Salão continua em construtoras

29 setembro, 2009

Quem conseguiu uma carta de crédito na quarta edição do Salão Imobiliário de São Paulo, mas não assinou o contrato da casa própria, ainda tem tempo para escolher o imóvel e garantir os juros menores oferecidos no evento, que reuniu 60 mil visitantes de quinta-feira a domingo.

No Banco do Brasil e na Nossa Caixa, o crédito aprovado valerá por até 120 dias. Já no HSBC, a carta de crédito valerá até dia 30 de outubro.

O Bradesco decidiu manter a redução de juros de 10,9% para 10,5% ao ano para imóveis avaliados entre R$ 120 mil e R$ 500 mil. O gerente de departamento de empréstimos do banco José da Silva Aguiar diz que mesmo quem não pegou a carta de crédito no Salão poderá ter o juro menor nas agências.

Como a Caixa Econômica Federal não cortou juros para o evento, quem não tirou o crédito na hora e procura um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida, não terá prazo para pedir o crédito nas agências e garantir os juros e subsídios.

Nas construtoras, a expectativa é que as próximas semanas tenham mais movimento e negócios fechados, pois muitos clientes não compram a casa no feirão.

Segundo o diretor da Tenda, Julio Meidson, os negócios iniciados no Salão aumentam as vendas do mês em 20%.

O diretor de marketing da Lopes, Roberto Lopes, diz que foram feitas muitas reservas. “Havia clientes sem a documentação completa, e outros que estavam começando a pesquisar as opções.

A Brookfield liquidou as 160 unidades de até R$ 125 mil em Cajamar (Grande SP).

Segundo o diretor do Salão Imobiliário Eduardo Sanovicz, os cinco bancos que participaram do evento liberaram pelo menos R$ 500 milhões em cartas de crédito. A Caixa registrou a emissão de 1.278 cartas de crédito, no valor de R$165 milhões, até as 19h.

Casamento adiado
Namorados há três anos, a redatora Vivian Cunha, 23 anos e o estudante Jussiê Vasconcelos, 22 anos, realizaram ontem o sonho da casa.

Com o contrato em mãos, agora o plano é adiar o casamento para a data em que o imóvel ficará pronto, no início de 2012. “Quem casa, quer casa”, afirma Jussiê.

A analista Suelen Neto Peres, 22 anos, e o analista de logística Leandro Alba, 23 anos, fizeram ontem a reserva do imóvel.

Por Luciana Lazarini do Agora Uol


Atraso na entrega do imóvel pode gerar multa para construtoras

15 setembro, 2009

A construção civil tomou grandes projeções atualmente. Pessoas que antes sofriam para pagar o aluguel de sua moradia, hoje realizam o sonho da casa própria, graças as facilidades de se realizar um financiamento, condições de pagamentos, entre outros.

Mas os consumidores devem ficar atentos para que tudo isso não se transforme em um pesadelo. Quem optar em comprar um imóvel na planta, deve ficar atento à data de entrega definida no contrato.

É através dela que o comprador planeja o seu futuro, mas também pode se tornar a vilã da história caso a construtora não cumpra esse prazo.

Nos contratos de compra de imóvel na planta, são indicados o mês e o ano em que o empreendimento será entregue ao seu dono, mas preveem um período de tolerância geralmente de seis meses.

Muitas construtoras deixaram seus clientes “a ver navios” devido ao atraso dos imóveis. Motivos como falta de material, chuvas, greve de mão-de-obra e até mesmo intervenções governamentais são os principais fatores para retardar uma construção e mudar todos os planos dos compradores.

É preciso que a construtora tenha como provar que essas ocorrências causaram o atraso, caso contrário, o comprador precisa ser indenizado por danos morais e materiais.

Segundo o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), o prazo para que o comprador propor a ação indenizatória pelo atraso na entrega da obra é de até cinco anos. Isso permite que aqueles consumidores cujos imóveis já foram entregues, mas fora do prazo, também possam entrar na Justiça.

Brigar na Justiça por uma indenização, de acordo com o Ibedec, nos casos de atraso, é um direito dos futuros proprietários. O valor da indenização é calculado de acordo com o valor do imóvel, disposição econômica da construtora e prejuízo do comprador.

