De olho na casa própria: Salão Imobiliário colocará 100 mil imóveis à venda

24 setembro, 2009

SÃO PAULO – Começa nesta quinta-feira (24) a quarta edição do Sisp (Salão Imobiliário de São Paulo), que disponibilizará cerca de 100 mil imóveis comerciais, residenciais e de veraneio, de todas as regiões do Brasil.

No evento, que vai até o próximo domingo (27), serão ofertadas propriedades de um, dois, três ou mais dormitórios, com valores a partir de R$ 52 mil, sendo que 48% das unidades disponibilizadas atendem aos requisitos do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Teremos imóveis a partir de R$ 52 mil, que certamente atenderão parte dos consumidores interessados em adquirir seu primeiro imóvel e sair definitivamente do aluguel”, diz o diretor de Feiras da Reed Exhibitions Alcântara Machado, promotora do evento, Eduardo Sanovicz.

Expectativas

Segundo divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a quarta edição do SISP espera receber 50 mil visitantes em um espaço de 35 mil metros quadrados – três vezes maior do que a primeira edição (11 mil metros quadrados) – disponíveis para 270 empresas expositoras.

Além disso, uma pesquisa feita pela instituição com pré-credenciados para o evento mostra que os imóveis de dois ou três dormitórios devem ser os mais procurados, já que 22% dos visitantes buscam um imóvel com dois quartos, enquanto 13% querem um com três dormitórios.

O levantamento revela ainda que 61% das pessoas pretendem ir ao evento para comprar um imóvel residencial para uso próprio, sendo que 37% devem gastar entre R$ 100 mil e R$ 160 mil e a maioria (52%) terá o financiamento bancário como a principal fonte de recurso para realizar a compra da tão sonhada casa própria.

O Salão Imobiliário faz parte da Semana Imobiliária, também formada por eventos como a Expo Síndico e Convenção Secovi, que acontecem do meio-dia às 21h, na quinta e sexta-feiras, e das 10h às 21h, no sábado e domingo.

Bancos

Quem comparecer ao 4º Sisp encontrará condições especiais de financiamentos.

Das cinco instituições financeiras presentes no evento, quatro trabalharão com as taxas de juros reduzidas para as simulações realizadas no Salão, sendo este o caso do HSBC, que baixará em 1% os juros do crédito imobiliário para os visitantes de seu estande, da Nossa Caixa e Banco do Brasil, cujas reduções chegarão a 1,6 ponto percentual, e do Bradesco, que terá taxas variando de 7,80% a 11,50% anuais.

A CEF (Caixa Econômica Federal) também estará presente no Sisp, porém, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não oferecerá condições diferenciadas de taxas e prazos, mas irá emitir cartas de crédito durante o Salão, além de esclarecer os visitantes sobre os financiamentos que se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: InfoMoney / Por Gladys Ferraz Magalhães


Feirão de Imóveis da Caixa

12 maio, 2009

Evento começa na quinta, mas Caixa já disponibiliza no site, por cidade, as mais de 100 mil unidades em todo o País

Quem planeja comprar um imóvel na quinta edição do ‘Feirão da Casa Própria’ da Caixa Econômica Federal, no Riocentro, não precisa esperar até quinta-feira. A instituição criou um hotsite com todas as ofertas, que ultrapassam 100 mil unidades no País, e informações para aquisição do imóvel financiado. No Rio de Janeiro, são 66.160 ofertas. A ferramenta pode ser acessada em www.feiraohabitacaocaixa.com.br. Interessados poderão conhecer imóveis e condições, além de fazer simulações.

É a primeira vez que a Caixa oferece o serviço, agora no calendário anual de eventos. Para conferir os imóveis, é preciso indicar a cidade. O hotsite terá ainda a relação de bens retomados pelo banco de mutuários inadimplentes. A superintendente regional da Caixa, Nelma Tavares, destaca que o serviço permite que o interessado verifique “com calma os imóveis que mais se encaixam em seu orçamento familiar”.

Entre as ofertas, estão as 2.109 unidades habitacionais voltadas a famílias com renda de três a 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650) da Secretaria Municipal de Habitação. Desse total, 673 imóveis estão prontos nos bairros de Cosmos e Santa Cruz, na Zona Oeste. São unidades do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) — oportunidades para quem recebe até R$ 2.200, renda ampliada até R$ 2.800 para a área de segurança. No PAR, o comprador paga um aluguel social e, só depois de 15 anos, ganha a opção de compra.

