Jogos Olímpicos beneficiarão construtoras e siderúrgicas na Bolsa

6 outubro, 2009

A eleição do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 já começou a mexer com os papéis da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Reportagem do jornal Valor Econômico ouviu analistas e apontou quais setores e empresas devem se beneficiar com a primeira Olimpíada disputada na América do Sul.

O orçamento para os Jogos prevê investimentos de US$ 11 bilhões em infraestrutura. Com isso, a Gerdau pode se beneficiar, segundo os analistas ouvidos pelo jornal, com a demanda por produtos de aço. CNS e Usiminas também devem aumentar suas vendas.

O mesmo deve acontecer com a TAM, que deve ter uma expansão na demanda por passageiros.

O levantamento do jornal apontou, ainda, que construtoras como Brooksfield, CR2, João Forte Engenharia e Cyrela Brazil Realty também sairão ganhando, visto que concentrarão seus projetos no Rio de Janeiro.

Companhias como Randon e Iochpe Maxion, que produzem peças para automóveis, e a fabricante de ônibus Marcopolo também têm boas perspectivas na avaliação dos analistas, visto que a demanda por seus produtos deve subir com a necessidade de melhoria no transporte público para os Jogos no Brasil.

“O estímulo aos preços das ações no curto prazo, decorrente da euforia, e o apoio ao crescimento dá economia no longo prazo são o que estão envolvidos nesse processo”, afirmou Geoffrey Dennis, estrategista do Citigroup em Nova York, ao jornal.

Fonte: IG Último Segundo – Economia


Rossi e Gafisa são ações preferidas do Barclays entre construtoras

25 setembro, 2009

Analistas também apostam na valorização de papéis de baixa liquidez.

A recente melhora no ambiente de mercado para as empresas de construção civil brasileiras fez a área de análise do banco Barclays atualizar suas recomendações. Dentre as ações com maior liquidez, o banco destaca os papéis de Rossi e Gafisa como os melhores, ambos bem avaliados e com potencial de alta de 50% e 34%, respectivamente.

O relatório dos analistas do Barclays diz que as duas construtoras têm um portfólio diversificado de produtos e, portanto, são menos dependentes de um único segmento de renda para seu crescimento.

No caso da Rossi, um problema apontado é seu histórico negativo de comunicações com o mercado, o que tende a trazer uma volatilidade desnecessária às ações da companhia. Na opinião dos analistas do Barclays, essa característica tende a dar a injusta percepção de que a Rossi não é uma boa incorporadora.

Entretanto, os analistas enfatizam que estão confiantes quanto ao fato de a empresa ocupar uma posição de liderança em alguns mercados, ser competitiva e estar capitalizada para aproveitar a melhora do mercado. O Barclays estabeleceu para os papéis da Rossi um preço-alvo de 21 reais, o que significa uma potencial alta de 50%.

As expectativas dos analistas são igualmente boas para a Gafisa. Após divulgar um bom volume de vendas nos últimos trimestres, com surpresas positivas quanto às margens da companhia, espera-se a continuidade da melhora dos resultados. A construtora está bem posicionada para se beneficiar nos segmentos de alta e baixa renda e deve continuar apresentando vendas fortes em 2009.

O preço-alvo estabelecido pelo Barclays para as ações da Gafisa, é de 38 reais, o que representa uma alta de 34%.

Menor liquidez

As ações de Cyrela e MRV, de acordo com o relatório, não devem ter muito espaço para valorização, ainda que estas companhias carreguem altas expectativas de crescimento. Os potenciais de alta estimados pelos analistas são de 9% e 11%, respectivamente.

No caso da Cyrela, o Barclays acredita que os anúncios de lançamentos e metas de venda agressivas para 2010 já foram precificados, deixando aos investidores um pequeno potencial de alta.

Na visão dos analistas do banco, há um razoável potencial de alta no preço de ações de menor liquidez, de construtoras expostas aos segmentos de renda média e alta. Nessa categoria, as empresas preferidas são Agra, Even, Brookfield e Tecnisa. “Essas companhias estão operando abaixo, ou muito perto, de seu valor de liquidação, com um desconto de 83% em relação aos papéis de maior liquidez”, diz o relatório.

