Abyara planeja lançar R$ 2 bilhões em Santos

18 julho, 2009

SÃO PAULO – Aproveitando a onda de recuperação do setor de construção a Abyara Brokers Intermediação Imobiliária anuncia nova filial na cidade de Santos, litoral sul paulista, região onde vê a possibilidade de lançamentos com R$ 2 bilhões de valor geral de vendas (VGV). A imobiliária do Grupo Brasil Brokers calcula que os novos empreendimentos saiam entre 2010 e 2014.

Rogério Santos, vice-presidente da Abyara Brokers, evidencia ainda o potencial regional por conta da aceleração da indústria de petróleo e gás, que deve impulsionar o setor imobiliário. “O potencial Santos é muito grande. As recentes descobertas de novos campos de gás e petróleo na Bacia de Santos deverão fazer com que pessoas e investimentos sejam deslocados para lá”, comentou.

A nova loja também vai trabalhar com a venda de imóveis em estoque (prontos para a venda), que está na casa dos R$ 500 milhões. A imobiliária projeta mais R$ 350 milhões em lançamentos para o segundo semestre deste ano. O novo espaço contará com 385 metros quadrados e uma força de vendas de 100 profissionais de corretagem.

Shoppings

Outra companhia que reforça a área de vendas para reverter o quadro de turbulência dos últimos meses, a Rossi Residencial, investe nos estandes localizados em shopping centers: desta vez, inaugura um espaço no Shopping Araguaia, em parceria com as locais Tropical Imóveis e GMS Engenharia, anexo à rodoviária da cidade de Goiânia.

Lá a construtora pretende mostrar aos clientes o empreendimento Recanto Praças Residenciais, onde será possível conhecer uma réplica do apartamento decorado, além de orientar o público sobre o processo de aquisição de imóveis pelo programa de incentivo à habitação “Minha Casa, Minha Vida”.

A primeira etapa do residencial, com 220 apartamentos, foi lançada em novembro de 2008 e já teve 80% de suas unidades vendidas. A segunda fase dispõe de 220 unidades de apartamentos e 40 sobrados. A Rossi e suas parceiras vão oferecer R$ 17 mil de desconto este mês de junho, para os compradores, independentemente da renda familiar.

Comercial

A companhia lança também este mês o estande de vendas do Osasco Prime Center, localizado no Continental Shopping, em Osasco. O projeto a ser comercializado tem duas torres e é voltado para a comercialização de escritórios. O projeto é composto por duas torres de 28 andares, onde estão distribuídos conjuntos de salas de 35 a 526 metros quadrados.

Fonte: DCI – Diário Comércio, Indústria & Serviços


Abyara anuncia aumento de capital

9 junho, 2009

Os negócios com ações da Abyara estão suspensos nesta manhã na BM&FBovespa, no aguardo de esclarecimentos sobre o aumento de capital aprovado ontem pelo conselho de administração da empresa, no valor de R$ 100 milhões por meio da emissão de até 150 milhões de ações. Na operação de aumento de capital, o valor de cada ação será de R$ 1,85, segundo o presidente da Abyara, Astério Vaz Safatle. A totalidade do aumento de capital é garantida pelos controladores da empresa, dentre os quais está a IPU Participações, que tem como acionistas a Veremonte Participações, do espanhol Enrique Bañuelos (com 70%) e a Agra Empreendimentos Imobiliários (com 30%).
Dos R$ 100 milhões previstos na operação, R$ 45 milhões já entraram no caixa da companhia por meio de aportes da IPU. Segundo Safatle, os minoritários que não quiserem ser diluídos terão 30 dias, contados a partir de hoje, para confirmar o pagamento da parcela de ações do aumento de capital a que têm direito.

Na semana passada, a Abyara concluiu a renegociação de dívidas com as instituições financeiras credoras, ao fechar acordo com o HSBC. Até então, a companhia tinha renegociado o pagamento de dívidas com Bradesco, Fibra, Unibanco, ABC, Votorantim, UBS, Hedging-Griffo e Icatu. Finalizada essa etapa, o negócio de venda do controle da Abyara para a IPU Participações está concluído, segundo Safatle. Tomando como base a dívida da Abyara de R$ 420 milhões, em 31 de dezembro de 2008, o endividamento foi reduzido em R$ 139 milhões, para R$ 281 milhões após a renegociação com os bancos.