Uma outra opção para quem passar por esse tipo de constrangimento, é buscar a rescisão do contrato pela inadimplência da construtora, em que teria o direito de receber de volta 100% dos valores pagos, além de indenização pela quebra do contrato.

Para aqueles que pretendem investir nesse tipo de negócio, conforme o Ibedec, é aconselhado que procure uma construtora de qualidade, que seja reconhecida no mercado e recomendada pelos profissionais da área.

Além disso, deve-se ficar atento às condições financeiras da mesma, porque o atraso da entrega pode estar relacionado a uma possível falência da empresa.

Fonte: Ribeirão Preto Online


Consórcio de imóveis ultrapassa 531 mil participantes em julho

10 setembro, 2009

Dados mostram que resultado de julho deste ano é 7,3% superior ao do mesmo período de 2008, quando existiam 495 mil pessoas.

SÃO PAULO – De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, em julho deste ano, o consórcio de imóveis superou o número de 531 mil participantes ativos. O percentual é 7,3% maior do que o registrado no mesmo mês de 2008 (495 mil).
De acordo com o presidente executivo da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, o sonho da casa própria tem sido cada vez mais procurado por quem planeja e deseja economizar.
“O consórcio tornou-se um mecanismo de poupança, cuja disciplina propicia economia para quem planeja a aquisição da casa própria, objetivo número um do brasileiro”, revela.

Comercializações e contemplações

O acumulado de vendas entre janeiro e julho deste ano apresentou 117,3 mil novas cotas, número 2,3% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 114,6 mil cotas.
No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) cresceram 12,1%, passando de 34,4 mil passados sete meses de 2008 para 38,5 mil em igual período deste ano.

Hoje, no Sistema de Consórcios, há mais de 3,71 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.

Consórcio ou financiamento?

Na hora de escolher entre o financiamento e o consórcio para adquirir o imóvel, é importante ficar atento para as vantagens e desvantagens de cada opção e também ao seu perfil de comprador.
Enquanto é possível ter as chaves do imóvel assim que o financiamento é liberado, pelo consórcio, é preciso aguardar ser sorteado para ter acesso ao crédito.

Por outro lado, pelos consórcios, não são cobrados juros, apenas taxas de administração. Ainda não é preciso dar qualquer tipo de entrada para ingressar no sistema, ao passo que, nos financiamentos, um bom valor inicial ajuda na diminuição do prazo e, consequentemente, na queda dos juros.

Fonte: MSN / Seu Dinheiro


Construtoras abandonam financiamento à baixa renda

4 agosto, 2009

As construtoras voltadas para a baixa renda abandonaram o financiamento direto ao mutuário. As empresas passaram a focar o negócio na produção e deixaram a operação do empréstimo da casa própria para os bancos federais ou privados. Grandes construtoras do segmento, como Tenda, MRV e Emccamp Residencial, só fazem hoje financiamento em parceria com as instituições financeiras, que estão com taxas de juros cada vez mais competitivas e prazos de pagamento estendidos em até 30 anos.

As obras de imóveis para a alta renda seguem o mesmo caminho. Os poucos empréstimos diretos ao cliente que ainda são feitos têm prazo de pagamento mais restrito, de no máximo cinco anos. O financiamento de imóvel direto com as construtoras, segundo analistas do setor, só vale a pena durante a obra. Nesse período o reajuste das mensalidades é feito pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC), que nos últimos 12 meses, até junho deste ano, variou 7,67%. Depois da entrega das chaves, o financiamento com as construtoras passa a ser feito com o reajuste pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) mais juros de 1% ao mês. Ou seja, se for levar em conta a alta do IGP-M de 1,52% nos últimos doze meses (até junho de 2009), o reajuste da mensalidade salta para cerca de 14,2% ao ano, taxa bem mais alta do que a média cobrada pela grande parte das instituições financeiras.

“As construtoras hoje só financiam até a entrega das chaves. Depois disso, é melhor para o cliente pegar o empréstimo em banco, que está com taxas de juros bem mais atrativas”, afirma Teodomiro Diniz Camargos, presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e diretor da Construtora Diniz Camargos. As próprias construtoras, diz, não estão interessadas em financiar o cliente depois da entrega das chaves. “As empresas precisam do capital para girar. A tendência é de que nenhuma construtora financie mais os clientes e isso fique a cargo só dos bancos. O trabalho da gestão do crédito é grande e o foco precisa ser feito na produção”, diz.

