 reais. Ações da Cyrela. (CYRE3), em alta de 3,10%, fecharam o pregão negociadas a 24,58 reais, e as da MRV (MRVE3), em baixa de 0,12%, encerraram a negociação a 32,25 reais. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, aos 61.493 pontos.

Fonte: Portal Exame


Construção civil volta a ter carência de profissionais

6 agosto, 2009

Por AE

São Paulo – Mal começou a recuperação econômica e o setor de construção civil já se depara com a disputa por engenheiros. O setor foi um dos menos atingidos pela crise econômica e um dos que mais rapidamente voltou a crescer, graças à resistência do mercado interno e a estímulos como o pacote habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, lançado em março.

No primeiro semestre de 2009, foram criadas 3,1 mil vagas para profissionais com diploma universitário na construção civil, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número ainda está longe dos 7 mil postos criados no mesmo período de 2008, ano considerado excepcional, mas já está próximo das 3,5 mil vagas criadas nos primeiros seis meses de 2007.

De acordo com o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo, mesmo com um ritmo menor de abertura de postos de trabalho, o reaquecimento já trouxe de volta a disputa por engenheiros. “Ainda temos um déficit grande de profissionais que só vai ser suprido daqui a dois ou três anos”, diz. No ano passado, a disputa por engenheiros elevou os salários pagos no setor.

As incorporadoras Gafisa e Tenda, pertencentes ao mesmo grupo, adotaram uma linha de estímulos para atrair os profissionais. Em 20 de julho, as empresas abriram as inscrições para o programa Comece Bem, que pretende contratar jovens engenheiros civis e de Produção no segundo semestre. “Vamos fornecer para o profissional um período formação profissional”, diz Rodrigo Pádua, diretor de Recursos Humanos da Gafisa. Segundo ele, o grupo pretende se fortalecer para um crescimento que virá no curto e médio prazo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência do Estado


Inovação ganha espaço na construção civil

7 julho, 2009

SÃO PAULO – Ao que tudo indica, a crise no setor de construção civil está mesmo chegando ao fim. Reunidos na Rodada de Negócios da Construção Civil, realizada pelo Sebrae-PR em parceria com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), empresários de construtoras e dos mais diversos tipos de fornecimento de produtos e serviços ligados à construção de empreendimentos imobiliários estão investindo na retomada do setor, prevista para todo o segundo semestre de 2009.

Prova disso é que o evento, realizado nos últimos dias 30 de junho e 1º de julho, contou com a participação de 18 construtoras e de mais de 80 fornecedores.

Responsável pelo departamento comercial da construtora Raphael Pocai, que está entrando no mercado paranaense este ano, Renata Passos afirma que o momento é de segurança para os investidores. “No momento crítico da crise, trabalhamos na construção. Acreditamos que o consumidor está eufórico para começar a comprar imóveis”, disse ela. “A realização da Rodada de Negócios neste momento do ano foi estratégica, porque o evento estimula a troca de contatos entre construtoras e empresas fornecedoras de produtos e de serviços, num momento em que o governo dá oportunidades e alternativas aos empresários do setor”, concluiu.

Fonte: DCI


Ações de varejo e construção podem voltar a atrair investidor

27 janeiro, 2009

São Paulo, 27 de Janeiro de 2009 – A queda da taxa básica de juros e a consequente retração da taxa real podem voltar a beneficiar alguns setores econômicos que saíram da pauta de investimentos aos primeiros sinais de redução de crédito no País. Altamente dependentes de financiamento e do nível de confiança do consumidor, varejo e construção são apontados por analistas e gestoras como alternativa de aporte na renda variável.

Na construção, mesmo as líderes Cyrela Brazil Realty e Gafisa não deslancharam. O setor é considerado mais “delicado”, até pelo excesso de ações na BM&F Bovespa, mas também contribuiu para o receio do investidor a revisão feita há uma semana pela Fitch Ratings. A agência rebaixou de uma só vez a nota de cinco incorporadoras. “A Selic é um norte as ações, mas o investidor deve acompanhar dados como venda de cimento, produção de aço longo e balanços, antes de investir”, aconselha Calil.

Fonte: Gazeta Mercantil


Apesar do auxílio, construção civil desacelera

15 novembro, 2008

Apesar das medidas de auxílio do governo ao setor de construção civil, as incorporadoras continuam em ritmo de desaceleração e seguem revisando para baixo seus planos de lançamentos para este ano.

Após divulgar os resultados referentes ao terceiro trimestre, ontem, a Abyara afirmou que não lançará novos empreendimentos neste ano. Com isso, a empresa encerra o ano com R$ 1,1 bilhão em lançamentos. A expectativa inicial era de R$ 2,2 bilhões.

“A ordem agora é manter a cautela e a disciplina financeira”, diz a diretora financeira da empresa, Ana Granato.

A Abyara já começou a implementar um programa de contenção de gastos que inclui 40% de corte na folha de pagamentos, como medida para enfrentar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. O número de demissões não foi informado.

De acordo com Granato, as ações do governo para estimular o setor, embora bem-vindas, ainda não tiveram efeito. “Não que não sejam suficientes, mas ainda não ocorreram de fato.”