As outras 1.436 unidades serão construídas pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Somente a MRV Engenharia terá 1.200 imóveis em oferta no feirão. Um dos empreendimentos é o Rio Star, na Taquara.
O diretor da Estrutura Consultoria e Financiamento, Fábio Mello, também estará no evento para orientar os clientes das construtoras atendidas por ele sobre o processo de concessão de crédito. A Rossi Residencial vai lançar o Rossi Ideal Vila Brasil, em Benfica, com prestações a partir de R$ 300 durante a obra. A MDL Realty levará três produtos para o Feirão da Caixa, num total de 704 unidades, com prestações a partir de R$ 355,24.

Imóvel com prestação de R$ 50

A Secretaria Estadual de Habitação informou que vai cadastrar famílias com salários de até R$ 1.395, para pagar prestação a partir de R$ 50 no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. O secretário estadual de Habitação, Leonardo Picciani, adiantou que equipe da secretaria está sendo treinada para atender a esse público. No evento, serão ofertadas 1.200 unidades, divididas em dois condomínios, à população de baixa renda.

Serão elas 765 casas do Vilage Costa Barros e 442 do Vilage Barros Filho. Os dois terrenos pertencem ao governo do estado e serão doados para a construção das moradias. Cada unidade deverá custar cerca de R$ 40 mil, já incluídos custos com infraestrutura do condomínio. E a maioria deverá pagar taxa mínima de R$ 50, porque predomina a renda menor que um salário mínimo.

Fonte: O Dia


Caixa descarta uso do FGTS para compra de 2º imóvel

13 janeiro, 2009

fgtsA presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, descartou nesta terça-feira a possibilidade do uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de um segundo imóvel.

Segundo a executiva, a medida não está em estudo dentro do pacote que o governo pretende lançar para fomentar o mercado de habitação no país.

Ela explicou que os estudos estão em conclusão no âmbito dos ministérios da Fazenda e das Cidades e que o foco do plano de habitação será a população de baixa renda.

“O recurso do FGTS é subsidiado. Então você estaria dando dois subsídios a uma mesma pessoa, por isso é que do recurso é destinado a apenas um cidadão”, afirmou Maria Fernanda durante cerimônia de homenagem da Caixa aos 72 anos de existência do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio.

A executiva confirmou que está em estudo a elevação do teto que permite o uso do FGTS para financiamento de imóvel. Atualmente, o valor máximo é de R$ 350 mil e pode passar a R$ 500 mil.

“A gente está buscando exatamente um valor que equalize a necessidade do cidadão que precisa do financiamento, mas também com a saúde financeira do fundo.”

A presidente da Caixa informou ainda que o plano de habitação terá mecanismos para garantir que o cidadão não perca o imóvel caso tenha dificuldade para quitar as prestações em caso, por exemplo, de perda de emprego.

Uma das medidas estudadas seria o uso de um seguro específico para cobrir essas despesas.

Fonte: Folha Online


Caixa empresta R$ 3 bi do FGTS a construtoras

10 janeiro, 2009

Para aquecer o mercado imobiliário, a Caixa Econômica Federal publicou no Diário Oficial da União que emprestará para as construtoras, em 2009, RS$ 3 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Os recursos só poderão ser utilizados para a construção de habitações que se enquadrem na legislação do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

lopes1Aproximadamente 60 mil unidades serão construídas com o valor emprestado. Além da taxa de atualização monetária aplicável às contas vinculadas do FGTS, será cobrada das construtoras uma taxa de juros de 7% ao ano para moradias consideradas populares e 9% para unidades com valor acima de R$ 130 mil. Dessa maneira, a Caixa poderá financiar até 80% de cada empreendimento com os recursos do Fundo.

As regras estipuladas pela Caixa Econômica Federal permitem a operação se houver Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) ou debêntures de empresas que utilizarão esses recursos para a produção de empreendimentos. Entretanto, apenas investimentos considerados seguros, ou seja, com a classificação de risco de crédito entre “AAA” e “C”, poderão receber o empréstimo.

