SÃO PAULO – Começa nesta quinta-feira (24) a quarta edição do Sisp (Salão Imobiliário de São Paulo), que disponibilizará cerca de 100 mil imóveis comerciais, residenciais e de veraneio, de todas as regiões do Brasil.
No evento, que vai até o próximo domingo (27), serão ofertadas propriedades de um, dois, três ou mais dormitórios, com valores a partir de R$ 52 mil, sendo que 48% das unidades disponibilizadas atendem aos requisitos do programa Minha Casa, Minha Vida.
“Teremos imóveis a partir de R$ 52 mil, que certamente atenderão parte dos consumidores interessados em adquirir seu primeiro imóvel e sair definitivamente do aluguel”, diz o diretor de Feiras da Reed Exhibitions Alcântara Machado, promotora do evento, Eduardo Sanovicz.
Expectativas
Segundo divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a quarta edição do SISP espera receber 50 mil visitantes em um espaço de 35 mil metros quadrados – três vezes maior do que a primeira edição (11 mil metros quadrados) – disponíveis para 270 empresas expositoras.
Além disso, uma pesquisa feita pela instituição com pré-credenciados para o evento mostra que os imóveis de dois ou três dormitórios devem ser os mais procurados, já que 22% dos visitantes buscam um imóvel com dois quartos, enquanto 13% querem um com três dormitórios.
O levantamento revela ainda que 61% das pessoas pretendem ir ao evento para comprar um imóvel residencial para uso próprio, sendo que 37% devem gastar entre R$ 100 mil e R$ 160 mil e a maioria (52%) terá o financiamento bancário como a principal fonte de recurso para realizar a compra da tão sonhada casa própria.
O Salão Imobiliário faz parte da Semana Imobiliária, também formada por eventos como a Expo Síndico e Convenção Secovi, que acontecem do meio-dia às 21h, na quinta e sexta-feiras, e das 10h às 21h, no sábado e domingo.
Bancos
Quem comparecer ao 4º Sisp encontrará condições especiais de financiamentos.
Das cinco instituições financeiras presentes no evento, quatro trabalharão com as taxas de juros reduzidas para as simulações realizadas no Salão, sendo este o caso do HSBC, que baixará em 1% os juros do crédito imobiliário para os visitantes de seu estande, da Nossa Caixa e Banco do Brasil, cujas reduções chegarão a 1,6 ponto percentual, e do Bradesco, que terá taxas variando de 7,80% a 11,50% anuais.
A CEF (Caixa Econômica Federal) também estará presente no Sisp, porém, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não oferecerá condições diferenciadas de taxas e prazos, mas irá emitir cartas de crédito durante o Salão, além de esclarecer os visitantes sobre os financiamentos que se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida.
Fonte: InfoMoney / Por Gladys Ferraz Magalhães
Escrito por Editor
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, descartou nesta terça-feira a possibilidade do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de um segundo imóvel.
Aproximadamente 60 mil unidades serão construídas com o valor emprestado. Além da taxa de atualização monetária aplicável às contas vinculadas do FGTS, será cobrada das construtoras uma taxa de juros de 7% ao ano para moradias consideradas populares e 9% para unidades com valor acima de R$ 130 mil. Dessa maneira, a Caixa poderá financiar até 80% de cada empreendimento com os recursos do Fundo.
A Caixa Econômica Federal oferece a mesma taxa de juros (8,4% ao ano mais TR)do financiamento imobiliário dos servidores federais para os interessados na aquisição da moradia. Para ter acesso ao percentual menor, é preciso escolher imóvel de até R$ 130 mil, além do pacote básico de relacionamento com o banco (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). A linha usa recursos da caderneta de poupança.
A ebulição do mercado imobiliário vivido em 2008 deverá ter continuidade em 2009, mas com uma diferença: estará favorecendo os compradores de imóveis de baixo custo, segmento que, somente em Salvador, tem um déficit de 100 mil unidades. Segundo o superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Aristóteles de Menezes, isso resultará do ajuste entre preço e oferta da habitação, provocado pela crise financeira.
A Caixa Econômica Federal informou, nesta sexta-feira (7), que foram aplicados pela instituição R$ 8,03 bilhões em financiamentos habitacionais de janeiro a outubro deste ano, com recursos da caderneta de poupança, o que representa um crescimento de 69,3% sobre o mesmo período de 2007 (R$ 4,74 bilhões) e novo recorde histórico.
Conforme Magesty, estão previstos R$ 22 bilhões em financiamentos em 2008, dos quais R$ 17 bilhões já foram aplicados. A Caixa participa com 52% do mercado de crédito em número de operações e 29% do volume financiado, já que tem foco em contratos de menor valor, explicou ele.