Conforme o presidente da Abyara, a empresa fechou com o Bradesco financiamento à produção no valor de R$ 33 milhões para o Vista do Sol, empreendimento de médio-alto padrão em Manaus, com Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 93 milhões. “Isso significa a abertura de crédito para a Abyara, que, saneada, retoma seu curso normal”, disse Safatle.

O processo de reestruturação das finanças da Abyara abrangeu também a negociação de ativos, no total de R$ 45 milhões. A venda de terrenos e projetos significou a entrada de R$ 25 milhões no caixa da companhia. Outros R$ 20 milhões vão ingressar no caixa da empresa à medida que houver necessidade de capital para as obras das parcerias com a Asa Incorporadora, controlada pela Agra, e com a JL Construtora e Incorporadora. Essas parcerias foram anunciadas no dia 21 de maio e vão possibilitar a execução de cinco empreendimentos e a obtenção de financiamento à produção para esses projetos.

Outra medida tomada pela Abyara foi a redução dos custos gerais e administrativos da empresa de R$ 2 milhões por mês em relação à média mensal de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões no fim do ano passado. A redução ocorreu por meio de medidas como corte de pessoal e redução do espaço ocupado. Conforme Safatle, a empresa não fará novos cortes.

Fonte: Agência Estado


Abyara negociou dívida com 8 dos 9 bancos credores

4 junho, 2009

O diretor presidente da incorporadora Abyara, Astério Vaz Safatle, afirmou que a empresa “está no limiar da resolução” do endividamento bancário. “Já foram firmados acordos com oito dos nove bancos credores da incorporadora. Com um dos bancos, falta apenas a assinatura oficial, porque verbalmente já está acertado”, disse Safatle, em teleconferência, ao comentar os resultados do primeiro trimestre.

Concluída a renegociação com os bancos, os controladores pretendem aumentar o capital da empresa em R$ 100 milhões.

A operação deve ser autorizada por assembléia geral extraordinária (AGE) marcada para o próximo dia 29. “Em duas ou três semanas, estaremos anunciando o aumento de capital”, afirmou Safatle. A Abyara vendeu US$ 68,1 milhões em ativos no primeiro trimestre. Como no período houve amortização de obrigações de R$ 52,5 milhões, a entrada líquida de caixa somou US$ 15,6 milhões.

No fim do primeiro trimestre, o endividamento era de 388 milhões, o que levou a dívida líquida para R$ 363 milhões, o equivalente a duas vezes o patrimônio líquido.

Com a conclusão da renegociação da dívida bancária, o endividamento deve recuar para R$ 287 milhões, com dívida líquida de R$ 261 milhões. Além da venda de ativos, a Abyara reduziu o número de empregados de 135 e 78.

Fonte: DCI


Abyara reverte prejuízo e lucra R$ 6,5 milhões no 1o trimestre

19 maio, 2009

A Abyara Planejamento Imobiliário (ABYA3) anunciou um lucro líquido consolidado de R$ 6,542 milhões no primeiro trimestre de 2009. O resultado é favorável quando comparado ao prejuízo de R$ 11,178 milhões registrado um ano antes.

A receita operacional líquida da companhia ficou em R$ 41,120 milhões entre janeiro e março deste ano, cifra 42,41% menor frente aos R$ 71,402 milhões alcançados em igual período de 2008.

Já o Ebitda (geração operacional de caixa) totalizou R$ 27,611 milhões, resultado superior aos R$ 849 mil vistos no primeiro trimestre de 2008.

Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Abyara informou que o desempenho operacional do negócio de corretagem entre janeiro e março de 2009 ficou abaixo do observado um ano antes, principalmente devido à redução de lançamentos por parte das incorporadoras, que revisaram suas metas por conta da crise econômica.