Segundo a instituição, cotas, debêntures ou certificados podem ser lançados por incorporadoras, empresas da construção civil, Sociedades de Propósito Específico (SPE), cooperativas habitacionais ou entidades afins e serão adquiridos por meio do Fundo de Investimento Imobiliário da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Lopes


Caixa oferece para clientes mesma taxa de servidores federais

4 dezembro, 2008

caixaeconomicaA Caixa Econômica Federal oferece a mesma taxa de juros (8,4% ao ano mais TR)do financiamento imobiliário dos servidores federais para os interessados na aquisição da moradia. Para ter acesso ao percentual menor, é preciso escolher imóvel de até R$ 130 mil, além do pacote básico de relacionamento com o banco (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). A linha usa recursos da caderneta de poupança.

Os mutuários que optarem por boleto bancário pagarão juros mais altos, 9,4% ao ano mais TR. Já os que preferirem efetuar o acerto mensal por débito em conta terão taxa de 8,9% ao ano, além da Taxa Referencial.

Juros menores também são aplicados nos imóveis de maior valor. Unidade de R$ 130 mil a R$ 200 mil operam com taxa de 9,5% ao ano mais TR. Imóveis de R$ 200 mil a R$ 350 mil têm juros de 10,5% ao ano mais TR. Para unidades acima desse valor, o percentual fica em 11% ao ano mais TR. O prazo de pagamento pode chegar a 30 anos e financiamento é de até 100% para unidades novas, usadas e na planta.

A Caixa Econômica Federal disponibiliza o simulador habitacional no site www.caixa.gov.br. A ferramenta registrou só em novembro mais de 5 milhões de acessos em todo o País. No Rio, foram 600 mil simulações. De julho até o mês passado, o sistema totalizou 24,7 milhões de consultas.

Feirão de imóveis está garantido

A Caixa garantiu que o Feirão da Casa Própria está garantido em 2009. Segundo o superintendente de Negócios do banco no Rio, José Domingos Vargas, o evento deve acontecer entre maio e junho do ano que vem. O local ainda não está definido. Em 2008, o feirão foi no Riocentro e reuniu quase 100 mil pessoas. À época foram assinados 1.674 contratos. Uma das vantagens é que a redução nos juros dos financiamentos, com recursos do FGTS para quem recebe até R$ 2 mil, já estará valendo.

O Conselho Curador do FGTS diminuiu na terça-feira o percentual de 6% para 5% ao ano mais TR. Quem tem conta vinculada do fundo há pelo menos três anos terá taxa ainda menor, 4,5% ao ano mais TR. A regra vale para a compra de imóveis no valor de até R$ 130 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, R$ 100 mil nas outras capitais e em cidades com mais de 500 mil habitantes, e de R$ 80 mil no restante do País. Para um financiamento de R$ 55 mil, por exemplo, a prestação cai de R$ 524,14 para R$ 455,39. O prazo de pagamento é de 20 anos — período que permite o empréstimo de 100%.

Cresce o uso do FGTS na moradia

Os empréstimos para compra do imóvel com dinheiro do FGTS no Rio cresceram 96% de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o superintendente de Negócios da Caixa no Rio, José Domingos Vargas, o resultado superou o desempenho nacional. “Fechamos 115 contratos por dia, com aplicação de R$ 7,8 milhões diariamente. Incluindo o mês passado, chegamos a quase R$ 2 bilhões, montante responsável pela assinatura de 26.449 contratos. Queremos repetir o mesmo desempenho deste ano em 2009”, disse Vargas.

Ele comentou ainda que 60% dos financiamentos no Rio usam o saldo da conta vinculada do FGTS. O prazo médio dos contratos é de 15 anos. Outra modalidade de aquisição que também teve bom desempenho foi o Programa de Arrendamento Residencial (PAR). A Caixa fechará o ano com mais 3.038 unidades no modelo, que beneficia famílias com renda de até R$ 2.800. No PAR, o pagamento das parcelas somente será feito quando a pessoa já estiver morando. O prazo para o acerto de contas chega a 15 anos.

Fonte: O DIA Online


Crise estimula venda de imóvel para baixa renda

4 dezembro, 2008

baixarendaA ebulição do mercado imobiliário vivido em 2008 deverá ter continuidade em 2009, mas com uma diferença: estará favorecendo os compradores de imóveis de baixo custo, segmento que, somente em Salvador, tem um déficit de 100 mil unidades. Segundo o superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Aristóteles de Menezes, isso resultará do ajuste entre preço e oferta da habitação, provocado pela crise financeira.