O diretor de programas habitacionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), André Campos, tem a mesma opinião. “O papel de financiar o cliente é do banco e não da construtora. E hoje, as taxas das instituições financeiras estão muito mais competitivas, além dos vários subsídios lançados pelo governo federal”, diz Campos.

Mas, se a pessoa está interessada em financiar imóvel em período mais curto, o presidente em exercício do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares, afirma que a negociação direta com as construtoras costuma ter maior flexibilidade. “Os bancos costumam financiar em até 80% o valor do imóvel, com parcelas mensais. Nas construtoras, não há uma tabela. Pode haver um acordo, com pagamento de quantias trimestrais, semestrais ou anuais”, afirma Tavares. O financiamento de imóveis prontos nos bancos só é autorizado depois da liberação do habite-se.

Nos últimos anos, os bancos ficaram mais interessados no mutuário da casa própria e passaram a ampliar as ofertas de financiamento e o prazo de pagamento. A competição por taxa de juros mais baixa ficou mais acirrada. E, este ano, o interessado em comprar a casa própria ganhou mais subsídios, com o lançamento do programa habitacional do governo, o Minha casa, minha vida. Os benefícios do programa, no entanto, são limitados às famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). A meta do governo é construir 1 milhão de moradias nos próximos anos. O programa, lançado em março, prevê o investimento de uma bolada de R$ 34 bilhões na construção das moradias. Para as famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), no entanto, o acesso à casa própria ainda vai demorar. A seleção dos interessados, que vão contar com os maiores subsídios e pagar prestações a partir de R$ 50, está sendo feita pelas prefeituras municipais, de acordo com critérios de necessidade das famílias.

Fonte: Uai Economia – Por Geórgea Choucair – Estado de Minas


Casa própria: Confira 10 dicas para não ter prejuízo na compra

12 julho, 2009

Os bons ventos voltaram a soprar e o setor imobiliário promete novo gás neste início de semestre. Incorporadoras que suspenderam o lançamento de empreendimentos em função da crise econômica mundial começam a tirar os produtos das prateleiras a partir do próximo mês.

“Em agosto deve haver um grande incremento de lançamentos imobiliários”, revela o diretor de habitação da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), José Azevedo Filho. A retomada do crescimento deixou a associação tão otimista que a instituição já prevê um aumento estimado de 20% no número de unidades a serem comercializadas neste ano. A previsão inicial era de dez mil unidades negociadas.

“Historicamente, as vendas no setor são menores no primeiro trimestre. Neste ano, isso se agravou com a crise. No entanto, o setor voltou a ganhar fôlego em abril e isso se consolidou em maio e tivemos um junho promissor”, avalia o diretor de habitação da Ademi.

Um dos empurrões responsáveis pela guinada veio com o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Porém, como as construtoras e incorporadoras não possuem um grande leque de ofertas que atenda as demandas dos beneficiados pelo programa, que são imóveis de até R$100 mil, elas ainda estão se preparando para colocar no mercado produtos com esse perfil.

“Na verdade, a maior acelerada deve ocorrer no próximo ano, quando as empresas já terão se adequado para atender a esse público”, informa José Azevedo Filho. Como a oferta de terrenos na cidade é cada vez menor, ele dizqueessa expansão deve ocorrer nas regiões do Complexo Industriário de Aratu(CIA)/Aeroporto, na EstradaVelha do Aeroporto e também nas imediações de Abrantes.

Diante de um mercado em crescimento e com diversas oportunidades, o CORREIO fez uma lista com orientações para quem está interessado em adquirir um imóvel. São dez dicas fundamentais para serem seguidas antes de fechar o negócio. Além de mostrar como evitar ciladas, traz também as melhores opções para a compra.

1º É necessário definir o perfil do imóvel que você quer. Isso inclui o tamanho da área privativa, os serviços e opções de lazer oferecidos pelo empreendimento, localização, até quanto poderá pagar por ele, o valor da taxa de condomínio, entre outros detalhes. Como o imóvel é um bem duradouro, o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci/BA), Samuel Prado, adverte que a escolha deve ser feita com segurança. “O comprador deve estar satisfeito como que está adquirindo”,diz.