As vendas escrituradas de corretagem, em 31 de março de 2009, apresentaram uma queda de 22% se comparadas com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 343 milhões em 1.094 unidades.

Os lançamentos como corretores imobiliários totalizaram o montante de R$ 357 milhões no primeiro trimestre deste ano, totalizando 1.020 unidades distribuídas em quatro empreendimentos.

Fonte: Investidor Informado


Ações do setor de construção civil superam com folga alta do Ibovespa

12 maio, 2009

Investidores estrangeiros impulsionam compras de papéis, que acumulam valorização de até três dígitos neste ano

Após terem sido demolidas pelo terremoto financeiro global no final de 2008, as ações das empresas de construção civil estão de volta às carteiras dos investidores estrangeiros, os principais responsáveis pela formação de preços desses ativos financeiros desde que as companhias brasileiras do setor decidiram abrir capital na Bolsa, entre 2005 e 2007.

Ações que chegaram a valer menos de R$ 2,00 acumulam valorização de três dígitos neste ano – e os analistas, ainda às voltas com a redefinição de preços-alvo para o encerramento de 2009, admitem que o espaço para novos avanços não se esgotou. Por trás do otimismo, estão fatores como o pacote habitacional do governo Lula, anunciado no final de março, e as iniciativas para melhorar as condições de crédito das empresas do segmento, envolvendo a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Enquanto o Ibovespa se valorizou 33,31% no ano até o último dia 7, o Imob, índice do setor imobiliário, registrou ganho de 79,09%. Com a percepção de risco Brasil mais favorável e a diminuição da taxa de juros, essas ações, assim como o Ibovespa, têm espaço para manter a recuperação.

Quando as empresas do setor imobiliário fizeram as suas ofertas iniciais de ações (IPOs), desenvolveram estratégias específicas para atrair investidores internacionais, principalmente aqueles com perspectiva de longo prazo e recursos formidáveis à disposição. Cerca de 75% do volume financeiro desses IPOs veio de aplicadores estrangeiros, que precisaram se desfazer das posições aceleradamente no pior momento da crise, entre setembro e outubro passado. Agora, com o ambiente mais favorável e o desconto acumulado pelos papéis, estão de volta.

As mais negociadas

“Recentemente, a Cyrela anunciou que 7,7% de seu capital pertence a um investidor europeu”, diz o analista de construção civil do Banco Fator, Eduardo Silveira, em referência a uma das três empresas do setor com ações incluídas entre as 65 que compõem o Ibovespa. Desde 27 de outubro, quando o principal indicador da Bolsa atingiu o piso de 29 mil pontos, 16 companhias do segmento imobiliário conseguiram superar os 70% de valorização acumulada pelo Ibovespa até o dia 7 de maio.

Cinco empresas concentram a liquidez dos negócios que envolvem ações de construção: Cyrela, Gafisa e Rossi (as três integrantes do Ibovespa), além de MRV e PDG – estas duas com forte atuação em projetos mais próximos ao perfil popular, a área prioritária do pacote habitacional do governo. “Há outras empresas com menor liquidez, como Even, Agra, Abyara e Tecnisa, que também estão em boa recuperação”, destaca Silveira.

Mas, como em qualquer setor, é preciso estar atento aos fundamentos de cada negócio: há situações em que vulnerabilidades específicas deixam algumas ações de fora do boom. É o caso da construtora Klabin Segall, cujo papel acumula perda de 9,4% no ano, na contramão da recuperação do segmento. “A empresa está muito endividada, tanto em relação ao patrimônio como em comparação a concorrentes”, explica a analista Cristiane Viana, da Ágora Corretora.

Especializada em condomínios de casas em cidades do interior, a incorporadora Rodobens, por outro lado, acumula valorização de 65% no ano, bem acima do avanço de 36,8% registrado pelo Ibovespa no período. ”A empresa também foi favorecida pelo programa habitacional do governo, e tem a vantagem de estar bem posicionada em projetos de perfil popular”, diz Cristiane. Mas a Rodobens tem baixa liquidez, com apenas R$ 800 mil em volume financeiro médio diário nos últimos seis meses – o que afugenta investidores que mirem apenas o curto prazo.