As ações da Rossi (RSID3) fecharam o pregão desta terça-feira (22/09) em alta de 8,27%, a 15,17 reais, enquanto os da Gafisa (GFSA3) encerraram em alta de 0,07%, negociados a 28,39 reais. Ações da Cyrela. (CYRE3), em alta de 3,10%, fecharam o pregão negociadas a 24,58 reais, e as da MRV (MRVE3), em baixa de 0,12%, encerraram a negociação a 32,25 reais. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, aos 61.493 pontos.

Fonte: Portal Exame


Empresas do setor imobiliário garantem que a crise acabou

11 setembro, 2009

SÃO PAULO – A crise da economia mundial está em sua fase final se depender do otimismo que paira sobre o setor da construção civil brasileiro. Segundo o diretor de Relações com Investidores da Rodobens Negócios Imobiliários, Luciano Guagliardi, a crise financeira teve o seu fim no mercado brasileiro da construção com a entrada do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, no dia 13 de abril. “Isso foi o divisor de águas para o setor”, afirma o executivo. Ele explica que para aproveitar o cenário, a Rodobens pretende direcionar 90% dos seus negócios ao segmento econômico e a estratégia é preservar o capital dos acionistas.

Já algumas das grandes empresas do setor aproveitam o terreno fértil e, em menos de três semanas, protocolaram pedidos de ofertas primárias de ações ordinárias, que somadas, pretendem captar cerca de R$ 2 bilhões.

A primeira a aproveitar o gancho foi a MRV Engenharia e Participações. A companhia protocolou, em maio, a distribuição primária de ações com pretensão de capitalizar entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões. Nas últimas três semanas, a Multiplan Empreendimentos Imobiliários fez pedido de oferta primária de R$ 650 milhões. A PDG Realty apresentou ao mercado o pedido para capitalizar cerca de R$ 750 milhões. A Rossi Residencial protocolou distribuição de aproximadamente R$ 600 milhões. E, por fim, foi a vez da Brookfield Incorporações, ofertando entre R$ 500 e 700 milhões.

Conforme Guagliardi, cada empresa apresenta o seu ciclo para arrecadar recursos. “Nós pretendemos captar nossos recursos com nossos produtos”, diz. Segundo o executivo, o ciclo natural de uma empresa de capital aberto é, após alguns anos depois de seu IPO, utilizar ferramentas pra arrecadar recursos. “Esse é um ciclo normal para as empresas continuarem a crescer. E o programa federal é um gancho para tal”, completa.

Oportunidades

“Agora o cenário está mais claro”, afirma o diretor de Economia do Sindicado da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan. Em relação às ofertas primárias de ações ordinárias, ele diz que é necessário ter conhecimento do objetivo das empresas para esses recursos, mas esta confiante. “O mercado nunca desapareceu, e agora existe mais oportunidade de investimento nele.”

O diretor comenta que a crise interrompeu o processo de expansão de várias empresas. Mas durante o segundo trimestre, foi nítido que “os músculos do mercado imobiliário começaram a se flexionar”.

Novos números

Conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) sobre o Índice Nacional da Construção Civil do mês de agosto, a demanda do mercado da construção pode estar aumentando. Até agosto, já há uma alta acumulada de 4,3% nos custos. O resultado fica abaixo do registrado no mesmo período de 2008, quando o acréscimo foi de 7,72%. Mas na época, a crise financeira mundial era apenas boato, tendo em vista que a sua precursora, a concordata do banco de investimento Lehman Brothers, aconteceu apenas no dia 15 de setembro.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, as empresas estão ampliando os seus negócios junto ao programa do segmento econômico do governo e, desde o segundo trimestre, “o mercado imobiliário vem apresentando uma boa recuperação”. “As grandes empresas que não atuavam no setor estão aumentando a sua expertise no segmento econômico, fazendo parcerias com empresas que conhecem esse nicho”, completa.

Simão está confiante em relação aos resultados do setor até o final de 2009. “Esperamos que o mercado imobiliário, mesmo com os três primeiros meses do ano abalados pela crise, chegue ao resultado igual ou superior ao de 2008″, afirma.

Ele ressalta que o aumento da velocidade da construção das unidades econômicas gera uma aceleração nas vendas, fator que acarreta uma “melhora do mercado”.

Para Simão, o objetivo do governo de acabar com o déficit imobiliário nacional, que chega aos 7,5 milhões de moradias, sustentará o setor da construção.