A tendência do mercado é estimular a construção de imóveis de até R$ 50 mil. A insegurança do grande investidor e ações do governo federal visando manter aquecido o mercado imobiliário vão acabar beneficiando as classes C e D. A previsão da CEF na Bahia,  para 2009, é de imóveis de maior quantidade e de padrão menor – “90% desse déficit tem relação com compradores que ganham até cinco salários mínimos”, disse Menezes.

O gerente regional de habitação da CEF, Adelson Prata, lembrou que, no ano passado, os financiamentos da Caixa não conseguiram atender nem à parcela que correspondeu ao percentual de crescimento anual do segmento. “Em 2008, não teve um único lançamento desse tipo em Salvador” disse Prata.

O que muda agora é a perspectiva das construtoras, segundo a Caixa, já que haverá a desaceleração da venda de imóveis com padrão maior.  Como os grandes compradores puseram o pé no freio, as construtoras vão se voltar para construção de menor valor.

A CEF/Bahia, que comemora os excelentes resultados em 2008, batendo um recorde em financiamentos habitacionais que chega a 75% em relação ao mesmo período do ano passado – maior que o do Brasil, de 60% –, anuncia taxas bem mais baixas e a elasticidade no prazo de financiamento. Quem ganha até R$ 2 mil terá taxas de 5% ao ano e 30 anos para pagar. Se for cotista do FGTS, a taxa de juros  baixa para 4,5% ao ano.

Para o comprador que tenha salário de até R$ 4,9 mil, imóveis até R$ 100 mil serão financiados com taxas que vão de 4,5% a 8% ao ano. Os imóveis novos terão 100% do seu valor  financiado, enquanto os usados terão financiamento de 80% do seu custo.

Também caíram as taxas de juros para as linhas de crédito para compra de material de construção, que era limitado a R$ 7 mil, para quem ganhava até R$ 4,9 mil. A Caixa autorizou o financiamento de até R$ 25 mil para compra de material de construção, em 46 meses, com taxas de 4,5% a 8% ao ano.

Demanda – “No último Feirão da Casa Própria, tivemos 40 mil visitas em três dias, mas a oferta de imóveis com valor entre R$ 50 mil e R$ 100 mil foi insuficiente”, assinalou Prata. “As coisas vão mudar porque haverá crédito e terá imóveis para atender à demanda”, disse o gerente regional de habitação da CEF.

A Caixa assinou contratos com empresas de construção civil, que contarão com recursos da ordem de R$ 3 bilhões para essas operações.  A expectativa da CEF não muda nem com a crise financeira.

“Novembro foi o mês em que mais emprestamos, tanto para pessoa física, pessoa jurídica e habitação”, disse o superintendente Aristóteles Menezes. “As pessoas confiam mais num banco público”, assinalou, lembrando uma grande ferramenta criada no ano passado. “Foram feitas 5,1 milhões de consultas pelo nosso simulador de financiamentos, que permite que o usuário saiba, pela internet, quanto custará o empréstimo”, afirmou.

Fonte: A Tarde


Financiamento imobiliário da Caixa, com recursos da poupança, bate recorde

7 novembro, 2008

264301-01-fachadaA Caixa Econômica Federal informou, nesta sexta-feira (7), que foram aplicados pela instituição R$ 8,03 bilhões em financiamentos habitacionais de janeiro a outubro deste ano, com recursos da caderneta de poupança, o que representa um crescimento de 69,3% sobre o mesmo período de 2007 (R$ 4,74 bilhões) e novo recorde histórico.

Segundo a instituição, essa é a maior contratação habitacional desta década com recursos da poupança. Pelas regras, 65% dos recursos captados pelos bancos via caderneta de poupança (SBPE) devem ser destinados a empréstimos imobiliários.

“Destaque-se ainda que o valor aplicado até o final de outubro de 2008 já é, inclusive, superior em 36,8% ao valor aplicado durante todo o exercício de 2007, que foi de R$ 5,87 bilhões”, acrescentou a Caixa Econômica Federal.

Esse desempenho, segundo informou a instituição financeira, representa 148.111 moradias, ou mais de 601 mil pessoas contempladas, além de 766 mil empregos gerados. Significa também que já foram aplicados 87% dos recursos disponíveis para esse tipo de financiamento em 2008.

No estado de São Paulo, até 31 de outubro deste ano, a Caixa informou que foram investidos R$ 2,2 bilhões com recursos da poupança, valor 76% maior do que o realizado no mesmo período de 2007 (R$ 1,3 bilhão) e também superior em 43% ao total aplicado em 2007, que foi de R$ 1,6 bilhão.