“Exposição da empresa à baixa renda, sólida gestão de caixa, alta velocidade de vendas e estoques relativamente baixos são fatores que devem ser observados pelo investidor ao escolher uma ação do setor”, avalia Silveira, para quem a PDG e a Goldfarb se enquadram bem no perfil. “O pacote trouxe ânimo, especialmente para as empresas voltadas à baixa renda.”

No momento, as corretoras estão refazendo os preços-alvo para o ano, aguardando o encerramento da temporada de balanços do primeiro trimestre, na próxima sexta-feira (dia 15), e o recálculo das perspectivas de evolução da taxa básica de juros ao longo de 2009. “No ano passado, no auge da crise, tínhamos uma taxa de juros de 16% ao ano, livre de risco. A situação agora é bem diferente, o que certamente terá efeito nos investimentos em ações. Ainda que as ações de construção tenham avançado bastante em 2009, há uma perspectiva de alta bem favorável até o encerramento do ano, considerando as perdas que se acumularam nos últimos 12 meses”, observa Silveira.

A Tenda, por exemplo, outra empresa bem posicionada em projetos populares e que está entre as que mais se valorizaram neste ano, ainda apresenta perdas de 64% nos últimos 12 meses. “Essas empresas estão vindo de um patamar de valor muito depreciado, até mesmo se comparadas ao Ibovespa. Caíram mais do que o índice, e agora estão subindo acima do Ibovespa”, acrescenta o analista do Fator.

As ações da Tenda chegaram a ser negociadas por menos de R$ 1,00 no pior momento da crise, e acumularam valorização de 193% no ano até o último dia 7. Outras empresas, como Rossi e Rodobens, já bateram os preços-alvo delineados originalmente para o fim de 2009.

Mesmo empresas com atuação em projetos direcionadas à renda mais elevada, como Cyrela, Gafisa e Tecnisa, têm o que ganhar com o realinhamento de cenário. As três possuem de 30% a 35% de seus terrenos vinculados a empreendimentos na faixa entre R$ 350 mil e R$ 500 mil por unidade, de forma que foram beneficiadas pela decisão do governo, também anunciada em março, de estender financiamentos com recursos próprios da conta do FGTS ao teto de meio milhão de reais.

Mas as estrelas são mesmo as empresas melhor posicionadas no mercado popular, o foco do pacote. MRV e Tenda, por exemplo, têm 90% de seus bancos de terrenos vinculados a projetos destinados a consumidores com renda entre seis e dez salários mínimos, que correspondem a 30% da meta do governo de estimular a criação de 1 milhão de habitações.

Impulsionados pela onda de IPOs que engordaram os caixas das empresas, especialmente entre 2006 e 2007, os estoques de terrenos ainda estão elevados, equivalentes a períodos de 18 a 24 meses de vendas. “Para reduzi-los, todas as empresas estão ajustando o número de lançamentos“, observa Silveira.

Fonte: Agência Estado


Klabin Segall terá novos donos

28 abril, 2009

banuelosA Veremonte Participações, empresa de investimentos do empresário espanhol Enrique Bañuelos, e a incorporadora Agra fecharam hoje um acordo para assumir o controle da Klabin Segall. Trata-se de uma operação complexa. Pela proposta concluída nesta segunda-feira, a Veremont e a Agra constituíram uma nova empresa, que leva o nome provisório de New Co. Para formar essa empresa, a holding de Bañuelos entrou com 100 milhões de reais e a Agra, com 10 milhões de reais mais ativos imobiliários no valor de 44 milhões de reais, que representam empreendimentos já lançados pela incorporadora. A Veremonte tem 75% do capital da New Co.

Ainda segundo a proposta, a Klabin Segall irá emitir ações no valor de 154 milhões reais para incorporar a New Co. Feita essa operação – que precisa ser aprovada em assembléia, prevista para ocorrer até 15 de julho -, a New Co. terá 58% do capital da Klabin. “Dessa forma, aportamos capital e ativos e fortalecemos a Klabin”, disse a EXAME Marcelo Paracchini, diretor-presidente da Veremonte.

