Apesar da crise financeira internacional, que deve provocar desaceleração do crescimento econômico no Brasil nos próximos trimestres, o Bradesco prevê que o crédito imobiliário no País continuará aquecido. “O mercado imobiliário continuará aquecido, mesmo com a desaceleração da economia. Não haverá falta de recursos, porque há a exigibilidade a ser cumprida”, afirmou hoje o diretor de Relações com Investidores do Bradesco, Milton Vargas, durante teleconferência de resultados financeiros com analistas.
O Bradesco separou, para este ano, R$ 5,7 bilhões para financiamento de imóveis. Até o encerramento do terceiro trimestre de 2008, R$ 4,812 bilhões já estavam comprometidos para essa finalidade. “Falta pouco para cumprirmos a meta estipulada para este ano. E acredito que não teremos dificuldade, tendo em vista os negócios que já estão em andamento”, disse.
Já em relação ao crédito concedido para compra de automóveis, a instituição admite um arrefecimento. Segundo o presidente do banco, Marcio Cypriano, as operações de empréstimo estão sendo feitas normalmente pelo Bradesco, com exceção dos financiamentos de veículos.
“Já verificamos uma queda razoável nessa modalidade. O mercado se ressentiu mais com a crise e decidimos adotar algumas medidas que consideramos adequadas para o momento, como a exigência de uma entrada maior para os financiamentos e redução de prazos, que estavam muito alongados”, afirmou o executivo, também durante a teleconferência.
Em setembro de 2008, a posição do Bradesco em financiamento ao consumo, que inclui crédito para compra de veículos, crédito pessoal, consignado e financiamento de bens, entre outros, era de R$ 56,190 bilhões. Esse valor representa uma alta de 5,5% em relação ao fim do segundo trimestre de 2008 e de 28,3% nos últimos 12 meses.
Fonte: Agência Estado

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