Entre as medidas anunciadas, está uma linha de financiamento de capital de giro oferecida pela Caixa Econômica Federal no valor de R$ 3 bilhões para os empreendimentos lançados antes do dia 1º de outubro. A ajuda, porém, ainda depende de regulamentação para entrar em operação. A Caixa também poderá comprar participações em construtoras com dificuldades de caixa.

A Cyrela e a Agra também anunciaram revisões significativas em seu “guidance” (projeções) de lançamentos. Em nota, a Cyrela afirmou que, “em virtude do atual cenário econômico internacional e das incertezas sobre o impacto na economia brasileira, a empresa optou por postergar parte dos lançamentos previstos para 2008″. A Cyrela previa lançar R$ 7 bilhões em projetos neste ano e rebaixou para algo entre R$ 5,25 bilhões e R$ 5,6 bilhões.

Já a Agra rebaixou de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,4 bilhão sua projeção de lançamentos.

“Muitos consumidores estão receosos com o que vai acontecer com emprego e crédito. Precisamos nos ajustar à nova situação”, diz o diretor de relações com investidores da Agra, Fábio Tsubouchi.

Para o presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação), João Crestana, as empresas agora adotam uma atitude de cautela e devem se tornar mais seletivas com os projetos. “É preciso priorizar a liquidez e garantir capital de giro. Se uma empresa tinha cinco ou seis lançamentos previstos, agora vai escolher dois ou três, aqueles que têm rentabilidade.”

Fonte: Midiamax


Ações de construtoras têm alta após anúncio de crédito

22 outubro, 2008

O anúncio de que o governo destinará até R$ 4 bilhões para a construção civil animou ontem as empresas do setor listadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Apesar de o Ibovespa (índice de preços médios praticados na Bolsa) ter caído 1,01%, a maioria das construtoras registrou fortes valorização de seus papéis.

As maiores altas ficaram com Abyara (20,12%), Tenda (15,26%) e Agra (10,71%), porém as ações de tais empresas ainda permanecem cotadas a menos de R$ 2. Empresas com papéis mais valorizados também subiram bastante hoje, como a Rossi (11,94%), Klabin Segall (9,71%), Cyrela (9,21%) e PDG Realty (5,40%).

As ações da Gafisa também subiram 7,41%. Além do anúncio do governo, foram impulsionadas pela venda de 5% de seus ADRs (papéis em circulação na Bolsa de Nova York) ao milionário americano Sam Zell. Hoje, o banco Fator melhorou a recomendação dos papéis da Gafisa, classificando-os como atraentes para compra.

O setor de construção civil foi o mais penalizado, mesmo antes de o início da crise. De agosto até a semana passada, as ações das empresas da área tinham perdido, em média, 60% de seu valor.

As construtoras já vinham sofrendo antes porque, segundo analistas, com a abundância de liquidez, muitas empresas pequenas e despreparadas abriram seu capital. Porém, fizeram planejamentos inadequados e, com a restrição ao crédito, não manterão a previsão de lançamentos. Várias delas reviram suas metas nas últimas semanas.

O anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, anteontem, no entanto, parece ter dado nova injeção de ânimo ao setor, que tem demanda por 8 milhões de moradias. Apesar de não ter entrado em detalhes, o ministro disse que o reforço de R$ 4 bilhões deverá ser feito via BNDES.

O crédito seria liberado, segundo ele, porque as empresas tinham sinalizado com deficiência em capital de giro. “O governo está montando um sistema para viabilizar esses investimentos’’, afirmou Mantega.

Fonte: Jcnet


Pacote de ajuda à construção civil pode chegar a R$ 4 bilhões

21 outubro, 2008

O pacote de medidas de ajuda do governo ao setor da construção civil envolverá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF), num aporte conjunto de recursos para capitalização das construtoras. A Caixa lançará linha de crédito especial voltada a capital de giro; o BNDES subscreverá debêntures e participará do capital de empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

O governo ainda não bateu o martelo em torno do valor total do pacote, que pode ir de R$ 2,5 bilhões a R$ 4 bilhões, para serem desembolsados imediatamente. As medidas, delineadas há uma semana, aguardam a aprovação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda e o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se o sinal verde for dado até amanhã, as medidas podem ser anunciadas na abertura do 80º Encontro Nacional da Indústria da Construção, em São Luiz (MA). No encontro, Lula será representado pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

Caixa e BNDES devem dividir meio a meio o ônus financeiro do programa. Segundo fontes, o objetivo do programa, além de permitir a conclusão de empreendimentos imobiliários já iniciados, é facilitar processos de eventuais fusões e incorporações entre as companhias. De acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) há em torno de 100 mil construtoras no País, dos mais variados portes. Apenas 25 são listadas em bolsa. Doze são acompanhadas mais de perto pelo mercado financeiro.

A participação do BNDES se restringiria às companhias de capital aberto, com limite de participação acionária. Seria uma linha também de capital de giro, mas por meio de debêntures conversíveis em ações. Na modelagem, há cláusulas que definem a saída do banco e também proteções para que evitar conversão em época de extrema desvalorização dos papéis, como a atual.

O banco não quer ser acionista de construtoras e muito menos ter participação relevante no capital, dizem fontes que participaram da formatação das medidas. O papel do BNDES será o de fortalecer as empresas para a transição entre a crise e a normalidade de mercado, evitando quebradeira no setor. O objetivo emergencial é assegurar a conclusão de projetos previstos para 2009.

Fonte: Gazeta do Povo