Para ser concluída, no entanto, a transação depende de outro fator, além da aprovação em assembléia: da renegociação da dívida da Klabin. No fim de 2008, a empresa estava endividada em 528 milhões de reais – a maior parte, em debêntures -, o que a colocava numa delicada situação financeira. “Iniciamos as renegociações com os detentores da debêntures em março, tivemos conquistas importantes e vamos continuar as conversas agora”, diz Carlos Eduardo Malagoni, diretor financeiro e de relações com investidores da Klabin Segall. Sem dar detalhes de como pode ser essa renegociação, Malagoni disse que a empresa busca “uma readequação às novas condições de mercado”. “Houve um importante descasamento entre o fluxo operacional e o financeiro nos últimos meses”, completou.

Ainda hoje, mais cedo, a Klabin comunicou a venda de 50% de um de seus principais empreendimentos, o Seridó, em São Paulo. O comprador é o fundo americano Golden Tree Insite Partners, que pagou 49,8 milhões de reais. A transação animou os investidores: as ações da Klabin fecharam em alta de cerca de 30%, anulando a queda do ano. Desde o IPO, porém, os papéis perderam mais de 80%. Para os acionistas minoritários da Klabin Segall, nada muda. A empresa continuará aberta e não haverá o pagamento de prêmio de controle. “Os controladores não estão recebendo nada em dinheiro, por isso, nesse caso, o tag along não se aplica”, diz Paracchini.

Esse é o segundo negócio feito por Enrique Bañuelos no mercado imobiliário brasileiro neste ano. Em fevereiro, também em parceria com a Agra, ele comprou 62% da Abyara por 38 milhões de reais. Segundo Paracchini, as operações da Abyara, Agra e Klabin Segall serão tocadas de forma separada, mas poderá haver parcerias estratégias. “As melhores práticas de cada uma das empresas poderão ser replicadas nas demais”, diz.

Fonte: Exame


Empresário espanhol compra controle da Abyara

18 fevereiro, 2009

Os controladores da Abyara Planejamento Imobiliário venderam o controle da companhia para o empresário espanhol do ramo imobiliário Enrique Bañuelos e para a Agra Empreendimentos Imobiliários, segundo uma fonte do mercado que pediu anonimato. O negócio foi fechado hoje (18), com venda de 62% de participação. Do total adquirido, a Veremonte Participações, empresa de Bañuelos ficará com 70%, e a Agra, com os demais 30%. O pagamento será feito em dinheiro em até cinco anos, de acordo com a fonte. Será feito também aporte de capital no valor de R$ 100 milhões na Abyara para que a empresa possa concluir seus projetos.

banuelos

A venda abrangeu a participação que era detida pelos fundadores da Abyara, Celso Minoru Tokuda, Arnaldo Curiati e Emilio Westermann, e pelo Morgan Stanley Real Estate Fund. Os fundadores deixarão a companhia. Do lado dos vendedores, o mediador foi o Morgan Stanley. O Bradesco BBI foi o mediador da operação para a Agra, segundo a fonte. O espanhol teria negociado sozinho.

Conforme a fonte, a negociação com Bañuelos foi condicionada à reestruturação das dívidas da companhia com sete bancos, entre eles, UBS, Bradesco e HSBC. A reestruturação já foi concluída. Os bancos teriam concordado com o alongamento da dívida, com carência de três anos para pagamento.

Parte da dívida da Abyara com os bancos será paga por meio do banco de terrenos da companhia, exceto as áreas destinadas a projetos em andamento. O endividamento total da Abyara em 30 de setembro de 2008 era de R$ 444,809 milhões. A dívida líquida estava em R$ 387,744 milhões.

No fim de novembro de 2008, em reunião com analistas e investidores, o diretor-presidente da Abyara, Celso Minoru, afirmou que estaria disposto a vender parte da empresa para a companhia ganhar musculatura. “Estou disposto a buscar o que é melhor para a empresa e para os clientes. Neste momento, estamos buscando uma equação para a empresa”, disse Minoru.