Leia a reportagem na íntegra no G1.

Fonte: G1


Caixa vai elevar crédito imobiliário em até 25% em 2009

3 novembro, 2008

O gerente nacional de Administração de Carteira Imobiliária da Caixa Econômica Federal, Fernando Magesty, informou hoje que o volume de recursos para financiamento imobiliário da instituição deve aumentar entre 20% e 25% em 2009. “A Caixa não recuará em financiamento”, afirmou. “Não haverá contingenciamento de recursos”, reforçou, ao participar do comitê de Construbusiness da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em Porto Alegre.

Conforme Magesty, estão previstos R$ 22 bilhões em financiamentos em 2008, dos quais R$ 17 bilhões já foram aplicados. A Caixa participa com 52% do mercado de crédito em número de operações e 29% do volume financiado, já que tem foco em contratos de menor valor, explicou ele.

Magesty disse também que a Caixa estuda a possibilidade de comprar mais carteiras de bancos privados de pequeno e médio porte, que têm procurado a instituição. “São bancos pequenos e médios que querem vender parte das carteiras como forma de implementar um ‘colchão de liquidez’ e preferem fazê-lo com a Caixa”, comentou, dizendo que o processo depende de uma “detalhada análise”. As informações foram divulgadas pela Amcham-Porto Alegre.

Fonte: G1


Caixa poderá comprar participação acionária de construtoras

23 outubro, 2008

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse hoje que a medida provisória que permite a estatização de bancos também autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar a participação acionária de construtoras em dificuldade. A construção civil é um dos setores que mais depende do crédito, cuja circulação foi prejudicada por conta da crise financeira mundial.

“Esta medida vem no sentido de reforçar o setor habitacional, para que ele continue tendo essa performance que vem tendo nos últimos dois anos. Para isso a Caixa estará habilitada a ter participação acionária nas empresas construtoras, como faz hoje o BNDESpar. Haverá uma Caixapar”, disse o ministro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem uma MP (medida provisória), publicada hoje no “Diário Oficial”, que autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, a adquirirem participações em instituições financeiras no pais sem passar por um processo de licitação. A informação foi antecipada pelo colunista Guilherme Barros.

Ou seja, a MP autoriza os bancos públicos brasileiros a estatizarem instituições financeiras brasileiras que estejam em dificuldades. A MP é ampla, composta de sete artigos, e inclui todo tipo de instituição financeira: seguradoras, instituições previdenciárias, empresas de capitalização, etc.

A medida provisória também autoriza o Banco do Brasil e a Caixa a constituírem bancos de investimentos e subsidiárias no exterior. Essa medida também autoriza o Banco Central do Brasil a negociar papéis de outros BCs do mundo todo (“swaps”).

Apesar da liberação para a compra de ativos, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que governo não fará aporte de capital na Caixa e BB para permitir negócios. Mantega disse ainda que, no futuro, qualquer estatização poderá ser revertida no futuro.

EUA e Europa

O avanço da crise financeira global levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a admitir ontem que, caso a crise financeira mundial atinja o Brasil com mais força, poderá haver corte dos investimentos da União previstos nos orçamentos dos ministérios. No entanto, apesar das medidas já adotadas, o presidente voltou a descartar a adoção de um pacote.

No entanto, apesar das medidas já adotadas contra a crise, o presidente descartou a adoção de um pacote. “Não vamos fazer nenhum pacote econômico na expectativa de que as medidas que já nos foram apresentadas dêem resultado”, disse, em referência aos pacotes apresentados pelos Estados Unidos e por governos da Europa.

No último dia 13, o governo britânico anunciou um investimento de 50 bilhões de libras em três bancos –o RBS (Royal Bank of Scotland), o HBOS (Halifax Bank of Scotland) e o Lloyds TSB– para aumentar o capital das instituições em uma tentativa de diminuir os efeitos da crise financeira. Somado, o montante que os governos europeus disponibilizaram para o resgate de bancos passa dos US$ 2 trilhões.

No dia seguinte, o presidente americano, George W. Bush, anunciou que irá utilizar US$ 250 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate para o sistema financeiro aprovado no início deste mês para comprar ações de bancos com problemas. No futuro, o governo dos EUA poderá revender as partes adquiridas.

Fonte: Folha Online