2º Comprar um imóvel não é como comprar um roupa que, em caso de arrependimento, há possibilidade de troca. Portanto, antes de fechar o negócio é fundamental observar um pouco a rotina da área. Isso inclui perceber os hábitos da vizinhança, conferir como é o trânsito na região e, principalmente, avaliar a distância da futura morada como local de trabalho, escola das crianças, entre outros.

3º Usar a intermediação de um corretor ou imobiliária para compra temum preço, contudo, o serviço é apontado como a opção mais sensata. Além de evitar o desgaste de fazer inúmeras buscas, pode evitar problemas futuros. Uma boa dica antes de contratar o profissional é averiguar a certidão de regularidade dele junto à entidade da classe, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

“Se o profissional não cumprir como papel dele, o Creci não tempoder de polícia, mas pode entrar comuma representação para julgá-lo eticamente. As penalidades podem variar de advertência até o cancelamento do credenciamento”, informou Prado.

4º No caso do pronto, para financiar é necessário um sinal de, no mínimo, 10%. Na planta, ele variará de acordo como valor do imóvel. “Se for até R$100 mil o sinal é de 10% e mais 10% durante a obra. Se for R$200 mil, um sinal de 10% e o pagamento de 20% durante a obra. E, se for de R$300 mil, o sinal continuará de 10%, mas, durante a obra, o pagamento será de 40%”, diz José Azevedo Filho. Com imóvel usado, a orientação é fazer o pagamento direto como proprietário, a não ser que o corretor ou imobiliária tenha uma procuração dos proprietários autorizando a venda.

5º Pesquisar é sempre bom, porém, especialistas advertem que quando o comprador localiza um imóvel de seu interesse é melhor não titubear. “Não gosto de mostrar muitas opções para não confundir a cabeça das pessoas. Se gostou de um, é melhor fechar o negócio para evitar que seja vendido”, alerta Samuel Prado.

6º Comprar pronto ou na planta é uma decisão que dependerá das necessidades do comprador. Ele precisa do imóvel de imediato? Caso sim, não há escolha, a saída é adquirir um pronto. Mas, se não houver pressa, o imóvel na planta pode ser uma boa pedida. “O pronto não temas mesmas facilidades de um imóvel na planta, que é mais barato e oferece condições de pagamento mais flexíveis. Além disso, ele valoriza, em média, 20%”, informa José Azevedo Filho.

7º Depois da difícil tarefa de escolher o imóvel, é preciso definir as condições de compra. O pagamento à vista possibilita barganhar melhores preços. No entanto, quem pretende financiar deve avaliar os melhores prazos, taxas de juros e o sistema de amortização junto aos agentes financeiros. Já para os imóveis na planta, algumas vezes o financiamento das unidades já vem amarrado como banco que está financiando a obra. Nas duas hipóteses, o comprador vai precisar dar um sinal.

8º No caso do imóvel na planta, é fundamental que o comprador procure o registro de incorporação. Já no caso do imóvel pronto, a atenção deve ficar voltada para a escritura e para a certidão de ônus reais. É fundamental pedir certidões negativas dos cartórios de protestos, dos distribuidores cíveis, da Justiça Federal, da Receita Federal e de tributos municipais. Além disso, é importante verificar a matrícula atualizada do imóvel, expedida pelo Oficial do Cartório de Registro de Imóveis, e uma declaração que confirme que as taxas de condomínio estão em dia, no caso dos apartamentos.

9º Com a oferta aceita e o depósito assegurado, o próximo passo é assinar o contrato privado, Contrato de Promessa de Compra e Venda, que estabelece o preço acordado e as condições de venda e construção, prazo de entrega quando for o caso, do imóvel. Nesse momento, a reserva é substituída pelo sinal.O próprio contrato é o comprovante do pagamento do sinal. “Se o comprador ou o vendedor desistir da transação, há uma cláusula de arrependimento que estabelece ônus financeiro para a parte que cancelar o negócio”, informa Samuel Prado.