Na ocasião, o executivo contou que a Abyara estava conversando com investidores estrangeiros e negociando com bancos o alongamento de dívidas que vencem em 2009. Parte das dívidas da companhia foi contraída como empréstimo-ponte para o follow-on, ou seja, a nova oferta de ações que a companhia considerava fazer desde meados de 2007. No ano passado, a empresa desistiu de realizar nova oferta de ações e vendeu 51% da corretora para a Brasil Brokers.

No fim do terceiro trimestre, o banco de terrenos da Abyara correspondia ao Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 5,09 bilhões. A venda de terrenos é uma das medidas adotadas pela companhia desde meados do ano passado dentro da estratégia de buscar disciplina financeira.

Fonte: Gazeta do Povo


Abyara confirma conversações com espanhol Bañuelos

16 fevereiro, 2009

Após rumores no setor da construção civil, que motivaram a emissão de um fato relevante à Companhia de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara Planejamento Imobiliário confirmou a existência de conversações com o empresário Enrique Bañuelos de Castro, que podem mudar o futuro da empresa. Todas as apostas são de que a venda da companhia será oficialmente confirmada a qualquer momento.

No documento divulgado ao mercado, a Abyara coloca que “os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações . e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro”, além de ressaltar que “poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia”, conforme o documento.

As informações reveladas por fontes do mercado dão conta de que o investidor espanhol estaria disposto a desembolsar R$ 60 milhões, e que lhe dariam o controle da Abyara.

No final do ano passado, a Abyara chegou a anunciar ajustes, por conta da turbulência econômica, que incluíram a demissão de funcionários e a venda de ativos, como terrenos, o que acelerou os comentários sobre a negociação da corporação.

Fonte: DCI


Crise amplia a falta de recursos no setor imobiliário

29 janeiro, 2009

Falta crédito para tocar novos projetos. Empresas estão mais endividadas e as linhas disponíveis nos bancos estão caras demais.

O aprofundamento da crise do setor imobiliário fez o movimento de fusões e aquisições entre as companhias estancar, mas ao mesmo tempo atraiu a atenção de fundos e investidores em busca de oportunidades. No momento, as empresas sofrem com problemas de falta de crédito para alavancar os projetos, além da escassez da demanda.

“Ninguém tem recursos para apostar em novo negócio, as companhias estão olhando para a própria casa. O crédito é escasso, as empresas estão mais endividadas e as linhas específicas disponíveis nos bancos estão caras demais. Já os fundos de investimento estão vendo oportunidades, pois os papéis estão bastante descontados”, avalia a equipe de pesquisa da Banif Securities.

Sem recuperação

A visão dos fundos de investimento é de que, no momento, não há espaço para a recuperação das cotações, mas no longo prazo, o setor tende a registrar dias melhores. “Existem fundos importantes montando posição dentro das empresas. Não são participações estratégicas para assumir o controle e sim compra de participação devido aos preços atrativos”, explica um analista de mercado.

Este foi o caso da Agra Empreendimentos Imobiliários. Recentemente, a companhia informou que o AC0 Fundo de Investimentos Multimercado comprou, por meio do Banco J.P. Morgan, 425 mil ações ordinárias, o que corresponde a 10,07% do capital social da companhia.

“A adquirente declara que não se trata de aquisição do controle da companhia, mas sim de investimento que não busca a alterar a administração, composição de controle ou o regular funcionamento da companhia”, destacou o comunicado.

Nenhum fator novo

Segundo a análise da Banif, não é esperado nenhum fator novo que leve as empresas do setor imobiliário retomar o movimento de consolidação. “O mercado está ruim para todos”, declaram os especialistas do banco. Desta forma, dificilmente as empresas teriam recursos para fazer uma aquisição ou ampliar a exposição no setor, mesmo as de maior porte. Sem muitas opções, a saída encontrada pelas empresas tem sido a retração dos negócios, venda de terrenos, busca de parcerias para a confecção dos projetos ou injeção de capital de novos acionistas, com o maior interesse dos bancos de investimento.