Fonte: DCI – Diário, Comércio, Indústria e Serviços


Corretoras elevam recomendação para ações da Gafisa

20 julho, 2009

O Credit Suisse e o JPMorgan, em relatórios desta segunda-feira, elevaram suas recomendações para as ações da construtora Gafisa. O Credit Suisse elevou a companhia para “outperform”, de “neutra”, e aumentou o preço-alvo de R$ 21 para R$ 25 em dezembro deste ano.

O JPMorgan, por sua vez, elevou Gafisa a “overweight” (acima da média do mercado), ante “neutra” anteriormente, com preço-alvo de R$ 28 no final de 2010.

As ações da construtora reagiam em alta e mostravam ganho de 4,99% às 13h15, negociadas a R$ 20,42, ante alta de 1,84% do Ibovespa.

Conforme o Credit Suisse, os resultados operacionais de construtoras brasileiras divulgados recentemente mostraram recuperação em pré-vendas, com aumento da velocidade média de venda. Essa melhora levou a uma revisão nas projeções para o setor de construção e, assim, para a Gafisa.

Sobre Gafisa, o Credit Suisse aponta que a empresa mostra desempenho em Bolsa inferior ao de suas principais pares e destaca ainda que a intenção declarada pela companhia de realizar uma oferta de ações, projeto que acabou suspenso, contribuiu para exercer pressão de baixa sobre os papéis recentemente.

O JPMorgan, por sua vez, estabeleceu também preços-alvo para outras sete construtoras brasileiras. Dentre as que integram o Ibovespa, além de Gafisa, Rossi Residencial tem preço-alvo de R$ 11 e Cyrela Brazil Realty, de R$ 21.

As ações da Cyrela tinham valorização de 3,69%, a R$ 17,16, e os papéis da Rossi Residencial subiam 1,39%, a R$ 10,23. A indicação do JPMorgan para Cyrela é “neutra” e para Rossi é “underweight” (abaixo da média do mercado).

Fonte: Invertia


MRV: investidor estrangeiro fica com 70% das ações

15 julho, 2009

A MRV Engenharia anunciou o encerramento da oferta primária e secundária de ações, com a quantidade de 29.475.000 papéis no mercado ao preço de R$ 24,50 por ação, perfazendo o total de R$ 722.137.500. Isso significa que foram exercidos integralmente o lote suplementar (3.375.000 ações) e parte do adicional (3.600.000). Do total da distribuição, investidores estrangeiros ficaram com 20.640.278 ações, o que representa 70,03% de participação.

De acordo com o anúncio de encerramento da oferta publicado hoje na imprensa, essa quantidade inclui 1.305.000 ações adquiridas pelo Credit Suisse Securities (Europe) Limited como forma de proteção (hedge) para operações com derivativos de ações realizadas no exterior. O Credit Suisse foi um dos coordenadores da oferta, ao lado de Santander e UBS Pactual, este o coordenador líder e agente estabilizador.

Fundos de investimento ficaram com 22,49% de participação, ou 6.628.772 ações, enquanto pessoas físicas responderam por 5,37% da oferta (1.583.773 papéis), clubes de investimento por 1,20% (352.637), entidades de previdência privada ficaram com 0,85% (249.489 ações) e demais pessoas jurídicas, com 0,07% (20.051).

Fonte: Portal Exame


Ações de varejo e construção podem voltar a atrair investidor

27 janeiro, 2009

São Paulo, 27 de Janeiro de 2009 – A queda da taxa básica de juros e a consequente retração da taxa real podem voltar a beneficiar alguns setores econômicos que saíram da pauta de investimentos aos primeiros sinais de redução de crédito no País. Altamente dependentes de financiamento e do nível de confiança do consumidor, varejo e construção são apontados por analistas e gestoras como alternativa de aporte na renda variável.

Na construção, mesmo as líderes Cyrela Brazil Realty e Gafisa não deslancharam. O setor é considerado mais “delicado”, até pelo excesso de ações na BM&F Bovespa, mas também contribuiu para o receio do investidor a revisão feita há uma semana pela Fitch Ratings. A agência rebaixou de uma só vez a nota de cinco incorporadoras. “A Selic é um norte as ações, mas o investidor deve acompanhar dados como venda de cimento, produção de aço longo e balanços, antes de investir”, aconselha Calil.

Fonte: Gazeta Mercantil