10º A conclusão final do negócio tem lugar quando são pagos os impostos e taxas relativos às transações imobiliárias e é assinada a escritura da propriedade em nome do novo dono. O procedimento é sempre feito no cartório ou na presença de um notário ou representante do mesmo. Após a assinatura da escritura, é importante registrar o imóvel em nome do novo proprietário.

Fonte: Perla Ribeiro / Redação Correio


Para especialistas, momento é bom para investir na casa própria

17 junho, 2009

A política de redução de juros praticada pelo governo federal está começando a chegar ao bolso do consumidor. Bancos e instituições que oferecem financiamento de imóveis, por exemplo, anunciam juros mais baixos e prazos maiores. Segundo especialistas, é a combinação perfeita para ir às compras.

A Caixa Econômica Federal, banco que em 2008, concedeu 55% dos financiamentos imobiliários do País, anunciou redução de 1% nas taxas de juros para o financiamento imobiliário. Desde 2007, o banco já praticava o prazo máximo da hipoteca no Brasil, 30 anos. O gerente regional de habitação da Caixa, Adelson Prata comenta que hoje, os as condições de financiamento imobiliários são as melhores dos últimos dez anos.

Segundo Prata são diversos os fatores que contribuem com o cenário favorável. Para quem ganha até dez salários mínimos, as condições do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal facilitam o acesso à compra do primeiro imóvel. Além disso, a Caixa aumentou o valor máximo a ser financiado de R$ 200 mil para R$ 500 mil, atendendo ao mercado de alto padrão.

Além da Caixa, outros bancos também anunciam redução dos juros. O Banco do Brasil anunciou redução de 0,5% nos juros, aumento do prazo de 25 para 30 anos, financiamento de até 90% do valor do imóvel e carência de até seis meses para início do pagamento da primeira parcela do empréstimo. O superintendente estadual do banco na Bahia, Rodrigo Santos Nogueira também destaca que taxas e impostos relativos à transferência do imóvel também podem ser incluídas no financiamento do banco.

“A nova carteira de crédito do Banco do Brasil ultrapassa R$ 1 bilhão, sendo R$ 10 milhões na Bahia”, comenta Nogueira. A liberação rápida do dinheiro também foi destacada pelo superintendente regional do banco. De acordo com ele, na Bahia, a média de liberação dos recursos é de 23 dias. Ele disse ainda que as condições estão melhores não só para o crédito imobiliário, como para outras linhas, como a de financiamento de automóveis e o crédito para micro e pequenas empresas.

O Bradesco também anunciou mudanças no seu plano de financiamento de imóveis. o prazo cresceu de 25 para 30 anos em todas as modalidades enquadradas no Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Também foram anunciados redução da taxa de juros dos contratos pós-fixados para imóveis novos e usados com valor de avaliação de até R$ 120 mil. Na carteira de imóveis residenciais com faixa de R$ 120 mil a R$ 500 mil a taxa caiu de 11,0% para 10,9% ao ano, mais a variação da TR.

Bom momento – O professor do curso de Economia da Unifacs, Raimundo Torres, comenta que esta queda nos juros deve ser aproveitada pelo consumidor. De acordo com ele, esta tendência de juros baixos a curto prazo, deve ser aproveitada porque não se sabe até quando ela será mantida. “Principalmente porque este investimento se consolida em um bem que entra para o patrimônio do comprador”, disse.

No entanto, ele alerta para que o consumidor tenha cuidado na hora de assumir um compromisso financeiro a longo prazo. “Há um limite de comprometimento que precisa ser respeitado”, disse. Para a compra de imóveis, o limite deve ser de até 30% da renda do comprador. “É preciso lembrar sempre que existem outras despesas fixas que a pessoa não pode deixar de pagar”, orienta o professor.

Torres lembra que a crise econômica mundial teve como principal causa a dificuldade dos americanos de pagar financiamentos imobiliários depois da facilidade de crédito nos EUA. “Agora, aqui, nós sabemos que esta redução dos juros tem motivações políticas já que no ano que vem teremos novas eleições. Depois do dia da votação, não sabemos o que irá acontecer”, destacou. Por isso, ele aconselha aproveitar os juros baixos.

Fonte: Agência ATARDE