Troca de controle

Em último caso, fala-se da troca de controle e há ainda as que lançaram ações, como a Brascan Properties. A companhia aprovou a proposta de aumento do capital social dentro do limite do capital autorizado, por meio de subscrição privada, no valor de R$ 200 milhões, a ser realizado mediante a emissão de 100 milhões de novas ações ordinárias. Os acionistas signatários do Acordo de Acionistas comprometeram-se a subscrever a totalidade das ações correspondentes ao seu direito de preferência. O aumento de capital teve por objetivo fortalecer a estrutura de capital da companhia, com o aperfeiçoamento dos seus índices financeiros.

As companhias mais fragilizadas

As companhias mais fragilizadas diante deste cenário são a Abyara, e Inpar. Esta última buscou se reerguer com o processo de aumento de capital e injeção de recursos. No final do ano passado, a Inpar anunciou o aumento do capital social da companhia por meio de subscrição privada, no valor de R$ 180 milhões. Serão emitidas 102.857.143 novas ações ordinárias, ao preço de R$ 1,75, dez vezes inferior ao valor negociado na estréia na BM&FBovespa.

Com a operação, o Paladin, fundo norte-americano especializado no mercado imobiliário, entrou no controle da incorporadora e pode ter até 52% da InPar caso os outros acionistas não exerçam o direito de preferência na compra de ações. Os recursos servirão para que a incorporadora consiga atuar no curto prazo.

Mas o caso da Abyara é bem mais preocupante. A empresa já vendeu parte das operações para fazer caixa e agora busca vender outros ativos, como terrenos e projetos. Esta operação, no entanto, não é simples. No momento, os terrenos estão mais desvalorizados e as interessadas com poucos recursos. “A empresa não tem conseguido vender os terrenos. Não vai vender abaixo do valor que adquiriu em 2007, mas também não consegue vender com lucro”, explicam os analistas do Banif.

Ao mesmo tempo, torna-se complicado conseguir parcerias para tocar os projetos, pois o mercado está desaquecido. “A Abyara é a empresa mais exposta, mas não acredito que vá quebrar ou algo assim. No máximo devem ocorrer atrasos nos empreendimentos”, afirma um analista de mercado.

Para a Abyara, não está ainda descartada a venda para o investidor espanhol Enrique Bañuelos. Segundo fontes do mercado imobiliário, o espanhol teria voltado a conversar com a empresa este ano. Um dos indicativos de que uma possível negociação esteja ocorrendo é o comportamento das ações da Agra no acumulado do ano.

Apesar de a empresa ser a que se encontra em pior situação dentre o segmento imobiliário, os papéis da Agra são os que acumulam a maior valorização dentre os pertencentes ao setor. Bañuelos teria planos de unir várias empresas do setor imobiliário em uma holding. A Agra e a Abyara seriam as duas companhias em negociações mais adiantadas com o investidor espanhol.

Fonte: Monitor Mercantil


Espanhol arquiteta holding imobiliária

11 dezembro, 2008
Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauipe no dia da assinatura do contrato.

Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauípe no dia da assinatura do contrato.

Ele já foi chamado de Donald Trump espanhol e “senhor dos tijolos”, como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção. Dono de uma trajetória nada invejável de ascensão e queda – uma fortuna de mais de US$ 7 bilhões quase evaporou depois de denúncias de operações que inflaram os papéis da sua empresa imobiliária na Espanha – o valenciano Enrique Bañuelos é o homem que está arquitetando, nos bastidores, a tacada mais ousada do mercado imobiliário brasileiro. O polêmico empresário está em contato com pelo menos seis companhias do setor – e estaria em conversas mais avançadas com Agra e Abyara – para montar uma holding, que já ganhou até um nome: Veremonte. A grande dúvida do mercado é se a proposta é factível e se Bañuelos, que já desistiu de outros negócios aqui, conseguiria levá-la adiante.

Além de Agra e Abyara, o Valor apurou que Bañuelos já sondou a Inpar, Even, Klabin Segall, Tecnisa e Rossi. A bordo de seu jato particular, avaliado em mais de US$ 8 milhões – que usa para levar os empresários brasileiros para visitar terrenos e empreendimentos no Nordeste em uma única tarde – Enrique tem mostrado uma habilidade invejável para discorrer sobre seu plano de negócios. E, em função da complicada situação não só do mercado, como de várias empresas, tem encontrado ressonância nas empresas. “Ele tem pouca credibilidade, mas é sedutor e muitas companhias, que estão praticamente sem saída, viram nessa holding uma promessa de salvação”, diz uma fonte do setor.

O Valor teve acesso ao plano de negócios da holding, que se vende como a plataforma líder de “real estate” no país. A apresentação impressiona pela complexidade e pela ambição. Para reduzir os custos operacionais e conseguir economia de escala, a idéia é criar uma empresa única centralizada, com uma sede e uma única estrutura financeira, administrativa, de marketing, construção e vendas. Uma companhia saudável, não contaminada pelas dívidas das companhias abertas, que fica com parte dos ativos das empresas, e que a médio prazo abriria capital lá fora: 40% nas bolsas de Londres e Nova York (sendo 20% de oferta secundária e 80% de oferta primária). “Os recursos da oferta primária serão destinados preferencialmente para o pagamento dos ativos adquiridos das S.A listadas e para eliminar as dívidas corporativas das companhias”, discorre o plano.

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As companhias se especializarão, na baixa renda, média, alto padrão, comercial, ficando com pelo menos 65% da atividade no segmento específico. A holding, segundo o plano de negócios, entrará em novas atividades, como corretagem – será proposto aos principais bancos do país a criação de um instrumento de corretagem que usaria as agências para captação de vendas. Também pretendem criar um companhia hipotecária, uma seguradora e montar um patrimônio para ser alugado. Promete, ainda, alianças internacionais e para isso teria escritórios em Nova York, Londres, Madri, Moscou e Dubai. Mas a ousadia não termina aí. O plano de negócios diz que “é objetivo prioritário da empresa que suas controladas criem novas cidades, desenhem a expansão de grandes cidades do Brasil em colaboração com grandes grupos internacionais.”

O empresário espanhol está apresentando aos empresários brasileiros uma estrutura de empresas em cascata, com um modelo complexo de participações cruzadas (ver tabela acima). Os donos de companhias abertas brasileiros, que no plano de negócios são chamados de fundadores, teriam 40% da nova empresa, mas continuariam com as suas respectivas empresas, que se mantém independentes e listadas em bolsa. O plano de negócios foi montado de tal forma a evitar o disparo de “poison pill” (mecanismo que protege a empresa de uma compra hostil) e tag along (direito do minoritário de receber o que foi pago ao controlador ) já pensando no efeito que a possível montagem de uma estrutura desse porte poderia causar sobre os minoritários.

A questão é que, além de um escândalo envolvendo a empresa que fundou, a Astroc, na Espanha, o empresário teve problemas recentes no Brasil. No dia da assinatura do contrato e pagamento de 70 milhões de euros pela aquisição do Complexo da Costa do Sauípe, na Bahia, Enrique Bañuelos desistiu do negócio. A crise e o acerto do valor em euros, antes da desvalorização do real, teriam sido os motivos para a desistência do negócio.

Relatório do terceiro trimestre da Afirma, nome atual da Astroc, diz que a empresa participa em 55% da Brasil Real Estate New Project Participações, S.A, cujo objetivo é desenvolver um projeto turístico no Brasil de longo prazo.

Todas as empresas citadas foram procuradas. Segundo assessoria de imprensa da Tecnisa, a empresa recebeu a visita dos investidores espanhóis, porém a conversa não evoluiu. A Abyara informou que “está aberta a negociações, mas por questões estratégicas prefere não comentar sobre rumores de mercado”. A Rossi informou que não esteve em contato com o investidor espanhol Enrique Bãnuelos, assim como Klabin Segall e Even.

Fonte: Valor